| Subject: Re: JUSTIÇA SOCIAL |
Author:
Luis Blanch
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Date Posted: 19/01/05 16:09:05
In reply to:
Francisco Sarsfield Cabral - DN
's message, "JUSTIÇA SOCIAL" on 19/01/05 11:40:03
Isto é a radiografia da situação que todas as pessoas minimamente informadas observam , conhecem
O que o Sarsfield Cabral não aflora ,são as causas profundas ,estruturais desta voragem financeira .
A ausencia de Reformas de Fundo na Economia e que pressupõem uma revalorização do nosso sector produtivo e um exaustivo levantamento do nosso potencial económico.
Um reequacionar da politica de desmantelamento e alienação de unidades produtivas
,uma fiscalização apertada dos Fundos Estruturais Comunitáriose das suas aplicações, um estímulo com incentivos viáveis para o capital estrangeiro e o aprofundamento de parcerias para terceiros países.
Uma nova política que mergulhe na possibilidade de plantar novas raizes,com outra perspectiva ,embora realista, de progresso.
>Aumentou na opinião pública aconsciência da gravidade
>do desequilíbrio das contas do Estado. Alguns já
>perceberam que levará muitos anos a corrigir a
>situação. Por isso tenho esperança de que comece a ser
>eleitoralmente lucrativo falar verdade aos
>portugueses. Mas talvez seja pedir de mais à coragem
>dos políticos esperar que eles refiram não apenas o
>presente défice orçamental como, também, os encargos
>que o Estado tem assumido para daqui a décadas.
>
>O Tribunal de Contas revelou que o saldo da Segurança
>Social baixou mais de 24% no primeiro semestre de
>2004, na linha de uma tendência de redução contínua
>que vem de trás. Há trinta anos havia 862 mil
>pensionistas, absorvendo 3,2% do PIB. Agora há mais de
>2 milhões e meio, custando 10% do PIB. O FMI prevê que
>o envelhecimento da nossa população levará a que em
>2075 as pensões absorvam 13% do PIB. Em 2050 teremos
>dois trabalhadores no activo por cada reformado -
>havia seis há trinta anos. No sector da saúde, em
>Portugal como noutros países, a tendência é para as
>despesas subirem muito as pessoas vivem até mais tarde
>e os tratamentos são mais sofisticados e mais caros.
>Em Portugal os gastos do Estado em medicamentos
>aumentaram 9,2% em 2004. E há outras despesas que se
>agravarão no futuro, como as ligadas às Scut.
>
>Visto a médio prazo, o défice das contas públicas
>portuguesas é bem mais sério do que a actual
>dificuldade em cumprir o limite dos 3% do PIB. Ora, se
>o Orçamento não tiver dinheiro para financiar mais a
>Segurança Social e a Saúde, o débil Estado-Providência
>que temos desaparecerá. Travar a bancarrota do Estado
>é, assim, condição para não se eliminarem prestações
>sociais daqui a anos. Mas muitos ainda não perceberam
>que a obsessão com o défice é indispensável para haver
>justiça social.
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