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Date Posted: 13:28:46 04/03/05 Sun
Author: Tatiana Diello
Subject: Semana 6 - Panorama Geral sobre teorias de aquisição

UFMG
PosLin
DISCIPLINA: LIG 905 Seminário de Tópico Variável de Lingüística Aplicada – 2005/1o
Professora: Vera Menezes.
Aluna: Tatiana Diello Borges.
Semana 6 (04 a 08.04)
Panorama geral sobre teorias de aquisição.


Larsen-Freeman e Long ao longo do texto apresentam três teorias relacionadas à aquisição de segunda língua. Ei-las: Nativista, Ambientalista e Interacionista.
A primeira (Nativista) pretende explicar a aquisição, afirmando que existe um dom biológico inato ao ser humano que torna o aprendizado possível.
Dentre os diversos autores que seguem uma linha de pensamento nativista, Larsen-Freeman e Long destacam dois: Chomsky e a Gramática Universal e Krashen e sua teoria do Monitor.
No tocante à GU, o principal argumento é que sem algum tipo de aspecto inato, o aprendizado de primeira ou segunda língua seria impossível, pois o insumo disponível não é suficientemente abundante para permitir a aquisição. Naturalmente existem alguns problemas relacionados a esta explicação de Chomsky para o aprendizado de línguas e pelo menos três suposições são questionáveis: (1a) a aquisição ocorre rapidamente e torna-se praticamente completa mais ou menos na idade de cinco anos. Os autores observam que uma boa quantia de complexos aspectos sintáticos não é dominada até uma idade mais avançada; (2a) certos princípios sintáticos não são aprendidos e, portanto, são inatos. Talvez a explicação mais ponderada seja que se os aprendizes produzem estruturas sintáticas corretamente em uma determinada língua não é porque eles já nasceram com elas, mas, sim, porque apenas as ouvem de um jeito correto. Nesse sentido, não há motivos para os aprendizes produzirem estas estruturas de uma outra forma senão a correta; (3a) o insumo disponível para os aprendizes não é adequado. Pode até ser que o input não seja apropriado para o aprendizado, mas isto não significa que o aprendiz já possui um conhecimento lingüístico inato que dá conta desta ausência.
No que diz respeito a Krashen e sua teoria do Monitor, esta é um exemplo de uma macro teoria que tenta incluir a maior parte dos fatores envolvidos na aquisição de segunda língua, tais como: idade, traços de personalidade, instrução formal, mecanismos inatos de aquisição de línguas, influências ambientais, insumo, dentre outros. Tal teoria é composta por cinco hipóteses – a aquisição-aprendizado, a ordem natural, o input, o monitor, e o filtro afetivo. Assim como a GU, a teoria do Monitor também apresenta algumas deficiências, em especial no tocante ao aspecto de definitional adequacy.
A segunda (Ambientalista), ao contrário da primeira, argumenta que fatores ambientais são mais dominantes na aquisição de línguas.
Dentre os pesquisadores que seguem a linha ambientalista encontra-se Schumann e sua Hipótese de Pidginization e seu Modelo de Aculturação. Sob esta perspectiva, a aquisição de segunda língua é altamente afetada pelo grau de distância social e psicológica entre o aprendiz e a cultura da língua-alvo. Se tal distância for extensa, então, a aculturação é impedida e o aprendiz não progride além dos estágios iniciais do aprendizado de línguas. Como resultado, a língua-alvo deste se tornará pidnized. Pidginization é caracterizada por simplificações e reduções que ocorrem na interlíngua do aprendiz, levando à fossilização quando o sistema de interlíngua deste não progride em direção à língua-alvo. Também no que se refere a esta hipótese e a este modelo existem questionamentos. Dentre estes se encontra o fato de que fatores sociais, sob este ponto de vista, são entendidos como se tivessem um impacto direto na aquisição de línguas, mas é mais provável que tenham um impacto indireto. Uma outra crítica é que pidginization é um fenômeno grupal, ao passo que o aprendizado de línguas é individual. Uma última crítica é que o modelo de aculturação falha ao não explicar como os fatores sociais influenciam a qualidade de contato que os aprendizes experimentam.
A terceira e última teoria (Interacionista) abordada por Larsen-Freeman e Long reúne tanto os fatores inatos quanto os ambientais para explicar o aprendizado de línguas.
Em relação a esta teoria os autores mencionam a teoria de Givon – Functional-Typological e o Modelo Multidimensional. A primeira tem como objetivo ser uma teoria unificada de todos os tipos de alteração lingüística, incluindo a aquisição de línguas. Um dos problemas desta teoria é que talvez devido ao escopo e generalidade desta não há como capturar precisamente as diferenças entre os tipos de situações em que ocorrem essas alterações lingüísticas. O segundo (Modelo Multidimensional) afirma que o estágio do aprendiz de aquisição da língua-alvo é determinado por duas dimensões: o estágio de desenvolvimento e a orientação social e psicológica do aluno. Dois são, basicamente, os problemas deste modelo: não explica como os aprendizes aprendem o que têm que aprender apesar das restrições de processamento e também não explica os processos pelos quais os alunos obtêm entrada por meio de insumo e como eles utilizam esta entrada para reconstruir gramáticas internas.


