| Subject: Cunhal 'julgou' o salazarismo |
Author:
DN, 14/06/05
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Date Posted: 14/06/05 17:37:00
In reply to:
Secretariado do Comité Central do PCP
's message, "Faleceu Álvaro Cunhal" on 14/06/05 13:39:29
Cunhal 'julgou' o salazarismo
DN, 14/06/05
Álvaro Cunhal foi preso e algemado de pijama numa casa clandestina do PCP, alugada por 250 escudos ao mês no Casal de Santo António, no Luso. Estava-se na madrugada de 15 de Março de 1949. Com Cunhal, foram também presos pela PIDE Militão Ribeiro, Sofia Ferreira, José Martins e António Lopes Bastos, num rude golpe para o partido. Até porque muitos papéis foram apanhados. Era ali que Cunhal fazia grande parte do seu trabalho - como membro do Secretariado e como dirigente influente do PCP. Seguem-se os calabouços da PIDE e muitos anos de prisão. No total, foram quase 12 anos de prisão consecutivos, 14 meses em isolamento.
Foi julgado no Tribunal Plenário em Maio de 1950. O advogado de defesa é Avelino Cunhal, seu pai. À PIDE, e apesar das torturas e isolamento de mais de um ano, nunca Cunhal denunciou quem quer que fosse.
Cunhal utiliza, então, o púlpito do tribunal para se assumir como "filho adoptivo do proletariado" e para proceder ao julgamento do regime salazarista, denunciando as torturas da PIDE e defendendo a linha política do PCP.
Seguem-se anos de prisão - sete em isolamento total e outros tantos incomunicável -, até à famosa fuga de Peniche. Em silêncio, sem nunca ter feito nenhuma denúncia.
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