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Subject: Re: A história dos outros contada por ele- Afinal o PSR e a UDP eram clubes reservados a homens


Author:
visitante embasbacado
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Date Posted: 9/04/05 23:38:42
In reply to: João Mesquita 's message, "A história dos outros contada por ele" on 8/04/05 23:51:45

Li com atenção estas "admiráveis estórias" do PSR, UDP (e partidos conexos)segundo João Mesquita, e reparei agora que NÃO mencionou uma única dirigente! Nem uma para amostra!

Será esta tradição histórica, tanto do PSR como da UDP (e também da Associação do Portas) que explica porque é que são tão maltratadas as mulheres que se atrevem a intervir aqui? Agora é a Maria da Graça que está na berlinda, mas qualquer mulher que não siga as ideias bloguistas é aqui tratada pelos comentadores bloquistas duma maneira perfeitamente incrível.

Mais uma área em que teriam muito a aprender com a malta da CDU. Lá respeitam as mulheres. Tratam-nas com respeito. Não as achincalham gratuitamente como por aqui, muitas vezes.


>“Um verdadeiro toupeira vermelha”
>
>João Mesquita, Grande Reportagem, 05/02/05
>
>(...) Em Novembro de 71, chegara a Lisboa um celebrado
>activista da revolta estudantil coimbrã de 69, João
>Cabral Fernandes (que) vem fazer o chamado ano de
>prática clínica no Hospital de Santa Maria.
>
>Mas vem também procurar estender à capital os Grupos
>de Acção Comunista (GAC), que se tinham começado a
>formar em Coimbra e no Porto a partir de leituras e
>discussões que têm Léon Trotsky sempre no centro.
>
>Aos ouvidos de Cabral Fernandes chegam notícias de um
>grupo de estudantes do Liceu Padre António Vieira
>(...). Um (...) era Francisco Louçã. O outro, Miguel
>Teotónio Pereira.
>
>Cabral Fernandes não descansa enquanto não descobre
>como chegar à fala com os rapazes. Ainda por cima
>(...) lêem Marx, Lenine e Marcuse e frequentam sessões
>de cinema pouco recomendadas (...), no velho Império
>ou no cineclube que funciona no salão paroquial da
>Igreja de S. João de Brito.
>
>Só que Miguel (...) não prescinde das suas futeboladas
>(...) nem de uns longos jantares (...) na Munique ou
>na Alga (...). Francisco não. Já nessa altura (...) dá
>mostras de ser “um verdadeiro toupeira vermelha” (...).
>
>João Cabral Fernandes também gosta de umas noitadas.
>Mas não descura a oportunidade de recrutar Francisco
>Louçã (...).
>
>Quando surge nas primeiras reuniões de estudantes
>trotskistas (...) Francisco dá logo nas vistas (...).
>Ainda é, porém, um militante muito recente para estar
>na conferência que funda a LCI, realizada na casa que
>um estudante trotskista de Medicina possuía em
>Peniche, no dia 18 de Dezembro de 1973.
>
>Mas nesse mesmo ano passa a integrar a direcção de
>Lisboa da nova organização. E em Julho de 1974, no
>encontro que consagra a integração da UOR (União
>Operária Revolucionária) na LCI, é eleito para o
>Comité Central.
>
>Já participa, pois, na primeira polémica interna que
>abala a LCI após o 25 de Abril, em torno de saber se
>ela deve, ou não, legalizar-se imediatamente.
>
>Francisco Sardo e Ferreira dos Santos, dois históricos
>(...), sustentam que não (...). Louçã está entre a
>maioria que defende que sim. E assim chega ao
>Secretariado do Comité Central, onde tem por camaradas
>João Cabral Fernandes, Heitor de Sousa, Adelino
>Fortunato e António Brandão.
>
>Mas os resultados nas eleições para a Constituinte, em
>Abril de 75, não são brilhantes (...). Resultado: o
>segundo congresso, que se efectua em Agosto, é talvez
>o mais polémico (...). Defrontam-se quatro tendências.
>Ganha a liderada por Francisco Vale, futuro jornalista
>de O Jornal e hoje proprietário da editora Relógio
>d’Água.
>
>Francisco Louçã está na segunda corrente mais votada,
>ao lado de Cabral Fernandes e José Manuel Boavida.
>
>Sai do Secretariado, mas por pouco tempo. Um mês
>depois do congresso, a maioria afecta a Vale impõe a
>participação da LCI na FUR. Mas a evolução desta
>parece dar razão aos que, como Louçã, a viram mais
>como um instrumento do PCP para alargar a base de
>apoio à governação de Vasco Gonçalves.
>
>Consequência: novo secretariado, com Francisco Louçã a
>regressar. E quando em Julho de 76 se realiza o
>terceiro Congresso da LCI, Francisco Vale acaba mesmo
>por ser expulso, sob a acusação de fraccionismo. Sardo
>(...) e Ferreira dos Santos (...) afastam-se.
>
>Pelo meio dá-se o 25 de Novembro, que interrompe os
>sonhos revolucionários (...).
>
>(continua)

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Subject Author Date
Nós aqui só maltratamos as que são palermas.Bloguista sabichão10/04/05 20:56:20


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