Ellis também ao longo do texto também apresenta algumas teorias relacionadas à aquisição de segunda língua. Mais precisamente, sete são abordadas: Modelo de Aculturação juntamente com o Modelo de Nativização; Teoria de Acomodação; Teoria do Discurso; Modelo Monitor; Modelo de Competência Variável; Hipótese Universal; e, Teoria Neurofuncional.
Dentre as sete, três já foram tratadas acima por Larsen-Freeman e Long: Modelo de Aculturação, Modelo Monitor e Hipótese Universal.
A seguir as demais teorias são examinadas: (1a) Modelo de Nativização: tal modelo considera a dimensão cognitiva envolvida no aprendizado de línguas. SLA, de acordo com Andersen, é o resultado de duas forças gerais: nativização e denativization. A primeira consiste em assimilação e a segunda em acomodação. Naturalmente existem problemas relacionados a este modelo: não explica como o conhecimento da segunda língua é internalizado e utilizado e não elucida o papel da interação existente entre a situação e o aprendiz; (2a) Teoria de Acomodação: a principal preocupação desta teoria é investigar como o uso da língua por intergrupos reflete atitudes sociais e psicológicas em comunicações interétnicas. Sob esta perspectiva, relações entre intergrupos são entendidas como dinâmicas. No tocante às deficiências desta teoria, a principal talvez seja o fato de que esta não leva em consideração a seqüência de desenvolvimento presente no aprendizado de línguas; (3a) Teoria do Discurso: esta teoria resultou da teoria de uso da língua. Segundo esta, a aquisição de línguas ocorrerá de maneira bem-sucedida quando os aprendizes souberem como e quando utilizar a língua em diversos ambientes comunicativos. Dentre os problemas desta teoria destaco três: há uma ênfase exagerada em relação ao papel dos fatores externos no processo de aquisição de línguas e pouca importância é dada às estratégias internas do aprendiz; acredita-se que fatores ambientais e insumo sejam os aspectos principais para se tentar explicar o processo de aquisição; e, falha ao não perceber que princípios universais guiam o aprendizado de línguas; (4a) Modelo de Competência Variável: este modelo é baseado em duas distinções: uma se refere ao processo de uso da língua e a outra ao produto. O modelo também propõe considerar SLA dentro de uma estrutura de utilização da língua, ou seja, argumenta-se que a maneira pela qual a língua é aprendida é um reflexo da forma como esta é usada. Em relação às dificuldades deste modelo observa-se, primeiramente, que este precisa fornecer uma análise mais detalhada dos processos primários e secundários responsáveis pelo uso e aquisição da língua e, em um segundo momento, nota-se que este necessita incorporar o papel do insumo em sua estrutura geral, pois aprendizes não constroem discursos isoladamente. Assim, a maneira que o insumo é negociado precisa ser considerada; e, (5a) Teoria Neurofuncional: esta teoria tenta caracterizar os sistemas que processam as informações neurolingüísticas responsáveis pelo desenvolvimento e uso da língua. A premissa básica de uma visão nerofuncional de SLA é que existe uma conexão entre a função da língua e a anatomia do cérebro. Tal teoria tende a focar em aspectos específicos de SLA, tais como: diferenças de idades, discurso formulaico, fossilização e padrão de prática na sala de aula de aquisição de segunda língua. No tocante às objeções a esta teoria verificamos, principalmente, que ainda não há uma certeza considerável em relação à identificação de neuro funções específicas e suas correlatas neurolingüísticas.

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