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Subject: Faleceu Álvaro Cunhal


Author:
Secretariado do Comité Central do PCP
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Date Posted: 14/06/05 13:39:29

Faleceu Álvaro Cunhal
Nota do Secretariado do Comité Central do PCP
13 de Junho de 2005



O Secretariado do Comité Central do Partido Comunista Português, com profunda mágoa e emoção, informa os militantes comunistas, os trabalhadores e o povo português que nesta madrugada, aos 91 anos, faleceu Álvaro Cunhal.

O Secretariado do Comité Central do PCP envia à família as suas sentidas condolências.

Álvaro Cunhal dedicou toda a sua vida ao ideal e projecto comunista, à causa da classe operária e dos trabalhadores, da solidariedade internacionalista, a um compromisso e dedicação sem limites aos interesses dos trabalhadores e do povo português, da soberania e independência de Portugal.

Intervindo com o seu Partido de sempre – o PCP – ao longo de mais de 74 anos de acção revolucionária, assumiu um papel ímpar na história portuguesa do Século XX, na resistência anti-fascista, pela liberdade e a democracia, nas transformações revolucionárias de Abril e em sua defesa, por uma sociedade livre da exploração e da opressão, a sociedade socialista.

Sujeito às maiores provações, a mais de doze anos de prisão, a bárbaras torturas, às duras condições da vida clandestina, revelou sempre as suas qualidades excepcionais de militante e ser humano.

Nasceu em Coimbra em 1913 e iniciou a sua actividade revolucionária quando estudante na Faculdade de Direito de Lisboa. Participou no movimento associativo e foi eleito em 1934 como o representante dos estudantes no Senado Universitário. Foi militante da Federação da Juventude Comunista Portuguesa (FJCP) sendo eleito seu Secretário-Geral em 1935, ano em que passou à clandestinidade e participou, em Moscovo, no IV Congresso da Internacional Juvenil Comunista. Membro do Partido Comunista Português (PCP) desde 1931.

Preso em 1937 e 1940 e submetido a torturas, voltou imediatamente à luta logo que libertado depois de alguns meses de prisão.

Participou na reorganização do PCP, em 1940/41. Vivendo de novo na clandestinidade, foi membro do Secretariado de 1942 a 1949.

Preso de novo nesse ano fez no Tribunal fascista uma severa acusação à ditadura fascista e a defesa da política do Partido. Condenado, veio a permanecer 11 anos seguidos nas cadeias fascistas, quase 8 anos dos quais em completo isolamento. Em 3 de Janeiro de 1960 evadiu-se da prisão-fortaleza de Peniche junto com um grupo de destacados militantes comunistas. De novo chamado ao Secretariado do Comité Central, foi eleito Secretário-Geral do PCP, em 1961.

Desde então, participou em inúmeros congressos e encontros com partidos comunistas e outras forças revolucionárias e em conferências internacionais.

Depois do derrubamento da ditadura fascista em 25 de Abril de 1974, foi Ministro sem Pasta do 1º, 2º, 3º e 4º governos provisórios e eleito deputado à Assembleia Constituinte em 1975 e à Assembleia da República em 1976, 1979, 1980, 1983, 1985, 1987. Foi membro do Conselho de Estado.

Na aplicação das decisões do XIV Congresso do PCP (em 1992) relativas à renovação e à nova estrutura de direcção deixou de ser Secretário-Geral do PCP e foi eleito pelo Comité Central Presidente do Conselho Nacional do Partido.

Em Dezembro de 1996 (no XV Congresso do PCP) extinto o Conselho Nacional do PCP e o cargo de Presidente, foi reeleito membro do Comité Central, o que sucedeu também nos XVI e XVII Congressos, respectivamente em 2000 e 2004.

Autor de vasta obra publicada quer no plano político e ideológico, quer no plano literário, nomeadamente com o pseudónimo de “Manuel Tiago”, quer ainda no plano das artes plásticas.

Álvaro Cunhal faleceu, os trabalhadores e o povo português perdem um dos seus mais consequentes e abnegados lutadores, mas o seu exemplo de convicção e combatividade constituem um apelo à redobrada intervenção dos comunistas e de todos aqueles que têm como objectivo a transformação progressista da sociedade.

A melhor homenagem que podemos prestar a Álvaro Cunhal é prosseguir a luta que travou até aos últimos dias de vida, sempre com confiança no futuro, pelos interesses e direitos dos trabalhadores, por uma sociedade de liberdade e democracia, pelo bem do nosso povo e da nossa pátria, pelo seu partido como partido da classe operária, dos trabalhadores, de todos os explorados e ofendidos, por uma sociedade socialista.

