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Date Posted: 16:46:46 05/02/05 Mon
Author: Rodrigo Durval de Lacerda
Subject: Resumo - Semana 10

UFMG - POSLIN
DISCIPLINA: LIG 905 Seminário de Tópico Variável de Lingüística Aplicada – 2005/1o
Professora: Vera Menezes.
Aluno: Rodrigo Durval de Lacerda
Semana 10
Abordagens Cognitivas.

Em seu artigo Cognitive approaches to second language learning, os autores Mitchell e Myles nos apresentam a dicotomia entre lingüistas, citando aqueles que acreditam que a linguagem é um módulo inato separado na mente e os que acreditam que a linguagem é apenas uma outra forma de informação que é processada usando mecanismos gerais, algo caricatural. Acrescentam que há pesquisadores que acreditam na existência de um módulo específico de linguagem para aquisição de primeira língua, mas que a aprendizagem de segundas línguas é diferente e conta com mecanismos cognitivos gerais.

Mais adiante, eles nos apresentam a teoria da Processabilidade de Pienemann, quem, assim como Towell e Hawkins, acreditam que conhecimento de língua pode ser ‘especial’ de alguma forma, e estão preocupados em desenvolver transição ou teorias de processamento para complementar propriedades teóricas tais como Gramática Universal ou Gramática Lexical Funcional.

Citando teóricos como N.C.Ellis, Mac Whinney, ou Tomasello, afirmam que estes não pensam que a separação entre teorias de propriedade e transição é legítima, mas que acreditam que você pode explicar tanto a natureza do conhecimento lingüístico quanto como ele é processado através de princípios cognitivos gerais. De fato, eles geralmente não fazem a distinção entre competência e performance.

São dois os assuntos principais deste capítulo. O primeiro diz respeito às Abordagens Processuais, que se dividem em informação processual, a qual investiga como diferentes memórias armazenadas negociam com nova informação da segunda língua, e como esta informação é automatizada e reestruturada através de ativação repetida, e em Teoria da Processabilidade, que olha mais especificamente para as exigências processuais feitas pelos vários aspectos formais da segunda língua e para as implicações da habilidade de aprendizagem e de ensino da estrutura de segunda língua.

Na abertura da seção 4.2.1.1, os autores citam McLaughlin e Heredia, os quais resumem, dizendo que, em geral, a noção fundamental da abordagem de informação processual para pesquisa psicológica é que comportamento complexo constrói simples processos.

Algumas características da abordagem de informação processual:

. Humanos são vistos como autônomos e ativos.
. A mente é um propósito geral, sistema de símbolo processado.
. Comportamento complexo é composto de processos mais simples; estes processos são modulares.
. Processos componentes podem ser isolados e estudados independentemente de outros processos
. Processos levam tempo; portanto, predições sobre tempo de reação podem ser feitas.
. A mente é um processador de capacidade limitada.
Aprendizagem nesta visão é vista como o movimento de controlado para automático processando via prática (ativação repetida).

Mitchell e Myles também nos trazem ao conhecimento o modelo ACT de Anderson, que é semelhante ao de MacLaughlin, com diferenças na terminologia. Em ambos, automatização tem um papel central. Uma das maiores diferenças é que Anderson apresenta três tipos de memória: uma memória trabalhada, semelhante à memória de curto período de McLaughlin e dois tipos de memória de longo período – uma memória de longo período declarativa e uma memória de longo período procedimental.

Os autores afirmam que podemos ver como este modelo poderia explicar a natureza da linguagem passo a passo. Quando tarefas tornam-se procedimentais, elas são acessadas automaticamente, sem ter que recorrer à memória trabalhada, que é limitada em sua capacidade operatória.

Sobre as teorias que se concentram nos fatores que controlam a maneira que aprendizes de segunda língua processam o input lingüístico, nos são apresentadas a Teoria da Processabilidade e a Abordagem da Saliência Perceptiva. A primeira afirma que nós precisamos usar tanto uma teoria da gramática como componentes processuais para entender aquisição de segunda língua. Portanto, ela se concentra na aquisição das habilidades procedimentais, necessárias para o processamento da linguagem.

Em Cognitive Approaches to SLA, Nick Ellis afirma que ciência cognitiva oferece um contrastivo e muito amplo conjunto de respostas para a questão da representação mental que abordagens gerativistas, as quais, de acordo com Chomsky, têm sido guiadas por seis hipóteses. São elas: modularidade, gramática, competência, pobreza dos estímulos, instinto lingüístico, aquisição como conjunto de parâmetros.

O autor nos relata que muitos cientistas cognitivos duvidam destas hipóteses, particularmente a da modularidade e a do instinto lingüístico e o conseqüente estudo da capacidade unicamente humana de língua sozinha, divorciada da semântica, das funções da linguagem, e dos aspectos sociais, biológicos, experimentais e cognitivos do tipo humano.

A respeito dos lingüistas cognitivos, o autor afirma que eles sustentam análises qualitativas detalhadas dos caminhos nos quais a língua é baseada em nossa experiência e nossa personificação, uma personificação que representa a palavra em um caminho muito particular.

Já sobre as abordagens conexionistas para aquisição de linguagem, Nick Ellis diz que elas investigam as representações que podem resultar quando mecanismos simples de aprendizagem são expostos para evidência complexa de linguagem.

Citando Rumelhart e McClelland, o autor nos oferece o resumo das idéias conexionistas: conhecimento implícito de linguagem pode ser armazenado em conexões entre processos simples de unidades organizadas em redes. Enquanto o comportamento de tais redes podem ser descritos (pelo menos aproximadamente) de acordo com alguns sistemas de regras, nós sugerimos que devido à requintada estrutura do fenômeno o uso da língua pode ser melhor formulado em modelos que fazem referência às características das destacadas redes.

Voltando ao texto de Mitchell e Myles, encontramos uma boa definição de conexionismo, que é, conseqüentemente, o modelo computadorizado da visão construtivista ou emergentista da aprendizagem da língua. Ele é uma teoria transitória que objetiva explicar como estes padrões associativos emergem em aprendizes. Enquanto teorias de propriedade caracterizam a linguagem que aprendizes desenvolvem, conexionismo tenta modelar a aquisição dinâmica desta linguagem.

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