| Subject: não será muita areia para a tua camineta? |
Author:
tá de chuva
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Date Posted: 7/07/05 22:46:40
In reply to:
Militante atento
's message, "Para o Visitante" on 7/07/05 21:44:29
o visitante é perigoso, como tu dizes, ou isto é muita areia para a tua camineta?
>>A pobreza de um partido espelha-se também na
>>incapacidade dos seus militantes intervirem
>>autonomamente, com opiniões próprias produto de
>>reflexão das suas experiências pessoais. Nos partidos
>>comunistas, em geral, nos quais predomina uma cultura
>>organizacional burocrática baseada numa rígida
>>hierarquia, os militantes têm muito pouca ou nenhuma
>>autonomia para exprimirem opiniões próprias fora da
>>estrutura em que se enquadram na organização
>>partidária, limitando-se a recitar as decisões tomadas
>>a nível central, elas próprias resultantes de um mais
>>do que hipotético trabalho colectivo de reflexão.
>>Desta cultura advêm não só muitos dos erros de
>>apreciação da conjuntura política, mas a perpetuação
>>das ideias do pequeno grupo dirigente, e, para o
>>exterior, ela traduz-se num discurso monocórdico,
>>aquilo que na gíria se designa por “cassete”: a
>>repetição, à exaustão, das decisões dos órgãos
>>executivos centrais, elas próprias também muito pouco
>>variadas.
>
>Nada mais falso, podia ser dito. Isto e uma calunia
>para os milhares
>De militantes do PCP. Uma retorica que nao esclarece
>mas antes
>Repercute a velha cassette contra a organizacao do
>PCP, quanto aos
>Outros partidos comunistas nao sei. Se isto e uma
>catarse, muito bem
>Compreendo o desespero…..
>
>>
>>No PCP, com uma cultura organizacional similar à das
>>seitas, em que o partido é tudo e os militantes,
>>enquanto pessoas, quase nada – resultante da
>>singularidade de ter existido por tantos anos remetido
>>a uma dura clandestinidade e de ter sido dirigido,
>>também por muitos anos, por uma personalidade de um
>>grande ascetismo e com forte propensão para o
>>misticismo, qual freire de uma organização laica, que
>>o moldou glorificando e exaltando ao extremo as
>>virtudes do colectivo partidário hierarquizado, quando
>>a maior parte das ideias e das directrizes provinha
>>dele, julgando quiçá evitar assim o culto da
>>personalidade, tido por grave desvio – essa
>>característica monocórdica é ainda mais acentuada. Não
>>raro, é confrangedor ver militantes comunistas
>>repetindo um discurso do qual discordam ou, pelo
>>menos, acham limitado, ou ver outros recitando
>>ladainhas de modo cego, contrastando com o que as suas
>>qualidades e experiência pessoal lhes poderiam
>>permitir elaborar. Resta resignarmo-nos, porque esta é
>>sua inteira opção pessoal.
>
>Bom esta opiniao e de tal forma generalista que
>encaixa que nem uma
>Luva no PS PSD etc..
>Mas e falsa quanto ao PCP, pois o culto da
>personalidade e coisa que nao
>Existe, para felicidade do PCP. Infelizmente os media
>tentam a todo o custo
>Quando das eleicoes eleger uma cara como representacao
>de um partido,
>Isso no PCP nao tem sentido, pois o partido e um
>colectivo, que pode
>Ser mais colectivo do que e no momento. Mas isso e
>outra historia.
>
>>Esta cultura de apagamento da individualidade, que
>>raia a orfandade quando falta a directriz do organismo
>>dirigente central, verifica-se igualmente neste fórum.
>>À míngua de opiniões próprias minimamente
>>fundamentadas e consistentes, que fujam ao comentário
>>laudatório, à tergiversação despropositada ou ao
>>insulto infame, os militantes do PCP que aqui
>>participam limitam-se a intervir com transcrições de
>>textos alheios. Como não lhes chegam as transcrições
>>de textos do Avante ou do sítio do PCP com que
>>enxameiam o fórum, transcrevem também o que lhes
>>parece servir a política do seu partido publicado
>>noutros lados, da autoria de militantes ou, até, de
>>estranhos ou de adversários.
