| Subject: Re: Com esta esquerda, para que precisamos de direita? |
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visitante
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Date Posted: 5/02/05 11:47:13
In reply to:
rui
's message, "Com esta esquerda, para que precisamos de direita?" on 5/02/05 9:52:28
Pois Rui tem razão na pergunta que faz, porque esta "esquerda" é de facto muito necessária à direita. Viu-se nas últimas autárquicas aí em Évora e em Lisboa por exemplo. E vê-se agora no papel de "eco" ao engenheiro Sócrates e ao Manuel Alegre. Enfim para todos os "fretes" contra os comunistas, pois -não o esqueçamos - foi por ter havido um PCP a concorrer às eleições com votações interessantes (embora insuficientes para nós), que o PS nunca teve a tal maioria absoluta que lhe permitirá, sem entraves governar absolutamente. Contra os interesses dos trabalhadores e das populações.
Por isso tantos a levam ao colo a esta "esquerda", a tal que se diz moderna, mas que às vezes lá deixa cair a máscara para se mostrar tal qual é. Tartufa até dizer basta!
>Saíu ontem no público.
>Só não explica bem que o que se tratou na reunião dos
>governadores civis do PS com o ministro pedroso do PS
>foi de utilizar as verbas do programa de combate à
>pobreza para apoiar a campanha do PS contra as câmaras
>CDU no Alentejo. Uma coisa ignóbil.
>Também não se explicou que este número 2 do PS é
>actualmente acessor na Câmara Municipal de Évora, a
>tal que pela primeira vez desde que o poder local é
>democrático está a braços com a justiça por
>trapalhadas com terrenos e construtores civis. E que
>esta gestão tem merecido o apoio, às vezes
>entusiástico, outras conivente dos activistas locais
>do bloco.
>Com esta esquerda, para que precisamos de direita?
>
>
>
>Número Dois do PS de Évora
>perdeu processo contra cabeça
>de lista da CDU
>
>Por JOSÉ ANTÓNIO CEREJO
>Sexta-feira, 04 de Fevereiro de 2005
>
>O Tribunal da Relação de Évora rejeitou, no mês
>passado, uma queixa de difamação dirigida pelo
>ex-governador civil de Évora, e actual número dois da
>lista de candidatos do PS à Assembleia da República
>por aquele distrito, Henrique Troncho, contra o
>ex-presidente da câmara local e cabeça de lista da
>CDU, também por Évora, Abílio Fernandes.
>
>Além do ex-autarca do PCP eram arguidos no processo
>dois outros vereadores comunistas, um vereador
>social-democrata e um chefe de divisão da câmara de
>Évora. Em causa estava a divulgação - promovida
>através de uma deliberação camarária aprovada pelos
>quatro autarcas no início de 2001 - do alegado teor da
>intervenção de Henrique Troncho numa reunião realizada
>entre os governadores civis do Alentejo, responsáveis
>do Instituto de Emprego e Formação Profissional e o
>então secretário de Estado da Segurança Social Paulo
>Pedroso.
>
>Nos termos da proposta aprovada pela câmara, à época
>de maioria CDU, a reunião com os governadores civis
>socialistas destinava-se a discutir os planos
>ocupacionais do Alentejo e foi parcialmente
>presenciada pelo chefe de divisão do município, que
>terá sido convocado por engano pelo gabinete do
>secretário de Estado. Surpreendido com o que ouviu e
>com o facto de Paulo Pedroso ter alegadamente iniciado
>a reunião dizendo "podemos falar à vontade camaradas"
>- coisa que, na altura, o próprio desmentiu ao PÚBLICO
>- o representante da câmara relatou o que se passou ao
>vereador de quem dependia e Abílio Fernandes decidiu,
>depois, propor à vereação a denúncia pública do caso.
>
>De acordo com a proposta aprovada, e que esteve na
>origem da queixa apresentada pelo ex-governador civil
>ao Ministério Público, Henrique Troncho lembrou na
>reunião que se estava em ano de eleições autárquicas
>(2001), "defendendo que os programas ocupacionais e as
>verbas a estes associados são importantes para
>assegurar vitórias eleitorais nas autarquias do
>distrito". O documento acrescentava que os outros dois
>govenadores civis fizeram intervenções no mesmo
>sentido, "defendendo a importância de harmonizar a
>orientação política de redução dos programas e das
>suas verbas com as necessidades eleitorais em ano de
>autárquicas".
>
>A terminar, Abílio Fernandes dizia que "numa reunião
>oficial e institucional, a discussão sobre os
>programas ocupacionais, as verbas e a sua
>distribuição, foi balizada, explicitamente, pelas
>necessidades eleitorais do PS relativamente às
>eleições autárquicas de 2001, tendo estes programas
>sido referidos como importante arma política do PS
>para obter vitórias eleitorais".
>
>Considerando-se ofendido pela divulgação da proposta
>camarária, Troncho queixou-se e o Ministério Público
>veio a acusar os cinco arguidos pela prática do crime
>de difamação agravada. Mais tarde, o juiz de instrução
>decidiu não os pronunciar, entendendo que eles agiram
>na convicção de "estarem a cumprir os seus deveres" e
>que, com a sua actuação, não quiseram atingir o
>assistente na sua honra pessoal.
>
>Inconformado com a decisão do juiz, o Ministério
>Público recorreu para a Relação, que, em 11 de Janeiro
>deste ano, negou provimento ao recurso. "A prova
>recolhida não apresenta factos indiciários relevantes
>que permitam concluir a ocorrência da ilicitude para
>efeitos do tipo legal de crime de difamação imputada
>aos arguidos", concluiram os juízes, depois de afirmar
>que aqueles "divulgaram posições que consideravam
>atentatórias da democracia e dos direitos dos
>munícipes que representavam, já que consideravam tais
>factos verídicos e consistentes".
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