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Subject: Perdeu-se um homem bom


Author:
Sofia Rêgo, CM, 14/06/05
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Date Posted: 14/06/05 17:59:23
In reply to: Secretariado do Comité Central do PCP 's message, "Faleceu Álvaro Cunhal" on 14/06/05 13:39:29

Perdeu-se um homem bom

Milhares de pessoas acorreram ontem ao funeral de Vasco Gonçalves
Sofia Rêgo, CM, 14/06/05

"Cunhal ficará na história do século XX, mas foi Vasco Gonçalves que nos deu tudo.” Apresentando-se como “uma mulher do povo, toda a vida comunista”, Emília Moreira lembra que foi durante o período em que o “camarada Vasco” liderava o destino do País que “as mulheres ganharam direitos de cidadania e o subsídio de maternidade e os trabalhadores obtiveram o 13.º mês.

Foi também instituído o salário mínimo, o subsídio de desemprego e foram feitas as nacionalizações”.

Já Eugénio Ruivo, professor universitário de Desporto, salienta que foi o general que permitiu, por exemplo, que Rosa Mota e Carlos Lopes ganhassem as competições mundiais, ao legislar no sentido de os desportistas poderem ser dispensados do emprego para treinar. Mas Eugénio Ruivo acha que não se pode dissociar Cunhal de Vasco Gonçalves; “cada um teve o seu papel na luta pela queda do fascismo”.

“E hoje estão aqui milhares de pessoas a agradecer-lhe o que ele fez por elas”, frisa Emília Moreira, olhando a enchente que aguarda, à porta do Cemitério do Alto de São João, em Lisboa, a chegada do corpo do general. Vasco Gonçalves, lembrado por todos como “um homem bom”, é aplaudido e homenageado com palavras de ordem – “Vasco amigo o povo está contigo”, “a luta continua”, “25 de Abril sempre” – ao ser sepultado na zona dos antigos combatentes, uma área bastante degradada do cemitério.

Muito notada é a ausência de um representante do Governo socialista. Já a presença de Artur Albarran não passa despercebida, ao contrário de Orlando Costa, pai do ministro da Administração Interna.

MANUEL TIAGO O ESCRITOR

‘Até Amanhã, Camaradas’, ‘Cinco Dias, Cinco Noites’, ‘A Estrela de Seis Pontas’,‘A Casa de Eulália’, ‘Fronteiras’, ‘Um Risco na Areia’,‘Sala 3 e Outros Contos’, ‘Os Corrécios e Outros Contos’ e ainda ‘Lutas e Vidas’ são os títulos que, à parte o texto político, respondem pela obra de Manuel Tiago.

De destacar ‘Até Amanhã, Camaradas’, esse primeiro livro cheio de particularidades, que conheceu, recentemente, reedição de luxo, ilustrada por Rogério Ribeiro.

“Desconhece-se quem é o autor. O único exemplar encontrado não tem assinatura. Só, numa pequena folha apensa e agrafada, podia ler-se, em rabisco apressado, o nome Manuel Tiago, pseudónimo, de certeza”, da nota da editora [Avante] à primeira edição do livro que só, em 1994, por ocasião do lançamento de um outro, ‘A Estrela de Seis Pontas’, Álvaro Cunhal reconheceu, dando a conhecer o pseudónimo que lhe registou os dias da clandestinidade.

Comum à obra feita é o registo histórico e documental, sociológico e político, “exercício moral mas não moralizante”, na síntese de Urbano Tavares Rodrigues.

ARTE E LIBERDADE

A vida do homem confunde-se com a do político e a destes dois com a de outros dois, a saber, o escritor e o artista plástico. Num caso como no outro, a palavra de ordem é: liberdade... “Arte é liberdade. É imaginação, é fantasia e é sonho. É criação e recriação da beleza pelo ser humano e não apenas imitação da beleza que o ser humano considera descobrir na realidade que o cerca”, Álvaro Cunhal em ‘A Arte, o Artista e a Sociedade’, ensaio de 1996, da Editorial Caminho.

REACÇÕES

Descobri o Manuel Tiago através da obra-prima, ‘Até Amanhã Camaradas’, que na altura foi importantíssima para mim. Como criador estético, acho que poderia ter ido mais longe na área plástica. Jorge Letria, escritor

Nunca tinha lido Manuel Tiago mas bastou-me ler o ‘Até Amanhã Camaradas’ uma vez para perceber logo o meu personagem [para o filme ‘Cinco Dias Cinco Noites’]. O livro está muito bem escrito. Vítor Norte, actor

Os desenhos do Álvaro Cunhal são muitíssimo bons e eu até tenho um livro com um autógrafo dele. Pedi a uma pessoa que o conhecia o favor de mo assinar. Artisticamente, acho-o mesmo muito bom. Soares Branco, escultor

A obra do Manuel Tiago devia ser dada, obrigatoriamente, nas escolas, porque ilustra muito bem o que foi a luta contra o fascismo no nosso país. Para mim, que o li aos 15 anos, foi fundamental. Miguel Guilherme, actor

O dr. Álvaro Cunhal é uma das grandes figuras da cultura portuguesa. Pelos textos de ficção e também pela obra ensaística.

O ensaio ‘A Luta de Classes na Idade Média’ abre perspectivas novas para o entendimento daquela época. Baptista-Bastos, escritor

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Replies:
Subject Author Date
ÁLVARO CUNHAL, 1913-2005resistir.info14/06/05 18:05:37


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