| Subject: controlar o excedente e a sua distribuicao |
Author:
Paulo Silva
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Date Posted: 12/07/05 0:47:38
In reply to:
paulo fidalgo
's message, "quem controla é o problema" on 11/07/05 23:40:48
>de facto assim será geralmente;
>
>contudo, o hospital amadora sintra é propriedade do
>Estado e os excedentes, o lucro, são controlados pelos
>Mellos.
Embora o estado imponha obrigacoes contratuais a que o capitalista tenta fugir para aumentar a taxa de lucro. O estado nao tem o efeito tampao (regulador)como devia. No entanto verifiquemos porque o Hospital AS, aparentemente nao tem prejuizo e existem outros hospitais publicos que o tem. A questao nao e simplista, que tipo de doentes sao tratados no HAS? Qual o valor dos salarios? Dos medicamentos usados? qual o valor que o capitalista paga pelo uso do espaco que pertence ao estado? Estas perguntas sao importantes para se analisar como e obtida a mais valia.
>Aquilo que o movimento comunista «oficial» designou
>por propriedade "social" nunca passou de outra coisa
>do que propriedade estatal, onde os excedentes são
>controlados pelo Estado, sem qualquer participação
>relevante dos produtores directos. Com excepção dos
>kalkhoses (e no caso português, com excepção da
>Reforma Agrária).
Sovkoses tambem, nao?
>
>A ênfase na mudança de propriedade apenas é,
>totalmente, insuficiente para formular-se uma nova
>iniciativa de mudança real.
Infelizmente e verdade.
>
>Haverá sempre necessidade de mudanças de propriedade.
>Isso não está em causa. Mas o cerne da questão é saber
>quem controla os excedentes.
E como sao distribuidos. Pois o estado assumindo o modelo sovietico como capitalismo de estado, pode-se redistribuir o excedente, e aqui a pergunta e como fazer a redistribuicao?
No limite poderíamos até
>ter propriedade privada arrendada a empresas
>socialistas. Não controlavam a propriedade física, a
>raiz, a «nua propriedade», mas apropriar-se-iam dos
>execedentes. Isso não deixaria de permitir considerar
>tal solução como fundamentalmente socialista.
Em POrtugal temos o contrario, no caso das multinacionais que para ca vieram, a "Lear" e um exemplo.
>
>Sem que os comunistas rompam com esse modelo e o
>superem nunca mais os trabalhadores nos voltarão a dar
>confiança para sermos governo e dirigirmos uma
>revolução.
E preciso muito cuidado com o romper do modelo se nao ainda ficamos pior do que ja estamos.
A idade de reforma e uma forma de controlo social que e feito pelos governos neo-liberais dos nossos dias. Uma forma de terminarmos com esta opressao era retirar essa funcao do estado e equaciona-la sob outra forma, por exemplo de comuna. Onde ao longo da vida poriamos um pouco do nosso excedente, para garantirmos uma vida razoavel no ultimo terco.
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