| Subject: «é um hipótese que pode vir a estar em aberto, desde que nos sejam dadas condições». |
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PEDRO MARQUES
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Date Posted: 1/05/05 10:09:31
Jorge Coelho, coordenador autárquico do PS, abre a porta a entendimentos com os comunistas na capital depois das eleições
PCP e BE admitem acordos pós-eleitorais em Lisboa
PCP recusa, no entanto, acordos de gestão e indica que quer ganhar Lisboa. Bloco está disponível para «aproximações» em políticas comuns
PEDRO MARQUES, A Capital, 1/05/05
O PS abriu a porta à realização de acordos pós-eleitorais com o PCP em Lisboa, disse ontem Jorge Coelho, coordenador nacional dos socialistas para as autárquicas. Contactados por A Capital, comunistas e bloquistas mostraram disponibilidade para colaborarem com os socialistas em políticas comuns, caso Manuel Maria Carrilho, cabeça-de-lista do PS, vença as eleições.
«Todos queremos contribuir para melhorar Lisboa, seja com coligações, seja depois das eleições», disse Jorge Coelho, na apresentação do manifesto eleitoral do PS, lamentando, no entanto, que a coligação de esquerda na capital não se tenha concretizado. «Se fosse agora era melhor, se for depois também é uma oportunidade de trabalharmos juntos», sustentou Coelho, que afirmou respeitar a opção dos comunistas de concorrerem sozinhos, com uma lista encabeçada por Rúben de Carvalho.
Carlos Chaparro, dirigente da Organização Regional de Lisboa do PCP, admitiu que acordos pós-eleitorais com o PS são possíveis: «é um hipótese que pode vir a estar em aberto, desde que nos sejam dadas condições». Contudo, o PCP recusa ser um apoio dos socialistas.
«Não aceitamos acordos de gestão e não nos sentimos obrigados a votar de cruz», explicou o dirigente comunista. Como exemplo, Chaparro lembrou que em Sintra o PCP foi responsável por alguns pelouros na câmara dirigida pela coligação PSD/PP, o que não vincula os comunistas a aprovar as propostas dos partidos de direita, refere.
Para o dirigente comunista, a candidatura de Rúben de Carvalho é «a única alternativa de esquerda na cidade», desvalorizando o BE, que «não tem força nem tradição autárquica». O objectivo dos comunistas é claro: «nós queremos ganhar a câmara», acrescentou Chaparro.
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