| Subject: Re: A história deles contada por eles (7) |
Author:
João Mesquita
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Date Posted: 5/04/05 0:27:09
In reply to:
João Mesquita
's message, "A história deles contada por eles" on 4/04/05 21:39:56
Era uma vez a revolução (7)
João Mesquita, Grande Reportagem, 2/04/05
Em Dezembro de 1979 (...) Tomé é o novo rosto (...) na AR (...).
A UDP apoia a segunda candidatura presidencial de Otelo (...). Todo o Secretariado saído do III Congresso do PC(R), entra em crise.
Um dos seus membros, Amadeu Ferreira, que chega a substituir Tomé no hemiciclo (...) abandonará mesmo o partido pouco depois.
E Carvalho acabará por aderir ao PCP em meados dos anos 80. “Fiquei sem pinga de sangue” conta Pires acerca da reunião pedida ao Secretariado pelo futuro jornalista para defender que “a clivagem dos anos 60 no movimento comunista internacional tinha sido um logro”.
É certo que no seu IV Congresso a UDP consegue recuperar para o Conselho Nacional nomes como Branco, o pianista Jorge Moyano ou o jornalista José Manuel Rodrigues da Silva (hoje no JL). Tal como consegue reeleger Tomé (...) em Outubro de 1980. Mas torna-se cada vez mais evidente (...), que a táctica do “25 de Abril do Povo” impedia “a definição de uma política correcta”.
No IV Congresso do PC(R), em Março de 1983, tornam a manifestar-se divergências. Martins Rodrigues encabeça um grupo que entende estar o mal do partido (...) em ser “centrista” (...).
Em Dezembro de 1984, após a expulsão de três dirigentes eleitos no congresso, já o grupo afecto a Martins Rodrigues está fora do partido, a fundar a (...) PO.
Na nova cisão desempenha algum papel a coligação constituída entre a UDP e o PSR (...) para as legislativas de 1983 (...). A PO sustenta que com a coligação se “privilegiaram os acordos por cima, em detrimento da acção revolucionária por baixo”. (...)
Hoje ninguém faz um balanço positivo da aliança, que aliás se salda na perda do deputado (...). Pires acha que o acordo foi “oportunista” (...) Marques que o entendimento “surgiu fora do tempo”.
Pôr-se a par “do tempo” bem poderia, aliás ser a palavra de ordem saída do VI Congresso da UDP, em Fevereiro de 1984 (...). O partido apoia Soares na segunda volta das presidenciais de 1986 (...). Nesse ano, o V Congresso do PC(R) (...) reafirma o apoio à Albânia.
“Liberdade e bem estar” é a consigna saída do VII Congresso, em Março de 1087, onde é eleito Tomé (...) para secretário-geral (...).
Mesmo depois de resultados desastronos nas eleições europeias de 1987, o VIII Congresso da UDP mantém a linha do “Sim a Portugal” (...) Luís Fazenda ascende aqui ao Secretariado.
(continua)
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