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Date Posted: 03:56:18 05/08/05 Sun
Author: Tatiana Diello
Subject: Semana 11- Discurso e Aquisição

UFMG
POSLIN
DISCIPLINA: LIG 905 Seminário de Tópico Variável de Lingüística Aplicada – 2005/1o
Professora: Vera Menezes.
Aluna: Tatiana Diello Borges.
Semana 11 (09 a 13.05).
Discurso e Aquisição.


Hatch, ao longo do artigo, tem como objetivo demonstrar que a análise do discurso pode ser utilizada como uma outra metodologia para o estudo da aquisição de segunda língua.
Nesse sentido, em um primeiro momento do texto, a autora apresenta um pequeno esboço histórico em relação à metodologia de pesquisa em SLA.
Nos anos setenta, a pesquisa relacionada ao aprendizado de segunda língua tinha como foco a forma das estruturas sintáticas usadas pelo aprendiz. Os estudos centravam-se, basicamente, em como ocorria a aquisição de morfemas e o desenvolvimento do sistema AUX, particularmente na formação das negativas e interrogativas.
Em reação a estas pesquisas focadas na forma, Gough (1975) argumentou que esta não pode ser estudada separadamente da função. Surgia, então, a necessidade de uma metodologia que tivesse o foco na função e esta seria a análise do discurso e, em particular, a análise de conversas. Para esta, o mais importante é observar o corpus como um todo e examinar as interações que acontecem nas conversas para poder compreender como a interação determina a freqüência das formas e mostra as funções da língua se desenvolvendo.
No tocante à aprendizagem de segunda língua, existe a suposição de que o aluno, primeiramente, aprende como manipular as estruturas; depois, gradualmente, vai construindo um repertório destas e, então, de alguma maneira, aprende como colocá-las corretamente de modo a serem utilizadas no discurso.
A análise do discurso considera a possibilidade de que o contrário ocorre, isto é, primeiro, o aprendiz aprende como acontece uma conversa; depois como interagir verbalmente e, por último, aprende que através dessa interação as estruturas sintáticas são desenvolvidas. É exatamente este o objetivo da autora: demonstrar que, acima de tudo, o indivíduo deseja interagir, dizer algo com a língua e para isto, primeiramente, aprende a conversar verbalmente e só depois a assimilar as estruturas sintáticas.
Hatch enfatiza que, para a proposta da análise do discurso ser uma metodologia forte e confiável em relação ao estudo da aquisição de L2, faz-se necessário demonstrar como (1) a sintaxe realmente nasce do discurso; (2) procurar por evidências, nas conversas, que preveriam a aquisição da morfologia do inglês; e, (3) tornar os dados mais confiáveis, uma vez que estes são coletados por meio de gravações de fitas. Talvez uma melhor alternativa seja a filmagem.
A autora finaliza o artigo ratificando que, apesar dessas possíveis dificuldades acima citadas, é por meio da análise do discurso que poderemos responder muitas questões sobre a aprendizagem de segunda língua.


Young ao longo do artigo trata de abordagens sociolingüísticas referentes à aquisição de segunda língua.
O autor argumenta que, devido ao fato da aquisição e do uso da língua ocorrerem em um contexto social, é imprescindível que os pesquisadores de aprendizagem de segunda língua compreendam as maneiras pelas quais o contexto social, a aquisição e o uso de uma L2 estão relacionados.
Young em um primeiro momento do texto apresenta duas tradições de pesquisa que se ocupam do estudo do contexto social. Uma delas entende contexto como determinado, fixo. Nesta visão, o ambiente em que ocorre o uso da língua pode ser descrito independentemente desta utilização. Já a outra tradição, ao contrário da anterior, percebe contexto como emergente e dinâmico, no qual os participantes realizam negociações por meio da interação.
No segundo momento do artigo, o autor aborda os métodos de pesquisa utilizados pela sociolingüística. Estes são tanto qualitativos quanto quantitativos. Young, entretanto, ressalta que poucos pesquisadores têm combinado as duas abordagens no mesmo estudo.
A terceira parte do artigo é destinada a uma revisão de descobertas importantes em quatro áreas principais de aquisição e uso de segunda língua. Ei-las: 1) Variação da Interlíngua: já há alguns anos sabe-se que o comportamento, aparentemente, sem propósito e, mesmo, obstinado de indivíduos bilíngües em utilizar ora uma forma ora outra está, de fato, sistematicamente relacionado aos contextos nos quais essas formas são realizadas. Um número considerável de estudos de variação da interlíngua tem sido publicado e fornecido algum suporte para a posição que clama que a variação sistemática ocorrida na interlíngua de uma pessoa bilíngüe é essencial para o desenvolvimento dessa interlíngua; 2) Comunicação trans cultural: a maioria dos estudos nesta área tem se ocupado de alunos em um ambiente escolar formal e, em muitos casos, o foco da pesquisa tem sido as deficiências lingüísticas e os problemas comunicativos percebidos pelo indivíduo bilíngüe. Recentemente, entretanto, estes trabalhos entendem a comunicação trans cultural como uma realização mútua e vários destes analisam a comunicação em um ambiente no qual não ocorre instrução formal; 3) Fenômeno Conversacional: na maioria das pesquisas em aquisição de segunda língua sob a perspectiva desta área, aspectos conversacionais envolvendo participantes monolíngües de inglês são comparados com conversas que envolvem tanto aprendizes de inglês quanto falantes de outras línguas. As comparações e os contrastes são feitos com o intuito de identificar possíveis fontes de transferência da língua materna para a segunda língua e compreender as más comunicações que surgem em encontros trans culturais; e, 4) Identidade Social: o conceito de identidade social de um indivíduo tem sido discutido por diversos pesquisadores como uma maneira de visualizar e explicar os padrões de uso da língua e as atitudes lingüísticas dos bilíngües. Entretanto, infelizmente, a maioria dos estudiosos de SLA não apresentou uma definição clara do que exatamente seja identidade social e de como ela surge e modifica-se. As maneiras que os bilíngües usam e escolhem a língua em sociedades lingüisticamente diversas contribui para o processo de formação da identidade social de tal maneira que, para um bilíngüe, cada ato de fala ou de silêncio se torna um ato de identidade.
Young finaliza o artigo mencionando que a sociolingüística talvez seja o ramo da lingüística menos preocupada com a construção de teoria. Entretanto, ressalva o autor, atualmente vários estudiosos têm esboçado propostas de como tais teorias relacionadas à sociolingüística seriam.
Dentre as várias propostas, Young aponta três: teoria dos domínios discursivos, a qual prediz uma associação entre precisão de produção em segunda língua e tópico discursivo; teoria da co-construção, na qual o fenômeno social e sociolingüístico é entendido como co-construído por todos os participantes de uma interação; e, teoria da competência interacional, a qual refere-se ao conhecimento que os participantes trazem para e realizam na interação, considerando também como tal conhecimento é adquirido.

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