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Date Posted: 22:36:00 03/16/05 Wed
Author: Rômulo Francisco de Souza
Subject: Semana 3 A construção de teorias... NOVA VERSÃO

(Nova versão)
3a Semana: 14 a 18 de março
Aluno: Rômulo Francisco de Souza
Resumo dos textos:

McLaughlin, B. Theories of second-language learning. London: Arnold, 1987, Introduction. p.1 a 18

LARSEN-FREEMAN, D; LONG, M.H. Theories second language acquisition. (7.1 e 7.2) In: LARSEN-FREEMAN, D; LONG, M.H. An introduction to second language acquisition research. London: Longman, 1991. p.220-227

Theories of language development. Disponível em: http://www.colorado.edu/slhs/SLHS4560/7_theory/Ch7%20outline.htm

SCHUMANN, J.H. Some problems with falsification: an illustration from SLA research.Applied Linguistics. v. 14. n. 3. p. 295-306, Sept.1993.


Resumo

O texto de McLaughlin tem como foco a teoria. Em especial o seu objetivo é discutir como a teoria informa e guia a pesquisa e, ainda, como ela pode ser avaliada.

McLaughlin começa suas discussões comentando sobre 3 considerações que, segundo ele, são básicas para a pesquisa científica:

1) A pesquisa é inseparável da teoria: Toda osbervação envolve algum tipo de teorização. Qualquer análise ou observação de um objeto será baseado em alguma teoria do observador. Ele sempre terá uma crença ou expectativa em relação ao objeto analisado.

2) Não há apenas um método científico: Não há apenas uma forma de se testar uma teoria. Lightbowl (1985), citado por McLaughlin, apresenta pelo menos três: estudos descritivos, estudos pedagógicos experimentais e estudos "testador de hipóteses". Também não há métodos intrinsecamente mais eficazes do que outros (por exemplo, métodos quantitativos não são, por si, mais eficientes do que qualitativos). A sua escolha dependerá da indagação principal da pesquisa.

3) Não há uma única verdade científica: A verdade nunca é vista diretamente em sua totalidade. Todo conhecimento é mediado por sistemas simbólicos usados por cientistas. O que há, na verdade, são vários pontos de vista sobre a verdade, cada qual mediada pela perspectiva de um cientista ou teoria.

McLaughlin parte do princípio de que, em qualquer tipo de pesquisa, o pesquisador está testando uma hipótese, mesmo nas pesquisas descritivas mais rudimentares. Ele argumenta ainda que tais hipóteses são criadas a partir de uma teoria a respeito dos dados (Trata-se de uma teoria ou esquema cognitivo do qual o pesquisador lança mão para organizar os dados). Dessa forma, ele afirma que sem uma teoria não pode haver hipóteses.

Após estas considerações gerais, McLaughlin parte para uma caracterização da teoria. Ele fala sobre as funções de uma teoria, propõe uma pequena tipologia de teorias, fala da sua construção e avaliação.

Segundo ele, uma teoria 1)tem a função nos ajudar a entender e organizar os dados de experimentos, 2) tem uma função transformadora, na medida em transforma a compreensão do que já é conhecido: ou seja dos dados empíricos, os quais não poderiam ser compreendidos isoladamente e 3) uma função geradora, ou seja, ela gera novas hipóteses e questões sobre um determinado assunto.

Com relação aos tipos de teoria, McLaughlin argumenta que existem pelo menos duas dimensões que podem ser usadas para caracterizar uma teoria: a sua forma e o seu conteúdo. No que diz respeito à forma, uma teoria seria classificada como sendo dedutiva ou indutivas. Teorias dedutivas, em geral, apresentam hipóteses geradas por deduções lógicas a respeito da própria teoria. Teorias indutivas são resultado da osbervação de relações empíricas. Nesse caso a teoria guia o observador, mas as hipóteses não são estritamente formuladas por deduções lógicas como na abordagem dedutiva. Com relação ao seu conteúdo, uma teoria pode ser micro ou macro. Isso depende do seu alcance.

