Author:
Vasco Pulido Valente, Público, 05/08/05
|
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 5/08/05 15:35:05
In reply to:
Paulo Raimundo, Avante, 04/08/05
's message, "Sacrifícios, privilégios e governos" on 5/08/05 9:44:13
Que “escândalo”?
Vasco Pulido Valente, Público, 05/08/05
O que tem acontecido na Caixa Geral de Depósitos (CGD) é um bom espelho da mediocridade do Governo e da decadência do regime. Mas não é, na acepção exacta da palavra, um “escândalo”.
Os partidos sempre meteram a sua gente em empresas públicas. Quem sabe história sabe que o problema vem desde a monarquia e não acabou com a república.
(...)
Se pensarmos sem hipocrisia nesta realidade, a nossa realidade, o que o PS fez na CGD, sendo aberrante, não é para Portugal extraordinário.
Por causa do TGV e da Ota, Sócrates queria transformar a CGD num instrumento da sua política: transformou. Queria nomear ou promover os compadres do partido: nomeou e promover. A Caixa já pagava a Mira Amaral a sua pensão, já lá andavam, pelo menos, Gonelha e Cardona, e Santana Lopes já dera o exemplo: por que não ele? Sim, por que não ele? por fidelidade ao “novo estilo” que prometeu? Por causa do passado e do currículo confrangedor de Vara, um indivíduo com o 12º ano, ainda por cima corrido do governo por pressão de Sampaio? Para defender a credibilidade, a independência e a solidez da Caixa? Sócrates não se deixa levar por essa espécie de escrúpulos. Espantaria, de resto, que se deixasse, porque a lógica e os costumes do regime o empurraram precisamente em sentido contrário.
O “escândalo” só escandalizou ingénuos. O pior é quando chegar a conta.
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
|