| Subject: Re: Grande sentido de democracia do PCP |
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asterix
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Date Posted: 8/04/05 19:46:18
In reply to:
Augusto Mendes
's message, "Grande sentido de democracia do PCP" on 8/04/05 13:05:42
1º´ O PCP teve mais votos que o Bloco em Lisboa; o melhor é consultar novamente os resultados eleitorais
2º Eleicões legislativas não são eleicões autarquicas
3º onde o bloco esta a frente do PCP é no Porto não em Lisboa, a sua informação é errada, alias tal como sobre a democracia dentro do PCP o que não é de admirar.
O PCP quer, tendo tido menos votos em Lisboa nas
>últimas eleições, ter maior peso do que o BE que os
>teve mais. É o que se chama ganhar na secretaria.
>Grandes democratas estes senhores do PCP.
>
>
>>O PCP não aceita que a base de partida para a
>>negociação de uma coligação de esquerda (PS, PCP, BE)
>>em Lisboa, para as eleições autárquicas, seja os
>>resultados das legislativas de Fevereiro passado. Ora,
>>é precisamente esse o ponto de partida dos socialistas
>>para a reunião que, na próxima quarta-feira, vai
>>juntar as direcções nacionais dos dois partidos para o
>>PS, os lugares que cabem a cada partido devem seguir a
>>correlação de forças das últimas eleições. Um cenário
>>que, a ir por diante, prejudicaria o PCP, uma vez que,
>>nas legislativas, os comunistas ficaram atrás do Bloco
>>de Esquerda no concelho de Lisboa. E o PS não abdica
>>de incluir o BE na futura coligação.
>>
>>O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, é claro na rejeição
>>da proposta do PS "Não deve haver transposição dos
>>resultados das legislativas para as autárquicas. Há
>>que ter em conta que a CDU é uma grande força política
>>autárquica, com uma percentagem [nas eleições locais]
>>que é sempre superior à das legislativas. Basta
>>consultar toda a história dos resultados da CDU nas
>>autárquicas e comparar com as legislativas", disse o
>>líder comunista ao DN. Para Jerónimo, o que é proposto
>>pelo PS "não é um critério político sério" e contrapõe
>>que o ponto de partida para as negociações "tenha em
>>conta a experiência passada da coligação Por Lisboa",
>>em que a repartição de lugares era equitativa.
>>
>>Miguel Coelho, líder da concelhia do PS, pelo
>>contrário, reitera que os resultados das legislativas
>>"devem ser o referencial para as negociações". Uma
>>posição que já tinha sido assumida por Jorge Coelho, o
>>coordenador autárquico do PS, para quem o peso
>>relativo de cada partido deve ter "em conta os
>>resultados das últimas legislativas". Jorge Coelho
>>lembrou mesmo, numa conferência de imprensa, que "o BE
>>em Lisboa, hoje, tem mais votos que o PCP."
>>
>>Na reunião da próxima quarta- -feira, Jerónimo de
>>Sousa diz que quer discutir apenas Lisboa, e não fala
>>de um possível entendimento no Porto. Também o BE
>>recusa coligar-se na Invicta. "Está absolutamente
>>decidido, não nos coligamos no Porto", disse ao DN o
>>dirigente bloquista João Teixeira Lopes. Em Lisboa, o
>>BE vê com bons olhos o nome de Carrilho e já teve
>>contactos exploratórios com o PS.
>>
>>O PCP mostra-se de "espírito aberto" para "discutir a
>>necessidade de se operarem rectificações sobre
>>decisões tomadas durante o mandato, sobretudo na área
>>do urbanismo, com destaque para a solução no Parque
>>Mayer", disse ao DN Carlos Chaparro. Num encontro
>>recente promovido pelo organismo coordenador da
>>cidade, os comunistas fizeram uma apreciação negativa
>>do trabalho socialista na Câmara de Lisboa. "O PS
>>provou no mandato que, não estando condicionado por um
>>programa e por uma aliança com o PCP, a sua prática
>>desliza sempre para a direita, privilegiando os
>>negócios e a especulação imobiliária, desprezando a
>>defesa da cidade e do povo de Lisboa, como fazia antes
>>de 89". Reivindicando o estatuto de garante da defesa
>>de Lisboa, o partido não recusa, todavia que "a melhor
>>garantia da derrota da direita seria num quadro de
>>coligação das forças democráticas".
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