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Luís Claro, A Capital, 26/06/05
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Date Posted: 26/06/05 19:03:10
In reply to:
Paula Sá, DN, 24/06/05
's message, "PS e PSD descem nas intenções de voto e comunistas sobem" on 24/06/05 17:14:01
PS arrisca perder autárquicas e presidenciais
Luís Claro, A Capital, 26/06/05
Jorge Coelho admitiu nesta semana que o PS pode vir a sofrer os custos das eleições autárquicas devido às medidas do Governo. O PS não tem candidato presidencial. O PS está a descer nas sondagens, ou seja, nos próximos tempos o engenheiro José Sócrates vai ter de habituar-se ao peso da derrota e ao descontentamento da opinião pública, depois de ter vencido o PS e o País com todas as facilidades.
A vida de José Sócrates vai agora começar a complicar-se. E o truque de estar ausente também vai deixar de resultar porque é inevitável começar a dar explicações aos portugueses. O Governo avançou com dezenas de medidas mas não as explicou, como se ninguém fosse afectado por elas e todos tivessem de partilhar as certezas absolutas e a arrogância do primeiro-ministro.
O PS na campanha para as eleições autárquicas tem cometido erros graves que possivelmente pode pagar caro. Manuel Maria Carrilho, por exemplo, conseguiu em poucas semanas que os lisboetas se esquecessem do vazio e dos disparates cometidos nos últimos quatro anos. Carrilho conseguiu ainda melhor: colocar Carmona Rodrigues à frente nas sondagens.
Também nas presidenciais ninguém no PS tem a mínima ideia de quem possa ser o candidato da área socialista, o que quer dizer que se Cavaco decidir avançar - como é quase certo - o PS vai limitar-se apenas a aceitar e a conformar-se com o resultado. Por estas e por outras, o mais certo é o PS perder as autárquicas e as presidenciais e, se o Dr. Mário Soares estiver certo, o Governo arrisca-se a não chegar ao fim do mandato.
Círculos uninominais. Há uns anos, Daniel Campelo, conhecido por fazer greves de fome, mandou reservar o seu lugar na Assembleia da República para votar o Orçamento do Estado do engenheiro António Guterres, rompendo a disciplina de voto do seu partido, em troca de umas obras para a sua terra. Este exemplo é ilustrativo de como os círculos uninominais facilmente facilitarão o caciquismo.
CDS. O CDS, depois da saída de Paulo Portas, transformou-se num partido dividido e sem rumo. O dr. Ribeiro e Castro dificilmente conseguirá unir o CDS, sobretudo depois das suspeitas de manipulação nas eleições internas vindas do interior do partido. O espaço está aberto para o regresso de Paulo Portas daqui a dois anos.
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