Posteriormente serão dadas informações sobre a organização do funeral.

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Replies:
Subject Author Date
Morreu o camarada Álvaro Cunhal...Jerónimo de Sousa14/06/05 13:42:01
Funeral de Álvaro CunhalSecretariado do Comité Central do PCP14/06/05 13:44:01
Álvaro Cunhal (1913-2005)Vital Moreira14/06/05 13:48:35
Decretado luto nacional - PR assinala as "grandes convicções ideológicas" de Álvaro CunhalJN, 14/06/0514/06/05 13:54:53
"Éramos irmãos de combate"Alexandra Inácio14/06/05 13:57:50
Na casa, em LisboaJudite de Sousa14/06/05 14:00:34
Nunca ninguém te apanhou desprevenidoCatarina Pires14/06/05 14:04:24
Foi com profunda pesar e emoção que a RC tomou conhecimento do falecimento de Álvaro Cunhal...Comissão Permanente da Renovação Comunista14/06/05 16:24:21
Álvaro Cunhal [1913-2005]Almocreve das petas14/06/05 16:32:08
Álvaro CunhalJorge Sampaio, DN, 14/06/0514/06/05 17:28:38
A dimensão da coerênciaRuben de Carvalho, DN, 14/06/0514/06/05 17:32:36
Cunhal 'julgou' o salazarismoDN, 14/06/0514/06/05 17:37:00
Quais foram as suas últimas palavras?Tiago Rodrigues, A Capital, 16/06/0514/06/05 17:43:59
Cunhal e EugénioMiguel Romão, A Capital, 14/06/0514/06/05 17:47:08
Perdeu-se um homem bomSofia Rêgo, CM, 14/06/0514/06/05 17:59:23
ÁLVARO CUNHAL, 1913-2005resistir.info14/06/05 18:05:37
Três vultos da vida portuguesa - Saramago lamenta perdasexpresso-on-line14/06/05 18:16:21
La Lámpara MarinaHelder Castanheiro14/06/05 18:43:35
Álvaro Cunhal 1913-2005Altino Torres14/06/05 19:27:36
Todos os dias são..Sérgio Ribeiro14/06/05 21:44:40
Os raros homens...Goethe14/06/05 21:50:49
Mas era Portugal que ele amava e que o fazia sonharAltino Torres14/06/05 22:16:36
À família não deixa bens materiaisROGÉRIO RODRIGUES, A Capital, 15-06-0515/06/05 11:40:16
Que povo desceu à rua?Rogério Rodrigues, A Capital, 15/06/0515/06/05 11:43:19
Cerimónia - comunistas de todo o país vão estar hoje no funeral em LisboaDiana Ramos15/06/05 11:55:14
Até sempre camaradaJoão Nogueira15/06/05 12:53:13
Respeitar CunhalJoão Tunes15/06/05 18:34:13
A despedida de CunhalLUÍS OSÓRIO15/06/05 18:38:13
Não consigo explicar porquê, mas sei que a manifestação improvisada neste funeral...Eduarda Horta15/06/05 21:53:19
Mais forte na morte que em vidaRaimundo Narciso15/06/05 22:01:11
Uma força que se vê...Ipsis Verbis15/06/05 22:30:04
Da salvação de um comunistaMiguel Marujo15/06/05 22:39:57
Para a históriaVital Moreira15/06/05 22:50:32
DiscordânciasJoão Pinto e Castro15/06/05 23:13:13
Atencao ao Comunista bom e Comunista m.....Paulo J. N. Silva16/06/05 5:37:58
O funeral de Álvaro CunhalJosé Carlos Pereira16/06/05 12:40:56
CUNHAL A SEIS TEMPOSJoão Gonçalves16/06/05 12:47:53
Álvaro Cunhal é Grande! Grande na resistência ao fascismo e na luta pela liberdade!Kostas Kalimera16/06/05 13:02:45
Já agora podíamos reflectir um poucoAguaviva16/06/05 13:06:55
A morte vem sempre amanhãMiguel Romão, A Capital, 16/06/0516/06/05 20:16:17
Já não há gente com tomates e princípios?Tiago Rodrigues, A Capital, 16/06/0516/06/05 20:19:40
Choveram cravos e rosas sobre o cortejo fúnebre do líder históricoMª José Oliveira, Público, 16/06/0516/06/05 20:59:57
Álvaro CunhalAna Gomes16/06/05 22:20:34


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