| Subject: Re: A história deles contada por eles (8) |
Author:
João Mesquita
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Date Posted: 5/04/05 1:01:24
In reply to:
João Mesquita
's message, "A história deles contada por eles" on 4/04/05 21:39:56
Era uma vez a revolução (8)
João Mesquita, Grande Reportagem, 2/04/05
Em Junho de 1989 (Fazenda) é o protagonista da candidatura da UDP nas novas eleições para o PE (...). Seis meses depois, por via da integração (...) na coligação de esquerda (...) para Lisboa, é eleito deputado municipal.
Pires continua a ser (...) o homem forte do PC(R). Quando o Secretariado (...) discute as presidenciais de 1991, o seu nome é aventado. (...) Mas tem outra ideia, que é aprovada: Carlos Marques. (...)
Na Madeira, Alberto João Jardim convida-o para almoçar (...) e Marques vai. Durante a campanha, apresenta-se sempre de fato e gravata (...). Com os 2,8% obtidos nas urnas, o antigo presidente da Juventude Universitária Católica, alcançou uma marca recorde. (...)
Em 1991, Tomé está de volta à AR, (...) como deputado independente eleito pela CDU, por via de um acordo entre a UDP e o PCP (...).
Nas legislativas de 1995, onde não elege ninguém, a UDP volta a concorrer sozinha, desta vez chamando às listas gente como Mário Viegas e Dórdio Guimarães (...).
O mesmo acontecera aliás nas europeias (...) onde Marques não consegue igualar os resultados das presidenciais, ficando mesmo atrás do MRPP. E até nas presidenciais de 1996 (...) a UDP apresentara (...) Alberto Matos (...).
A regra só não se aplicou nas autárquicas de 1993, onde (...) tornou a apoiar Sampaio (...), conseguindo eleger dois militantes na AM (...) .
Mas então (...) o PC(R) transformara-se em associação política, no congresso de Junho de 1992. Fazenda substituira Pires à frente da novel associação, Comunistas pela Democracia e Progresso (CDP), a Albânia (...) é criticada, bem como o estalinismo.
Nas autárquicas de 1997, a UDP (...) conserva os dois deputados municipais em Lisboa ao integrar a candidatura de João Soares contra o PSR e o grupo Política XXI, coligados (...).
Em Julho de 1998, no XII Congresso da UDP, Fazenda (...): “Do PS não podemos esperar nada. Do PCP não ficamos à espera”. A via para o BE (...) está aberta (...)
Como confirmam os documentos para o XVII Congresso (...) que marca a sua evolução de partido para associação política, a UDP continua a reclamar-se de (...) comunista. Mas Pires que teme cada vez mais a diluição no BE, continua insatisfeito. Monteiro ainda mais: “A UDP caíu no mais completo cretinismo parlamentar” (...).
(fim)
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