| Subject: Grande sentido de democracia do PCP |
Author:
Augusto Mendes
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 8/04/05 13:05:42
In reply to:
filipe santos costa
's message, "Braço-de-ferro PS/PCP em Lisboa" on 8/04/05 11:03:56
O PCP quer, tendo tido menos votos em Lisboa nas últimas eleições, ter maior peso do que o BE que os teve mais. É o que se chama ganhar na secretaria. Grandes democratas estes senhores do PCP.
>O PCP não aceita que a base de partida para a
>negociação de uma coligação de esquerda (PS, PCP, BE)
>em Lisboa, para as eleições autárquicas, seja os
>resultados das legislativas de Fevereiro passado. Ora,
>é precisamente esse o ponto de partida dos socialistas
>para a reunião que, na próxima quarta-feira, vai
>juntar as direcções nacionais dos dois partidos para o
>PS, os lugares que cabem a cada partido devem seguir a
>correlação de forças das últimas eleições. Um cenário
>que, a ir por diante, prejudicaria o PCP, uma vez que,
>nas legislativas, os comunistas ficaram atrás do Bloco
>de Esquerda no concelho de Lisboa. E o PS não abdica
>de incluir o BE na futura coligação.
>
>O líder do PCP, Jerónimo de Sousa, é claro na rejeição
>da proposta do PS "Não deve haver transposição dos
>resultados das legislativas para as autárquicas. Há
>que ter em conta que a CDU é uma grande força política
>autárquica, com uma percentagem [nas eleições locais]
>que é sempre superior à das legislativas. Basta
>consultar toda a história dos resultados da CDU nas
>autárquicas e comparar com as legislativas", disse o
>líder comunista ao DN. Para Jerónimo, o que é proposto
>pelo PS "não é um critério político sério" e contrapõe
>que o ponto de partida para as negociações "tenha em
>conta a experiência passada da coligação Por Lisboa",
>em que a repartição de lugares era equitativa.
>
>Miguel Coelho, líder da concelhia do PS, pelo
>contrário, reitera que os resultados das legislativas
>"devem ser o referencial para as negociações". Uma
>posição que já tinha sido assumida por Jorge Coelho, o
>coordenador autárquico do PS, para quem o peso
>relativo de cada partido deve ter "em conta os
>resultados das últimas legislativas". Jorge Coelho
>lembrou mesmo, numa conferência de imprensa, que "o BE
>em Lisboa, hoje, tem mais votos que o PCP."
>
>Na reunião da próxima quarta- -feira, Jerónimo de
>Sousa diz que quer discutir apenas Lisboa, e não fala
>de um possível entendimento no Porto. Também o BE
>recusa coligar-se na Invicta. "Está absolutamente
>decidido, não nos coligamos no Porto", disse ao DN o
>dirigente bloquista João Teixeira Lopes. Em Lisboa, o
>BE vê com bons olhos o nome de Carrilho e já teve
>contactos exploratórios com o PS.
>
>O PCP mostra-se de "espírito aberto" para "discutir a
>necessidade de se operarem rectificações sobre
>decisões tomadas durante o mandato, sobretudo na área
>do urbanismo, com destaque para a solução no Parque
>Mayer", disse ao DN Carlos Chaparro. Num encontro
>recente promovido pelo organismo coordenador da
>cidade, os comunistas fizeram uma apreciação negativa
>do trabalho socialista na Câmara de Lisboa. "O PS
>provou no mandato que, não estando condicionado por um
>programa e por uma aliança com o PCP, a sua prática
>desliza sempre para a direita, privilegiando os
>negócios e a especulação imobiliária, desprezando a
>defesa da cidade e do povo de Lisboa, como fazia antes
>de 89". Reivindicando o estatuto de garante da defesa
>de Lisboa, o partido não recusa, todavia que "a melhor
>garantia da derrota da direita seria num quadro de
>coligação das forças democráticas".
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
| |