Author:
Guilherme Statter
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 19/01/05 15:29:57
In reply to:
Guilherme Statter
's message, "Eleições e condicionantes estruturais" on 17/01/05 16:30:22
Parece que é mesmo do tamanho... Boa, a ver se me obrigo a escrever menos... eh eh eh
dizia eu...
Depois - como bem assinala o sr. Vasco Pulido Valente - esquecem-se é de referir alguns aspectos um tudo nada "mais profundos":
A. A Irlanda é um país de língua inglesa. E como sabe qualquer aprendiz de gestão ou de comunicação, numa economia de serviços a facilidade de comunicação entre os agentes económicos é um "factor crítico de sucesso".
B. Os EUA são "tão - ou mais - Irlandeses" do que são "Ingleses". E um outro "factor crítico de sucesso" será a "proximidade cultural" (Hofstede dixit).
Por outras palavras, em igualdade de outras circunstâncias, onde é que uma empresa norte-americana vai fazer o seu investimento: na Irlanda ou em Portugal?
Foi assim que foi naquele país que se estabeleceram, ou que para lá se deslocaram, MUITOS "call centers" de MUITAS empresas multinacionais a operar na Europa.
Como foi naquele país que se instalaram muitas "linhas de montagem" disto e daquilo nos novos e novíssimos ramos industriais.
C. O sistema educacional e de ensino universitário e politécnico, há várias décadas que está mais orientado para a "vida prática" do que o correspondente conjunto de sistemas de ensino em Portugal.
D. Quanto a pensamento estratégico estamos conversados. Desde logo a começar pelo Estado... E pelo tipo de formação e de opções de investimentos que são incentivados. Basta olhar para os consumos de energia eléctrica, de energia fóssil ou de cimento nos dois países.
E comparar também a eficiência no uso das energias e/ou do cimento.
Ora, tanto quanto se saiba, não são os trabalhadores quem determina a eficiência no uso de energia ou na utilização do cimento, pelo que das duas uma: ou o nosso Estado disso só tem o nome, ou os nossos empresários – na sua maioria - são uns incompetentes.
Mas incompetentes apenas enquanto empresários. São certamente, todos, uns espertalhões - ou muito competentes - no que diz respeito a serem "homens de negócio".
É por isso que vejo com MUITO cepticismo a conversa da "flexibilização" do mercado de trabalho como solução dos nossos problemas.
É por isso também que eu, nos programas eleitorais, estou sempre à espera de ver referências a esse tipo de problemática. É um pouco como estar à espera de Godot, mas enfim, optimismo não me falta.
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
|