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Subject: "Éramos irmãos de combate"


Author:
Alexandra Inácio
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Date Posted: 14/06/05 13:57:50
In reply to: Secretariado do Comité Central do PCP 's message, "Faleceu Álvaro Cunhal" on 14/06/05 13:39:29

"Éramos irmãos de combate"
A sua morte não irá diminuir ou enfraquecer "a luta"


Alexandra Inácio, JN, 14/06/05

A partilha da clandestinidade e da prisão estreitou-lhes os laços. António Dias Lourenço conhecia Álvaro Cunhal há mais de 60 anos. "Éramos irmãos de combate", disse ao JN.

"Mais novo 16 meses" do que o antigo secretário-geral, ambos dedicaram a vida ao partido. Nos anos 40, já Cunhal se destacava, sublinhou, "pelas suas qualidades para arrancar o partido da estagnação e abri-lo a novos horizontes". A reorganização do PCP foi uma época conturbada. "O inimigo penetrou as fileiras" e toda a direcção teve de "ser afastada", mesmo "os camaradas sérios".

Cunhal "construiu um partido nacional", "foi o formador e corrector" do PCP, defendeu, recordando o tempo em que era o elemento de ligação da direcção comunista no Alentejo, Algarve e Beira Baixa. Terras que percorreu de bicicleta e onde implantou, em quatro anos, comités regionais, sub-regionais e "55 locais". "Era o único ciclista", sublinhou o preso político mais tempo detido ainda vivo - 17 anos e meio.

Atirou-se ao mar para fugir de Peniche. Depois, ajudou Cunhal também a escapar da fortaleza. "Na prisão, tínhamos um lema quem puder fugir, fuja, colectivamente, ainda melhor". Em média, recorda, havia "quatro insucessos por cada êxito, que se pagava sempre muito caro".

Nove "camaradas" acompanharam Cunhal. Dias Lourenço era o elemento de ligação ao GNR que ajudou na fuga. Foi ele quem acalmou o guarda e antecipou a tentativa de escape quando a escala dos militares foi subitamente alterada. Ainda se lembra que nesse dia, à noite, quando chegou a casa de Pires Jorge, que acolheu o antigo líder, Cunhal brincou com ele, dizendo-lhe que "as coisas tinham corrido mal". Gelou e apanhou dos maiores sustos da sua vida, até que Cunhal, "com pena", saiu de dentro do quarto, onde estava escondido.

No 25 de Abril, estava no Hospital Prisional de Caxias. Estava tudo pronto para a segunda fuga. Iria tentar escapar vestido de mulher. Já tinha a roupa, duas perucas para escolher, "seios de algodão e ancas volumosas, até aprendido a andar de saltos altos", quando chegou a notícia da Revolução.

Há dois meses que não via o "amigo" Cunhal. Independentemente da grande dor pela sua perda, garante que não é a sua morte que irá diminuir ou enfraquecer "a luta".

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Subject Author Date
Na casa, em LisboaJudite de Sousa14/06/05 14:00:34


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