| Subject: CGD: PCP acusa Governo de prosseguir com nomeações políticas |
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Lusa
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Date Posted: 2/08/05 16:29:55
In reply to:
Não há pachorra...
's message, "À mulher de César não lhe basta ser pu...blica. Quer sempre novos tachos." on 2/08/05 11:13:27
02-08-2005 13:10:00. Fonte LUSA. Notícia SIR-7212269
Temas: política portugal partidos economia
CGD: PCP acusa Governo de prosseguir com nomeações políticas
Lisboa, 02 Ago (Lusa) - O PCP acusou hoje o Governo de estar a prosseguir com "a habitual linha" de nomeações políticas, no caso da substituição de quatro membros da administração da Caixa Geral de Depósitos anunciada segunda-feira pelo ministério das Finanças.
"É um caso que prossegue a habitual linha de nomeações e desnomeações, que tem apenas a confiança política como critério", disse Jorge Cordeiro, da comissão política do PCP.
Sobre a nomeação de Carlos dos Santos Ferreira para presidente do conselho de administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD), Jorge Cordeiro considerou "significativo" que este "seja conhecido pelas suas ligações e pela confiança que detém junto dos grupos económicos".
"Esteve ligado a uma seguradora do grupo Champalimaud e pertenceu ao conselho de administração do BCP", acrescentou.
Jorge Cordeiro criticou ainda a promoção de Armando Vara de director-coordenador da CGD a vogal do conselho de administração do banco público, recordando a sua demissão de ministro da Administração Interna no segundo Governo de António Guterres, no final de 2000.
"Para quem fala tanto em rigor e credibilidade é estranho que opte por uma pessoa que já se viu obrigada a demitir do Governo devido aos escândalos na Fundação de Prevenção e Segurança", referiu.
Armando Vara, então ministro do Juventude e do Desporto, e Luís Patrão, então secretário de estado da Administração Interna, demitiram-se em Dezembro de 2000 do governo socialista de António Guterres na sequência da polémica criada em torno da Fundação para a Prevenção e Segurança (FPS), instituição que, apesar de ser privada, recebeu subsídios do Estado para promover campanhas publicitárias.
Jorge Cordeiro lamentou ainda que as alterações agora introduzidas no conselho de administração da CGD tenham como consequência "o corte de mais uns milhões de euros nas contas do Estado", "devido às indemnizações que irá receber quem saiu".
O ministério das Finanças anunciou segunda-feira a substituição do presidente do conselho de administração da CGD, Vítor Martins, por Carlos dos Santos Ferreira.
Vítor Martins tinha assumido o cargo há dez meses e tinha mandato até 2008.
De saída da CGD estão também o vice-presidente, João Freixa, além dos vogais António Vila Cova, Luís Alves Monteiro e Gracinda Raposo.
António Maldonado Gonelha mantêm-se na CGD, agora como único vice-presidente, e os vogais vão ser substituídos por Francisco Bandeira, actual presidente da Caixa Leasing e Factoring, e Armando Vara, que é promovido das funções de director-coordenador no banco público.
Continuam nos cargos, os vogais José Santos Ramalho, Vítor Lopes Fernandes, Carlos Silva Costa, Celeste Cardona e Norberto Rosa.
Além destas alterações, o conselho de administração foi reduzido de 11 para nove elementos.
A decisão de proceder a mudanças na Caixa foi tomada pelo novo Ministro de Estado e das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos, (no cargo há 12 dias) "na qualidade de representante do accionista Estado na instituição", refere um comunicado enviado pelo Ministério.
Segundo Teixeira dos Santos, citado no comunicado da tutela, "uma liderança forte e uma relação com o accionista Estado assente na transparência, sindicabilidade e confiança são condições essenciais" para o bom funcionamento da Caixa Geral de Depósitos.
VAM/TSF.
Lusa/Fim
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