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Observadora Atenta
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Date Posted: 24/01/05 23:54:15
In reply to:
Observador atento
's message, "Re: O perigo dos "independentes"" on 24/01/05 22:43:20
Só por causa desta questão da Interrupção Voluntária da Gravidez e das autênticas trafulhices que têm sido as posições do PS, do BE e de alguns "independentes" - ora querem referendo, ora querem simplesmente a alteração legislativa, ora querem referendo e a alteração legislativa - vale a pena votar CDU.
Mas a coerência que os deputados do PCP e dos Verdes têm tido há 20 anos - a primeira vez que o PCP levantou a questão na AR foi em 1985 - nesta questão, é extensiva a tantas outras tão importantes na nossa vida: a melhoria das condições de vida das populações, o combate por melhores condições de trabalho, a luta contra a precariedade dos contratos de trabalho, a salvaguarda da soberania nacional, a defesa intransigente do sistema democrático e das liberdades, a defesa do poder local, etc., etc., etc.
É de toda a justiça que, ponderadas as circunstâncias, premiemos com o nosso voto a força que tem sido sólida, consistente, persistente, na defesa dos nossos direitos e interesses. É justo que votemos na CDU.
>Achei interessante o que escreveu. Por acaso ontem li
>no JN um artigo que me parece ilustra o zig-zag de um
>suposto "independente" (o Júlio Vaz Machado) mas que
>revela o que ma atreveria até a chamar de um certo
>diletantismo que às vezes caracteriza a actuação de
>certos "independentes". Junto vai o artigo:
>
>JN, 23/01/05
>
>Psiquiatra "traído" por Guterres
>
>
>O psiquiatra Júlio Machado Vaz criticou, sem rodeios,
>a posição de António Guterres no referendo à
>despenalização do aborto, em 1998, dizendo até não ter
>votado no PS nas legislativas de 2002, por se sentir
>"traído".
>
>Na que foi uma das mais aplaudidas intervenções da
>Convenção Nacional das Novas Fronteiras, o sexólogo
>pôs o dedo na ferida, ao afirmar que "o PS inventou a
>necessidade do referendo agora vai dar-nos outro".
>
>Dizendo que os portugueses ainda não esqueceram "o
>pântano" em que o país caiu por o PS ter uma maioria
>relativa e que levou à demissão de Guterres - que
>amanhã estará ao lado de Sócrates, em Lisboa, numa
>iniciativa de campanha - nem "o recurso aos
>lacticínios" para aprovar o Orçamento de Estado,
>Machado Vaz negou ser "um infiltrado".
>
>"Sou de Esquerda e independente. Apesar da muito digna
>campanha feita por Ferro Rodrigues não votei no PS nas
>últimas eleições, porque me sentia traído", disse. Mas
>agora acredita e diz não desejar "alianças formais à
>Esquerda", num apelo à maioria absoluta que perpassou
>por quase todas as alocuções." (...)
>
>Isto é, o Júlio Vaz Machado não votou em B porque
>tinha sido traído por A, mas vai votar em C, amigo de
>A.
>
>Não votou no Ferro por causa do referendo de Guterres,
>mas vai votar em Sócrates que avança com o referendo
>de Guterres. Isto apesar de Ferro não ter defendido o
>referendo de Guterres!
>
>Dá para entender?
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