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Paula Sá, DN, 24/06/05
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Date Posted: 24/06/05 17:14:01
PS e PSD descem nas intenções de voto e comunistas sobem
As medidas de Sócrates penalizam os dois maiores partidos e favorecem o PCP
Paula Sá, DN, 24/06/05
No primeiro Barómetro da Marktest para o DN e a TSF feito depois de o primeiro-ministro ter anunciado as medidas restritivas de combate ao défice de 6,83%, o PS e PSD dão um pequeno trambolhão nas intenções de voto.
Segundo a sondagem do mês de Junho, os socialistas caem dois pontos percentuais, na mesma proporção em que os sociais-democratas. Os primeiros passam de 49% em Maio para 47% no corrente mês; e os segundos de 30% para 28%.
O cenário entre os partidos de franja, PCP, CDS e Bloco de Esquerda é muito mais optimista. A força liderada por Ribeiro e Castro e a dirigida por Francisco Louçã mantêm-se exactamente na mes-ma simpatia junto do eleitorado que no mês anterior. Os centristas nos 4% e os bloquistas nos 7%.
Verdadeira subida regista o PCP. O partido de Jerónimo de Sousa passa de 7% no mês anterior para os 11%. A este facto não são alheios dois factores. Primeiro o impacto que tiveram as mortes de três personalidades conotadas com o PCP - Vasco Gonçalves, Eugénio de Andrade e, especialmente, Álvaro Cunhal - e cujos funerais coincidiram exactamente com a semana em que foram recolhidos os dados por parte da Marktest, precisamente a de 14 a 17 de Junho.
Contestação. Em segundo conta para a subida comunista a onda de contestação social às medidas anunciadas por José Sócrates, sobretudo as que penalizam a função pública. Os sindicatos, em particular a CGTP de Carvalho da Silva, também ele destacado militante comunista, assumiram um protagonismo que favorece o PCP nestes tempos difíceis de crise económica.
Curiosamente, é a camada etária que mais zangada se devia mostrar com o líder do Governo, a que situa na faixa dos 35 aos 54 anos, a da população produtiva, que ainda deposita mais confiança no PS (50%). Os mais jovens, entre os 18 e os 35 anos e os mais velhos, com mais de 55 anos, são aqueles que acusam o maior desgaste do Governo.
A classe média, como é óbvio, é a que se mostra mais reticente no que toca a voltar a depositar o voto nos socialistas, tanto mais que é a grande penalizada com a subida de impostos. A classe mais alta e a classe mais baixa são aquelas que ainda não desmereceram no apoio ao partido liderado por José Sócrates.
O eleitorado mais próximo dos sociais-democratas, cerca de 33%, passou a ser o que emana da classe média, visto que só 30% da classe mais alta e 25% da mais baixa mostram intenção de depositar o voto na força agora presidida por Marques Mendes.
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