>
>Nao sei porque se insiste na cassette do apagamento da
>Individualidade, os militantes do PCP sao pessoas
>Com as suas proprias caracteristicas e opinioes, que
>por
>Vezes nao seguem a main-stream do organismo onde
>militam.
>Se as pessoas fazem documentos ou outros trabalhos, e
>de alguma
>Maneira o credito nao e dado a essa pessoa(s) e porque
>o colectivo
>E mais importante do que o individual, para as pessoas
>que fazem
>Esse documento. Mas isso nao e um apagamento da
>individualidade,
>Como expressao da liberdade de escolha.
>
>Hoje, por acaso,
>>transcreveram um texto da autoria do seu
>>correligionário Manuel Carvalho da Silva, o dirigente
>>de cúpula da CGTP, publicado no Diário de Notícias,
>>com algum interesse a vários títulos. Para não fugir à
>>regra, os comentários limitam-se ao título de aplauso.
>>
>>Porquê o texto de Carvalho da Silva é interessante?
>>Primeiro que tudo, porque é revelador da impotência do
>>movimento sindical para fazer face à ofensiva do
>>patronato e do Estado do capital contra os interesses
>>dos trabalhadores, ao longo destes últimos anos. Fora
>>de um pequeno período a seguir ao 25 de Abril de 1974
>>e do período inicial do consolado cavaquista,
>>coincidente com a enxurrada dos fundos comunitários,
>>em que os trabalhadores viram o emprego crescer e os
>>salários, directos e indirectos, melhorarem, voltou-se
>>àquilo que ele designa por uma “das expressões
>>significativas dos défices mais profundos da sociedade
>>portuguesa”: a “crónica fraca valorização do trabalho
>>e (a) pouca dignidade com que se tratam os
>>trabalhadores e, por consequência, as suas
>>organizações e os seus representantes”.
>
>
>Eu chamo a atencao que o paragrafo comeca com a
>CRONICA,
>O que faz subentender que na visao do Camarada a
>situacao nao e de agora.
>
>
>Esta
>>constatação é uma excelente ilustração da incapacidade
>>do movimento sindical, tal como tem existido ao longo
>>destes últimos trinta anos, não só de defender os
>>interesses concretos dos trabalhadores como de
>>fazer-se respeitar enquanto conjunto de instituições
>>genuinamente representativas de uma parte substancial
>>da sociedade portuguesa, e de fazer respeitar os
>>trabalhadores como parceiros sociais indispensáveis na
>>produção da riqueza do país.
>
>Parece-me que esta simplificacao e absurda, e
>caracteriza alguem
>Que nao e comunista nem esta para ai virado, e que
>acredita na caridadezinha.
>
>>
>>Qualquer “bicho careta” sabe quanto é difícil
>>organizar os trabalhadores, tão dispersos e ocupados;
>>educá-los no b-a-bá da economia, para que percebam o
>>essencial dos seus interesses de classe para além das
>>visões restritas, limitadas e egoístas dos interesses
>>pessoais ou sectoriais e das permanentes distorções
>>que a ideologia burguesa dominante lhes inculca;
>>manter uma organização institucional de proximidade
>>que permita ir enquadrando os mais jovens e os que
>>chegam pela primeira vez ao mercado do trabalho, tão
>>apelativas se mostram outras ocupações distractivas ou
>>tão insidiosas são as pressões do patronato, ou
>>reconquistar os que se afastaram; e sabe, acima de
>>tudo, que fazer tudo isto é difícil, se não
>>impossível, se os trabalhadores não vêem nos
>>sindicatos uma organização sua, que defenda os seus
>>interesses imediatos e lhes proporcionem mais alguma
>>coisa para além deles.
