| Subject: Que jamais se repita esta barbárie |
Author:
JOAQUÍN ORAMAS
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Date Posted: 5/08/05 23:30:44
In reply to:
Rui Namorado Rosa
's message, "6 e 9 de Agosto, 60º aniversário do pior ataque terrorista da história: Hiroshima e Nagazaki hoje" on 3/08/05 11:21:33
Que jamais se repita esta barbárie
POR JOAQUÍN ORAMAS, granma.cu
APÓS terem decorrido 60 anos de que os Estados Unidos jogassem as bombas atômicas nas cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, a justificativa norte-americana de que eram necessárias para acelerar o fim da Segunda Guerra Mundial e dessa forma evitar a morte de milhares de seus soldados, é rejeitada pelos próprios chefes militares da potência do Norte e por pesquisadores, os quais afirmaram que esse genocídio não foi necessário para acabar a guerra.
O doutor Peter Kuznick, chefe de Estudos Nucleares da Universidade Americana de Washington aprofunda no tema, afirmando que esses ataques, além de um crime de guerra, foram um crime de lesa-majestade.
Por ocasião do 60º aniversário desse atentado terrorista, o mais hediondo que conhece a civilização, agora vêm à tona porta-vozes oficiosos que falam da versão do suposto perigo expansionista da União Soviética. Segundo eles, as bombas foram jogadas como advertência aos soviéticos de que não interviessem no Pacífico, dando assim o primeiro passo na Guerra Fria.
Pretende-se que a memória popular e coletiva esqueça esses acontecimentos trágicos. Com o decurso do tempo, aqueles que viveram na própria carne os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki são menos. Embora em suas mentes a lembrança desse trauma ainda esteja vivente, grandes massas da população mundial não conhecem suas histórias. A mensagem dos sobreviventes tem sido simples, clara e concisa: «Nunca mais!»
Os EUA descrevem este sucesso como um triunfo da tecnologia e uma vitória na guerra. Entre os que se opuseram ao emprego das bombas atômicas estava o general Dwight Eisenhower, quem reagiu dessa maneira quando o secretário da Guerra, Henry L. Stimson lhe informou do acontecido nas cidades japonesas: «Durante seu relato dos fatos externei meu profundo desacordo, pois o Japão já tinha sido derrotado e jogar as bombas foi completamente desnecessário».
Em uma entrevista publicada depois da guerra, Eisenhower disse a um jornalista: «Os japoneses estavam prestes a se render e não era preciso atacá-los com essa coisa horrível». O general Henry Arnold coincidiu em que: «Com a bomba atômica ou sem elas os japoneses estavam na beira do colapso». O almirante William D. Leahy comparou este ato com o comportamento próprio dos bárbaros da Idade Média.
Os bombardeios de Hiroshima e Nagasaki ficaram registrados na história como um hediondo ataque terrorista, maior do que o acontecido contras as torres do World Trade Center, de Nova York. Não podemos ressuscitar as vítimas dessas cidades. Mas poderemos aprender de sua experiência dramática; uma das lições mais importantes para a humanidade é que temos pela frente a possibilidade de nossa extinção como espécie.
Referindo-se ao genocídio de agosto de 1945, o presidente de Cuba, Fidel Castro, expressou em Hiroshima, em 2003: «Infelizmente, o acontecido aqui não serviu de lição ao mundo; pelo contrário, foram construídas milhares de bombas, de todos os tamanhos e de enorme poder de destruição. Ainda a espécie humana não tem demonstrado sua capacidade de autopreservação. Que jamais se repita essa barbárie», escreveu o presidente cubano no Livro de Visitantes do Parque Museu da Paz, construído no lugar onde a bomba atômica provocou maior devastação.
Daqueles dias dos bombardeios a Hiroshima e Nagasaki à atualidade, os Estados Unidos estiveram envolvidos em várias guerras: Coréia, Vietnã, Iraque, Afeganistão e pela segunda vez no Iraque, agora ocupado por suas tropas. Em todos estes conflitos bélicos esteve latente o emprego de armas nucleares.
Muitas pessoas com ampla visão do mundo têm ratificado seus critérios acerca das conseqüências e riscos das armas nucleares, ao visitarem os museus de Hiroshima e Nagasaki, que são verdadeiras denúncias do crime cometido pelo governo dos Estados Unidos. Uma visita a um ou a ambos destes museus deveria ser requisito para qualquer líder de um Estado com armas nucleares.
Porém, nenhum Chefe de Estado ou de governo de um país com armas atômicas tem visitado estes museus, antes ou durante sua gestão
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