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Date Posted: 04:52:21 05/01/05 Sun
Author: Tatiana Diello
Subject: Semana 10 - Abordagens Cognitivas

UFMG
POSLIN
DISCIPLINA: LIG 905 Seminário de Tópico Variável de Lingüística Aplicada – 2005/1o
Professora: Vera Menezes.
Aluna: Tatiana Diello Borges.
Semana 10 (02 a 06.05).
Abordagens Cognitivas.


Mitchell e Myles tratam, ao longo do capítulo 4 do livro Second Language Learning Theories, de abordagens cognitivas relacionadas à aprendizagem de segunda língua.
Tais abordagens clamam que o processo de aquisição de segunda língua pode ser entendido melhor se compreendermos, primeiramente, como o cérebro humano processa e aprende novas informações. Pesquisadores que seguem esta linha estão centralmente preocupados com o fato de como os aprendizes acessam seus conhecimentos lingüísticos em tempo real e porque alguns indivíduos são substancialmente melhores do que outros ao aprender línguas.
Os autores apontam que os teoristas cognitivos encaixam-se em dois grupos: uns que pertencem às abordagens de processamento e outros que fazem parte das abordagens construtivistas. As primeiras investigam como aprendizes de L2 processam informações lingüísticas e como a habilidade de processamento deles se desenvolve ao longo dos tempos. Elas são, primariamente, focadas na dimensão computacional do aprendizado de línguas. Já as segundas (construtivistas) percebem a aquisição de segunda língua como algo direcionado para necessidades comunicativas. O aprendizado, sob esta perspectiva, é entendido como uma análise de padrões no input da língua e o desenvolvimento desta é visto como o resultado de bilhões de associações que são realizadas durante o uso da língua e as quais levam a padrões regulares que podem parecer que são regras, mas, na verdade, são meras associações.
Mitchell e Myles finalizam o capítulo realizando uma avaliação das abordagens cognitivas para o aprendizado de segunda língua: sem dúvida alguma muito se aprendeu com estas abordagens em relação ao papel dos mecanismos de processamentos na aquisição de L2. Atualmente compreende-se melhor como estes mecanismos se desenvolvem ao longo dos tempos e a razão de estruturas fossilizadas poderem ser tão difíceis de serem erradicadas, mesmo que até o momento presente não se entenda o motivo de algumas estruturas fossilizarem e outras não.



Nick Ellis, ao longo de seu artigo, também trata da questão das abordagens cognitivas para a aquisição de segunda língua.
O autor, em um primeiro momento, apresenta os objetivos destas abordagens: atualmente, percebe-se que para compreender apropriadamente o estado final de expertise fluente é necessário entender os processos pelos quais tal expertise se desenvolveu. Nesse sentido, a ciência cognitiva preocupa-se com descrições funcionais e neurobiológicas dos processos de aprendizagem.
Assim como Mitchell e Myles, Ellis também apresenta estas abordagens em relação a suas orientações teóricas: abordagens de processamento e abordagens construtivistas.
No que se refere aos métodos utilizados pelas abordagens cognitivas, o autor menciona três: 1) Observação: para compreender a aquisição de línguas, acima de tudo, é necessário ser capaz de observar tal aquisição. Para tanto, é imprescindível coletar dados de interações espontâneas em situações de ocorrências naturais. Evidente que os processos de coleta, transcrição e análise de dados são difíceis, consomem muito tempo e, freqüentemente, são peculiares e não confiáveis, mas, apesar dos pesares, a observação é um instrumento muito válido na tentativa de se perceber a aquisição de línguas; 2) Experimento: nestas abordagens cognitivas há a tradição de se investigar processos detalhados de aquisição de línguas durante quantias relativamente pequenas de exposição, geralmente algumas horas, sob condições experimentais; e, 3) Simulação: para se comprovar se as regularidades da língua emergem de associações é necessário utilizar testes rigorosos como, por exemplo, por meio de modelos computacionais.
Ellis finaliza o artigo afirmando que as abordagens cognitivas acreditam que um modelo de linguagem funcionalista, o qual preza pelo uso da língua, é o mais apropriado para se analisar a aquisição de L2. Sob esta perspectiva, o aprendizado de línguas não deve ser separado de sua função. Língua e Semântica são inextricáveis e, conseqüentemente, situações funcionais, naturalísticas e comunicativas de aprendizagem tornam-se relevantes.

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