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Guilherme Statter
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Date Posted: 7/01/05 13:02:16
Com a proximidade das eleições já começaram as demagogias eleitoralistas do costume. Como não podia deixar de ser, lá vem a lenga lenga habitual da "necessidade da redução do défice orçamental", da "necessidade da flexibilização do mercado laboral", da "urgência na reforma da administração pública" (menos Estado, melhor Estado... dizem).
E se fizermos tudo isso... Lá há-de vir o "milagre" da retoma.
Bom,
Haverá certamente muitas e más razões para o nosso RELATIVO atrazo estrutural.
Hoje, aqui e agora, chamo apenas a atenção para o nosso sistema educativo. Em 1910, o nosso PIB era similar ao da Suécia. Só que eles já só tinham cerca de 10% de analfabetos. Neste jardim há beira-mar plantado ainda teríamos então uns 70% de analfabetos.
Mas demos um salto no tempo. Mais duas gerações. Anos Cinquenta do Século XX.
Passo a citar
(Portugal)
1952 - Em 27 de Outubro de 1952 promulga-se o Plano de Educação Popular cuja execução se ficou a dever aos Subsecretários de Estado do Ministério da Educação Nacional Veiga de Macedo e Rebelo de Sousa. Numa das suas disposições mantem a obrigatoriedade dos três anos do Ensino Primário Elementar, mas estende-o a todas as crianças dos 7 aos 12 anos (anteriormente era obrigatório dos 7 aos 11 anos).
Fonte: Carvalho, R. (1996). História do Ensino em Portugal (pp. 785-7). Lisboa: F. C. Gulbenkian.
(Espanha)
Aquella Ley de 1945 redujo la escolaridad obligatoria a sólo seis años, frente a la reglamantación de 1923, que la encuadraba entre los 6 y los 14 años. Puede afirmarse que no se hizo nada por mejorar cualitativamente incluso aqueIla reducción y hasta los años Cincuenta apenas se construyeron escuelas
LA EDUCACIÓN EN ESPAÑA 1945-1992
Claudio Lozano Seijas
É que esta coisa do investimento nacional em EDUCAÇÃO, sobretudo ciêntífica e tecnológica, é uma coisa que se paga (ou se recebe) a MUITO longo prazo... Coisa de gerações.
No meio dos "azares" das ditaduras, a nós saíu-nos "em rifa" um "padreca envergonhado" e mentalidade provinciana. Aos "nuestros hermanos" saíu-lhes em rifa um militar (sempre seria mais "tecnocrata").
Quanto a isto, fico-me por aqui.
Cordiais saudações,
Guilherme Statter
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