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Subject: Aumento da Idade de Reforma Pode Levar a Conflitos Sociais Muito Graves


Author:
Entrevista com Jerónimo de Sousa, Público, 16/02/05
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Date Posted: 16/02/05 16:37:40

Aumento da Idade de Reforma Pode Levar a Conflitos Sociais Muito Graves
Entrevista com Jerónimo de Sousa, Público, 16/02/05

Tem aparecido nesta campanha de forma mais aberta, falando até de possíveis entendimentos pós-eleitorais com o PS, mas as questões ideológicas mantém-se. No PCP o que é que mudou para além do secretário-geral?

Quando muito houve uma clarificação. Muitas vezes o meu camarada Carvalhas afirmou isso. Quanto à possibilidade de um entendimento com o PS basta ver os diários das sessões da Assembleia para ver que, em muitos momentos, não tivemos nenhum preconceito em subscrever e em votar a favor de propostas do PS, até do PSD.

Em questões fundamentais não há convergência. O PCP defende a revogação do pacote laboral mas o PS fala só em alterações...

O PS, na oposição, votou contra o código do trabalho na generalidade e na especialidade, apresentando propostas de alteração que nós subscrevemos, e votou contra na votação final global. Por uma razão de lógica esperar-se-ia que o PS, não que defendesse as propostas do PCP, mas que quando conseguisse uma maioria de deputados revogasse algumas medidas mais gravosas, com base nas suas próprias propostas.

Revogar algumas das normas não é revogar todo o pacote laboral.

Quando falamos de revogação do pacote laboral é um termo político. Naturalmente não íamos revogar os 600 artigos.

O PS também admite que revogará alguns dos artigos.

A medida inscrita em termos programáticos é que vai criar uma comissão para analisar os impactos do código.

Mas não parece que seja uma porta completamente fechada.

Não, ainda bem. Quando nos acusam de criticar o PS é claro que criticamos se o PS diz que vai criar uma comissão para analisar os impactos do código estamos em total desacordo.

Estão disponíveis para se entender com o PS nos artigos que devem ser alterados.

Se isso servir os trabalhadores o PS pode contar connosco. Em relação a uma outra proposta peregrina que é o aumento da idade da reforma para 68 ou 70 anos, tendo em conta o aumento da esperança de vida, nós sabemos que a idade da reforma faz parte constitutiva dos avanços civilizacionais do ser humano. As pessoas têm justas expectativas de poderem chegar ao fim de uma vida de trabalho e encontrar espaço para o lazer, para a família, para os netos. E aparece o PS...

Há o problema da produtividade e da viabilidade da segurança social.

Então os avanços fascinantes da ciência e da técnica não têm que ser postos ao serviço do ser humano. Como é que se entende uma visão puramente mercantilista que nos diz: vais viver mais, tens de trabalhar mais!?

Acha que o PS está contaminado por essa visão mercantilista?

Parece que sim. É uma proposta que pode levar a uma conflitualidade social muito grande. Tenho andado muito pelo terreno e posso dizer-vos que toca muito nas pessoas.

A CDU tem alguma proposta concreta para fazer face aos problemas de ruptura da segurança social?

Uma primeira medida é não permitir que continue a haver fuga aos descontos para a segurança social e que aumentaram muito significativamente em muitos milhões de euros. Em segundo lugar, não vemos que seja bom para o sistema esta linha privatizadora que está iniciada. Assistimos a um processo, em nome da defesa dos mais pobrezinhos, estarem a atingir aquilo que a direita diz serem os mais ricos. Não é verdade! Estão a atingir as classes médias, que o PP diz defender, cortando no abono de família, apoios sociais e subsídios diversos, que leva a que esse bom contribuinte - estamos a falar de bons contribuintes que ganham 400, 500, 600 contos e que estão muito bem na segurança social e devem ser compensados - possa sair para o sector privado pondo em causa o sistema.

A lei anterior, mesmo a actual que foi alterada pelo PSD e CDS, ainda permite outras fontes de financiamento, designadamente em relação a sociedades que não contribuem. Tem de haver aqui um princípio de solidariedade para com o sistema de segurança social para que ele tenha viabilidade. Topo de Página

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Re: "É Fácil Responsabilizar Apenas a UE pela Nossa Situação"Entrevista com Jerónimo de Sousa, Público, 16/02/0516/02/05 16:52:35
Re:Curtas e DirectasEntrevista com Jerónimo de Sousa, Público, 16/02/0516/02/05 16:56:19


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