VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

2/06/26 0:29:33Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 12[3]456789 ]
Subject: Re: PALAVRAS NECESSÁRIAS-A vida proletária em Portugal de 1872 a 1927 (9)


Author:
Bento Gonçalves
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 16/04/05 0:08:16
In reply to: Bento Gonçalves 's message, "PALAVRAS NECESSÁRIAS-A vida proletária em Portugal de 1872 a 1927" on 11/04/05 22:35:11

PALAVRAS NECESSÁRIAS (9)
A vida proletária em Portugal de 1872 a 1927

Bento Gonçalves
Edição de Virgínia Moura, 1ª edição sem data, 2ª edição 1973

Por altura de Outubro de 1920, os ferroviários declararam nova greve geral. O objectivo (...) era o da melhoria económica e reformas. A greve arrasta-se (...) e António Granjo, ministro do Governo de então, reedita a façanha terrorista do “vagão fantasma”. A greve é perdida. Manuel Ribeiro, na “Bandeira Vermelha”, publica uma série de artigos contra o terrorismo governamental sobre os ferroviários, terminando por ser preso.

Com a prisão de Manuel Ribeiro, cessa toda a actividade da Federação Maximalista. Dentro em pouco desapareceria para sempre.

Supunha-se ter-se dotado a classe operária dum instrumento político com a Federação Maximalista. A verdade, porém, é que se estava longe de compreender como se devia levar a cabo esse empreendimento. Partia-se duma concepção ideal, do desconhecimento teórico do marxismo.

A pretensão de aglutinar indivíduos de mentalidade e ideias heterogéneas como base de criação de um instrumento político e revolucionário de classe operária constituía um erro de premissa que revelava o oportunismo dos seus iniciadores.

Entretanto, o acontecimento significava certo amadurecimento de ideias sobre a necessidade de um partido revolucionário nas mãos do proletariado. Mas, coisa curiosa, entre os indivíduos que debatiam a ideia havia muitos que não eram proletários.

Isto era assim porque o proletariado português, devido às condições do atraso industrial do país, andava apegado à tradição da luta sindical e não tinha tomado ainda consciência da necessidade de transformar políticamente as condições da sua existência social.

Em princípios de 1921, a ideia da criação dum Partido revolucionário estava mais desenvolvida. De envolta com os proletários havia, agora, muitos indivíduos de profissões liberais que discutiam pelos cafés a possibilidade de criar um Partido.

O não ter vingado a Federação Maximalista atribuía-se ao facto da sabotagem da CGT, à prisão de Manuel Ribeiro e a uma inconsciência da maioria dos seus componentes.

Nascimento da Cunha, antigo anarquista, que mais tarde convivera muito com “Abrilistas” e a quem o Sidonismo tornara funcionário público, era um dos animadores da ideia. Foi ele quem, iludindo o controlo cegetista, fez inserir nas colunas da “Batalha” um artigo em que preconizava a formação do Partido Comunista.

O caso tornou-se muito discutido e a CGT fez imediatamente fogo contra a ideia. Mas, a despeito da discordância cegetista, promoveram-se várias reuniões no Sindicato dos Caixeiros e foi delas a resolução da constituição do Partido Comunista.

O Partido estabelece a sua sede na Rua do Arco do Marquês de Alegrete, abre uma inscrição para filiados, que dentro em pouco atingia cerca dum milhar, e faz a sua apresentação em público por meio dum manifesto que rompe com um ataque à CGT.

Este facto era o começo da resposta à campanha cegetista. A luta estava aberta e ia prolongar-se até ao desaparecimento da CGT e do seu jornal “A Batalha”.

O ano de 1921 é também um ano cheio de lutas operárias, de sabotagem e recontros com a força pública, devido ao carácter agressivo que os trabalhadores põem na luta. Metalúrgicos, construção civil e ferroviários estão no primeiro plano. O custo da vida, nesta data, tinha aumentado muito.

(continua)

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]

Replies:
Subject Author Date
Re: PALAVRAS NECESSÁRIAS-A vida proletária em Portugal de 1872 a 1927 (10)Bento Gonçalves16/04/05 15:03:49


Post a message:
This forum requires an account to post.
[ Create Account ]
[ Login ]
[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT+0
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.