| Subject: Re: O verdadeiro dilema do sistema que queremos |
Author:
João Carlos
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Date Posted: 27/01/05 23:01:59
In reply to:
Guilherme Statter
's message, "Re: O verdadeiro dilema do sistema que queremos" on 25/01/05 20:45:00
>A questão de um "sistema alternativo" ao capitalismo é
>uma questão tão vasta que não cabe agora (e aqui)
>discutir.
*****Cabe e está subjacente, do meu ponto de vista, a qualquer discussão! A naõ ser, como eu disse, que já tenhamos aceite o capitalismo como o fim da história... Eu continuo a achar que não*******
>
>1. A questão do nosso bem-estar tem que ser
>"descascada" nos seus elementos constitutivos.
>É que há bens e serviços que pela sua natureza não
>podem deixar de ser "produzidos" e "ter efeitos" no
>ambito do domínio público.
>Desde a saúde pública (controle de epidemias, controle
>de qualidade alimentar...) à qualidade do ar ou da
>água dos rios.
***Porquê? Também podem perfeitamente ser privatizados desde que haja privados que os queiram! Não deixam por isso de ter efeitos público... Falsa questão!****
>
>2. Quanto à relação entre a eficiência e a qualidade
>dos serviços recebidos, é capaz de ser exactamente ao
>contrário.
****O contrário de quê? Não me pronunciei nem num nem noutro sentido. Essa, sim, é uma falsa questão!*****
>Em princípio pode-se "votar contra" nas eleições
>seguintes e aqueles políticos - que não foram
>"eficientes" - vão à vida. No caso dos funcionários a
>coisa fia mais fino, Como se tem visto.
****bem, mas isso tem que ver conm as regras estabelecidas, não com o sistema em si!*****
>Na prática do poder autárquico, são frequentes as
>situações de pura incapacidade/impotência dos eleitos
>perante o poder real dos quadros directivos.
****pois...porque a democracia é muito mais formal do que real, claro....é a "democracia burguesa"*****
>Já no caso do "privado", a situação é oposta.
****Oposta?Já reparou nas queixas contra, por exemplo a netcabo e nos seus resultados práticos para o consumidor?****
>A - De um ponto de vista de consumidor, se não está
>satisfeito, o cidadão sai a porta ed "vai comprar" ao
>lado.
****se tiver outro lado para ir comporar, ou recursos para o fazer...****
>B - De um ponto de vista de trabalhador, se não gostar
>do "patrão" o cidadão sai a porta e procura outra
>empresa para vender a sua força-de-trabalho.
****sendo assim, o desemprego deve ser um mito!*******
>Claro que esta lógica só é válida em igualdade
>de circunstâncias no mercado de trabalho!!!
*****igualdade de circunstâncias? não entendo o conceito...****
>Cordiais saudações,
>Guilherme Statter
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