Segundo McLaughlin, uma teoria pode começar com um status de proto-teoria para então, à medida que novos estudos são feitos, novas relações entre suas afirmações e novos contextos são estabelecidas, transformar-se um uma teoria. A propósito, uma proto-teoria seria formada por uma série de afirmações não relacionadas.

Na última seção de seu texto, McLaughlin relaciona quatro critérios que podem ser usados para se avaliar uma teoria. Os três primeiros são propostos por Kaplan (1964).

1) Normas de correspondência: dois aspectos estão ligados à essa norma: a) uma teoria deve ser formulada com conceitos precisos e b) uma teoria deve ir além do seu domínio inicial. Ela tem que ser "aplicável" além desse domínio, ou seja, não pode se restrigir a explicar apenas os fatos a partir do qual ela foi formulada.

2) Normas de coerência: Essas normas também podem ser observadas em dois sentidos: a) uma boa teoria deve ser econômica. Uma teoria que explica um dado fenômeno com o menor número de proposições é preferível a uma que o faz com um maior número. b) Uma boa teoria deve se inserir no corpo teórico pré-existente, ou seja, ser consistente com teorias que já têm aceitação.

3) Normas pragmáticas: é mais importante que uma teoria estimule a continuidade da investigação científica (promover questões, dúvidas, hipóteses etc.) do que apresente aplicações práticas para ela.

4) Uma teoria deve ser formulada de uma maneira tal que permita ser desconfimada. Assim, as teorias que "sobreviverem" a tentativas de desconfirmação terão mais valor do que aquelas que foram desconfirmadas, o que permite, segundo o autor, um avanço na teoria.

Schumann discute em seu texto, exatamente, essa questão da "desconfirmação". Ele argumenta que é extremamente difícil desconfirmar uma hipótese no campo da SLA através de estudos empíricos, pois as variáveis envolvidas nunca são precisas. Para ele, devido à esse alto grau de dificuldade citado anteriormente, seria mais produtivo para o desenvolvimento e avaliação das teorias em SLA se nós nos concentrassemos em sempre explorar mais uma dada afirmação ou hipótese ao invés de tentar falsea-la. Nesse caso, explorar "mais" significa olhar a questão por diversos outros ângulos, inclusive a partir da visão de outras ciências.

Larsen-Freeman e Long começam o seu texto dizendo que o termo "teoria" evoca uma variedade de respostas, muitas das quais negativas, por parte dos professores e peesquisadores da área de ensino de línguas. Segundo os autores, isso mostra que o propósito e o valor das teorias nas ciências sociais ainda não estão bem compreendidos pelos membros do nosso campo de atuação. No seu texto, eles introduzem alguns dos conceitos e procedimentos básicos relativos à construção de teorias.

Na seção 7.2, entitulado "Cosntrução de teoria e ciência social", os autores argumentam que seria mais produtivo para o nosso campo se as pesquisas fossem mais embasadas em teorias (theory-based research) e não apenas em dados (data-based research). Eles coloca ainda que, no campo da SLA, nós damos muita atenção a vários aspectos da pesquisa - tais como o seu desenho, o procedimento de coleta de dados, as técnicas de análise etc.) - e que não gastamos tempo suficiente para pensar no papel da teoria em nosso trabalho.

Na seção seguinte, os autores discutem sobre dois tipos de teoria:

1) Formato de conjunto-de-leis (ou "storehouse"): Esse tipo de teoria consiste num conjunto de afirmações (gneralizações ou leis), frequentemente não correlacionados, sobre o que se conhece de um dado fenômeno. Tais afirmações seriam baseadas em padrões estabelecidos na observação repetida de testes empíricos. Vale lembrar que, segundo os autores, essas afirmações não contêm construtos irrefutáveis. O fato é que eles começaram sua vida com o status de hipótese e chegaram ao de generalização ou lei após serem testados empiricamente várias vezes. Dessa forma, eles eram empiricamente falseáveis.

2) Formato processo causal: Esse tipo de teoria também acumula conhecimentos sobre a questão da qual trata, mas também tenta explicar tal questão.

O texto “Theories of language development” consiste em um pequeno esquema no qual estão expressas considerações sobre o que vem a ser uma teoria, o que tem que tem uma teoria e ainda sobre as principais teorias de aprendizado de Línguas.

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