| Subject: Voto pela Internet para todos na Estónia |
Author:
AFP
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Date Posted: 12/10/05 22:06:45
In reply to:
Eunice Lourenço
's message, "O que é feito do Plano Tecnológico?" on 26/09/05 19:03:33
Voto pela Internet para todos na Estónia
Depois de abolido o papel nas reuniões do Governo, o país torna-se pioneiro em mais uma área
Apaixonada pelas altas tecnologias, a Estónia deu outro sinal de inovação esta semana com o lançamento do voto pela Internet acessível a todos os eleitores, por ocasião das eleições municipais. Entre segunda-feira e hoje, os eleitores da Estónia têm podido votar a partir dos seus computadores, em casa ou no trabalho, mas para os que preferem deslocar-se às mesas de voto a possibilidade continua a existir.
"Tanto quanto sabemos, a Estónia é o primeiro país a praticar o voto electrónico pela Internet a uma escala nacional", afirma Ivar Tallo, chefe da Academia de e-Governo, um grupo oficial de investigação sobre a administração electrónica.
Para votar, basta aceder a um site seguro e utilizar o bilhete de identidade electrónico - com um chip e um código secreto, como um cartão de multibanco, que 60 por cento dos habitantes já têm - e passá-lo por um leitor de cartões. São poucos os que têm em casa ou mesmo no trabalho um leitor de cartões, mas as muitas bibliotecas públicas têm todas acesso à Internet e leitores de cartões.
Ao sair do domínio soviético, em 1991, a Estónia partiu quase do zero e é agora um dos mais avançados países da União Europeia na utilização quotidiana de tecnologias de ponta.
Um exemplo, entre muitos possíveis: em Talin, a capital, a maioria dos automobilistas não perde tempo à procura de moedas - ou de parquímetros - para o estacionamento. Pagam directamente a partir do seu telemóvel, por SMS.
País em crescimento graças a reformas económicas radicais - o crescimento no segundo trimestre atingiu a taxa vertiginosa de 9,9 por cento -, a Estónia adoptou a Internet desde cedo, e a "rede" penetrou rapidamente a todos os níveis, desde a administração pública às aldeias mais remotas. E, sendo o país, ainda, um dos mais pobres da UE, a taxa de penetração da Internet de banda larga é uma das mais elevadas. O acesso à Internet é considerado um direito constitucional e os cidadãos podem fazem on-line um grande número de operações administrativas.
O Governo foi o primeiro no mundo, há cinco anos, a abolir o papel nas suas reuniões. Os ministros usam apenas os documentos colocados na sua rede interna e, a partir do momento em que são aprovadas, as decisões do Executivo são postas em linha, para que todos as possam ver.
Andrus Ansip, o primeiro-ministro, deu o exemplo na segunda-feira ao votar pela Net, no seu gabinete, na presença de muitos jornalistas. "Não demorou mais do que uns minutos e foi muito simples", assinalou. Se a experiência resultar, o Parlamento apreciará um projecto de lei para que o voto nas legislativas de 2007 possa também ser feito pela Internet.
Tarvi Martens, o chefe do projecto de voto pela Internet, assinala que o país se distingue de todos os outros onde foram realizadas experiências semelhantes por causa do elevado nível de segurança. "Na Suíça", assinala, "as pessoas recebem pelo correio o seu código pessoal, enquanto nós ultrapassámos essa fase, porque todos os portadores de bilhete de identidade já têm esse código".
A Suíça, confrontada com a multiplicação das consultas populares, é outro país pioneiro do voto pela Internet, graças em especial ao cantão de Genebra, mas as experiências não têm sido generalizadas a todo o país.
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