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Subject: "Este PSD fez uma campanha desastrosa"


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Entrevista com Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP
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Date Posted: 16/02/05 9:43:05

Entrevista com Jerónimo de Sousa, Secretário-geral do PCP

"Este PSD fez uma campanha desastrosa"

DN-Natacha Cardoso

Imagem. "As pessoas e os analistas estão a deixar de nos caricaturar"
Se pudesse escolher, qual seria a sua opção reforçar a CDU ou evitar a maioria absoluta do PS?

Reforçar a CDU. Em votos e em deputados.

Porquê?

Porque temos a ambição de vir a pesar mais na vida nacional e na correlação de forças da próxima Assembleia da República. Não diabolizamos o PS. Consideramos que seria mau se eles ficassem com maioria absoluta. Até pela experiência do passado, quando os deputados se confinavam ao papel de notários das políticas que os governos decidiam. Mas o nosso objectivo passa por reforçar a CDU.

Podemos partir do pressuposto de que o objectivo da CDU passa por aumentar o número de votos e de deputados?

Teria um peso muito grande. Até no plano subjectivo, já que isso significaria inverter a tendência e os resultados das últimas eleições. Teria esse efeito potenciador. Por isso, definimos esse objectivo sem fasquias nem percentagens.

Mas há declarações suas onde aponta para a recuperação dos dois deputados que a CDU perdeu no Porto e em Braga...

É o que decorre da avaliação que temos feito no terreno, ao longo desta campanha e também da pré-campanha. A volta pelo vale do Ave, as manifestações de apoio e até o próprio comício que realizámos no domingo, em Guimarães, e que juntou mais de mil pessoas, apesar de decorrer às três da tarde.

São sinais positivos?

São, até porque perdemos esses dois deputados por poucos votos...

Recuperá-los permitiria que a CDU invertesse a tal tendência?

Por isso falei nos sinais. Claro que isto é sempre falível, mas os sinais de apoio, de confiança, de entusiasmo e até uns certa simpatia que, aqui ou acolá, fomos encontrando poderão transformar-se em votos. Não à escala de massas, mas...

Mas o suficiente para alcançarem mais deputados?

Sim, ainda que exista um elemento que pode condicionar isto tudo, que é a abstenção. É que, a par desses sinais de entusiasmo e confiança, também verificámos que existem muitas pessoas que estão desencantadas, conformadas e que pensam que não vale a pena votar.

Admite que abstenção possa subir, relativamente às eleições de 2002?

Não consigo medir. Fui confrontado com isso, mas...

Tem dito, repetidas vezes, que a simpatia não se traduz em votos. A CDU tem algum estudo que aponte para isso?

Não, mas dou-lhes um exemplo tivemos um almoço com 800 pessoas em Almeirim, que, ao contrário do que foi dito, não é uma terra comunista, mas socialista, e onde a CDU subestimou a sua capacidade de organização. Isto é um sinal, não é sequer uma amostragem, mas tem de ter consequências. Por outro lado, temos verificado que há um aumento da simpatia pelas nossas posições, o que já é um ganho para nós. Significa que as pessoas estão a ultrapassar os preconceitos que existiam contra o PCP e contra a CDU.

Em que é que isso se traduz?

Deixaram de nos aplicar rótulos, de nos caricaturar...

Exemplos?

Fiquei, por exemplo, surpreendido com algumas análises, com alguns comentadores, jornalistas...

Miguel Esteves Cardoso?

Não só, vários, vários...

Clara Ferreira Alves, Miguel Sousa Tavares...

Vários. Pessoas que, no passado, fizeram críticas e apreciações muitas duras e que hoje estão a alterar as suas posições.

Como explica isso?

Creio que foi a forma séria e responsável como nos apresentámos, evitando as ciladas próprias de uma campanha eleitoral as derivas, a má-língua, os ataques pessoais... Não fomos por aí, fomos pelo contacto directo com as pessoas, tentando divulgar as nossas propostas. Com muita autenticidade e sem artificialismos. Julgo que isto contribuiu para ultrapassar alguns preconceitos, alguns rótulos.

Mas isso não afasta alguns riscos, designadamente o de a CDU poder vir a perder deputados em círculos como Setúbal, Évora ou Santarém?

É um facto. Por isso é que até poderíamos dizer que uma pequena subida nos poderá dar um bom resultado e que uma pequeníssima descida nos poderia proporcionar um mau resultado. Há distritos onde isso não acontece Beja, por exemplo. Mas isso já não acontece em Évora, onde o nosso deputado foi eleito por 300 votos. Mas existem também factores que nos tranquilizam: o PSD foi quem ficou mais próximo há três anos, e agora acreditamos que vai baixar ...

Mas uma queda acentuada do PSD pode baralhar essas contas...

Pode. Este PSD está a ter um comportamento muito surpreendente. Quem, como eu, conheceu todas as campanhas do PSD não reconhece o dinamismo e o partido de militantes que é. Este PSD tem feito uma campanha desastrosa e desmotivadora.

Reflexos do Governo ou do líder do PSD, Pedro Santana Lopes?

A primeira causa é, de facto, a política realizada. Depois, as trapalhadas, as tricas e os incidentes acabaram por lhe dar uma carga muito grande. Mas a causa essencial foi a política do Governo. Estou a pensar, por exemplo, nas reacções de milhares de sociais-democratas aos ataques que foram feitos à administração pública. E ainda existem os que sofreram com os ataques às reformas, pensões, salários, abonos de família, PPR... Houve muitas medidas que levaram a este descontentamento.

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Re: "Este PSD fez uma campanha desastrosa"João Luís16/02/05 15:25:17


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