| Subject: Conservadores polacos vencem legislativas |
Author:
cadi fernandes
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Date Posted: 26/09/05 12:08:01
In reply to:
Victor Grossman
's message, "A grande vitória da esquerda nas eleições alemãs" on 25/09/05 20:48:43
Esquerda sofreu forte revés devido à série de escândalos em que esteve envolvida
Conservadora, católica, eurocéptica e algo russófoba. Assim será a Polónia, maioritariamente, nos próximos quatro anos, após a vitória lograda nas eleições legislativas de ontem pelo partido Direito e Justiça (PiS), seguido pelos liberais da Plataforma Cívica (PO). PiS e PO obtiveram, segundo as primeiras sondagens, cerca de 28% e entre 24% e 26% dos escrutínios.
Já a esquerda sofreu um forte rombo, ao passar de 41% dos votos obtidos em 2001 para 11% dos sufrágios nas legislativas de ontem. Esta penalização do eleitorado coloca a Aliança da Esquerda Democrática - desacreditada por uma série de escândalos de corrupção - em terceiro lugar, com escassas décimas percentuais à frente do partido populista Samoobrona (Autodefesa).
Representadas no Parlamento ficarão, em princípio, apenas mais duas formações políticas a Liga das Famílias Polacas (entre 8% e 10,5%) e o Partido Rural PSL (menos de 6%). A votação mínima admitida é de 5%.
diferenças. Uma coligação entre conservadores e liberais, hipótese amiúde propalada durante a campanha eleitoral, deverá ser o cenário mais provável. Mas, atendendo aos programas de uns e de outros, esse desiderato poderá revelar-se uma espécie de quadratura do círculo.
É que, além do eurocepticismo - sobretudo notório no PiS -, pouco mais têm em comum. Os conservadores defendem o primado do Estado-Previdência e querem os privados longe dos sistemas médico e de segurança social. Os segundos preconizam uma reforma fiscal draconiana, indiferente a variáveis sociais, para estimular a economia uma taxa única de 15%. Os primeiros, os herdeiros naturais do movimento sindical Solidariedade, forjado nos estaleiros e nas igrejas, são, é certo, mais católicos do que os segundos, mas foi contra estes que os integristas lançaram uma intensa campanha, nomeadamente nas ondas da estação de rádio radical Maryja.
O mais fracturante poderá, porém, não ser nada disto, mas sim a divulgação do nome do próximo chefe do Governo antes do dia 9, quando se realiza a primeira ronda das eleições presidenciais. Por uma razão aos dois cargos são candidatos, respectivamente, os gémeos Jaroslaw e Lech Kaczynski. E é nesta inevitável confusão de rostos que reside a grande esperança do segundo classificado nas eleições de ontem, Jan Rokita, do PO. Ao votar em Cracóvia (sul da Polónia), Rokita defendeu que o nome do próximo primeiro-ministro deve ser anunciado o mais depressa possível, o que dará mais hipóteses ao candidato liberal às presidenciais, Donald Tusk.
Os Kaczynski, tão iguais que só se distinguem porque um tem aliança de casado e outro não, estão conscientes de que os polacos terão sérias dificuldades em aceitar um chefe de Governo e um Presidente da República gémeos.
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