| Subject: Decretado luto nacional - PR assinala as "grandes convicções ideológicas" de Álvaro Cunhal |
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JN, 14/06/05
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Date Posted: 14/06/05 13:54:53
In reply to:
Secretariado do Comité Central do PCP
's message, "Faleceu Álvaro Cunhal" on 14/06/05 13:39:29
JN, 14/06/05
Decretado luto nacional
condolências Sampaio enviou um telegrama de pêsames e lembrou o relacionamento com o comunista Sócrates evocou tenacidade e coragem
Presidente da República assinala as "grandes convicções ideológicas" de Álvaro Cunhal
A"dimensão cívica e política" de Álvaro Cunhal foram os argumentos centrais evocados pelo primeiro-ministro para decretar, com o acordo do presidente da República, luto nacional para amanhã, dia do funeral do antigo líder comunista.
No mesmo comunicado em que é decretado o luto, o gabinete do socialista José Sócrates expressa "sentido pesar ao PCP pelo desaparecimento do seu líder histórico", realçando que Álvaro Cunhal "é uma das grandes figuras políticas portuguesas do século XX, cuja história marcou pela tenacidade e coragem com que defendeu e lutou pelos seus ideais e pelas suas profundas convicções políticas".
O primeiro-ministro não esqueceu a outra dimensão do líder histórico do PCP, como "homem de cultura e de notável sensibilidade artística".
"Um combatente"
"Um combatente político" é como Jorge Sampaio recorda Álvaro Cunhal. "Foi um homem grande, cuja vida é inseparável da história do século XX. Tem o seu lugar entre nós na luta contra o Regime Autoritário, na Revolução e na consolidação da Democracia Portuguesa". Uma frase que consta do texto de um telegrama que o chefe de Estado enviou ontem ao secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
Jorge Sampaio, ao considerar Álvaro Cunhal "uma figura de grandes convicções ideológicas", relembra o seu percurso político desde a altura em que desempenhou funções como dirigente associativo e estudantil e em que se tornou membro das Juventudes Comunistas e do Partido Comunista, quando frequentava a universidade.
"Conheceu a clandestinidade, o exílio e a prisão, foi dirigente do PCP desde os anos de 1940 e secretário-geral de 1961 até 1992. Depois do 25 de Abril, a sua intervenção marcou decisivamente a Revolução Portuguesa. Foi ministro, conselheiro de Estado e deputado eleito à Assembleia Constituinte e à Assembleia da República", lê-se no texto da mensagem.
Múltiplos talentos
Jorge Sampaio fez também questão de relembrar os "múltiplos talentos" como político, escritor, desenhador, pintor e tradutor, considerando Cunhal dotado de uma "personalidade fortíssima".
No texto do presidente da República há ainda um testemunho do relacionamento pessoal com o líder histórico do PCP. "Álvaro Cunhal era capaz de ser muito duro e inflexível mas também gentil e atencioso", escreve, ao recordar os vários contactos e longas reuniões que teve com ele, "algumas na clandestinidade, antes do 25 de Abril".
"Apesar das profundas diferenças que existiam entre nós, foi possível, nalguns casos, chegar-se a um entendimento prático, como aconteceu na concretização da coligação PS/PCP, que acabaria por ganhar a Câmara de Lisboa, e que eu encabecei", recorda Jorge Sampaio, depois de acentuar no telegrama enviado para a sede do PCP, em Lisboa "Neste momento de luto quero em meu nome pessoal e dos portugueses prestar homenagem a Álvaro Cunhal, antigo secretário-geral do Partido Comunista Português".
Foi um homem grande, cuja vida é inseparável da História do século XX
Jorge Sampaio
Presidente da República
Marcou a História pela tenacidade e coragem com que lutou pelos seus ideais"
José Sócrates
Primeiro-ministro
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