>
>
>Parece-me que sao as pessoas comunistas ou nao, tem de
>ir
>Contra a corrente dos media e esclarecer a razao pela
>qual os
>Sindicatos sao importantes, se os trabalhadores assim
>o entenderem
>Muito bem, senao muito bem na mesma. Felizmente,
>existem muitos
>Que acreditam nos sindicatos da CGTP, para
>infelicidade de pessoas
>Como o “visitante”
>
>>
>>Qualquer “bicho careta” sabe que o sindicalismo deve
>>ser uma escola de educação dos interesses de classe e
>>dos direitos de cidadania, capaz de fazer compreender
>>divergências pessoais e sectoriais e de melhorar a
>>participação social; que a actividade sindical tem de
>>ser diária, contínua e profissional, exemplo do melhor
>>que os trabalhadores são capazes de fazer; que é alvo
>>de muitas incompreensões dos próprios trabalhadores e
>>de ataques sem quartel do patronato, dos seus
>>servidores e dos partidos que o servem e do Estado do
>>capital, e, por isso, permanentemente cheia de
>>escolhos; mas sabe também que o sindicalismo é a única
>>via capaz de defender os trabalhadores e
>>proporcionar-lhes o mínimo da dignidade que lhes é
>>devida pela sociedade, se para tanto souber uni-los e
>>mantê-los organizados, mobilizados, empenhados e
>>disponíveis para o combate quando necessário.
>>
>>Qualquer “bicho careta” também sabe que se o movimento
>>sindical não tem de si próprio esta concepção é uma
>>fraude, que não só frustra as expectativas dos
>>trabalhadores que nele confiaram, como se torna
>>incapaz de organizar e de mobilizar os trabalhadores,
>>acabando reduzido à impotência e à insignificância
>>social ou integrado como apêndice do sistema e
>>servidor dos interesses do capital. Toda a história do
>>sindicalismo, no Mundo e, de certa forma, também em
>>Portugal até há perto duns trinta anos, fora o período
>>negro do fascismo, durante o qual os sindicatos, na
>>sua generalidade, foram usurpados aos trabalhadores,
>>demonstra que os sindicatos só são genuínos se forem
>>organizações mantidas e dirigidas pelos trabalhadores
>>e se souberem defender os seus interesses,
>>independentemente dos êxitos, maiores ou menores, com
>>que o consigam fazer, porque a vida não se compõe
>>apenas de vitórias.
>
>
>Esta visao do visitante, e completamente fraudulenta
>da realidade,
>Como pode ler na noticia do Camarada Carvalho da
>Silva, onde este aponta
>Factos e nao devaneios
>
>>
>>O citado texto é ainda interessante porque é
>>ilustrativo da errada concepção do sindicalismo que
>>tem vigorado no movimento sindical português. Segundo
>>ele diz, alguns (os que caluniam os sindicatos e os
>>trabalhadores), por “hipocrisia, escamoteiam a verdade
>>sobre a acção sindical e até lhes repugna a referência
>>a qualquer das inúmeras e fundamentadas propostas e
>>trabalhos que os sindicatos fazem, designadamente
>>sobre o desenvolvimento, o emprego, a segurança
>>social, a saúde, o ensino, a formação profissional, a
>>higiene, saúde e segurança no trabalho, a justiça, a
>>igualdade, a imigração”. Para demonstrar a
>>incapacidade do movimento sindical e a sua errada
>>concepção do sindicalismo não é necessário escamotear
>>estas verdades sobre o que fez; basta constatar o
>>estado de impotência a que chegou, apesar das
>>propostas que formulou, e apontar algumas verdades
>>sobre o que não fez e deveria ter feito.
>
>
>O visitante e bastante enviesado nas suas concepcoes
>pois retira do texto
>Aquilo que lhe interessa rejeitando o enquadramento,
>por isso eu relembro o que vem
>Na noticia antes da conclusao que retirou dessa mesma
>noticia:
>
>“Entretanto, em Portugal, assistimos ao fecho da única
>siderurgia que
>> tínhamos, ao encerramento da Lisnave, ao
>desaparecimento da metalomecânica
>> pesada. E outros sectores fragilizaram-se
>profundamente, como as pescas, a
>> agricultura, a cerâmica, ou o sector alimentar. Em
>simultâneo,
>> desbarataram-se ou foram desviados para fortunas
>pessoais, milhões e milhões
>> oriundos dos fundos comunitários e do Orçamento do
>Estado.
>>
>> Tudo isso foi feito em nome da modernidade,
>caluniando trabalhadores e
>> sindicalistas que lutaram contra essas desastrosas
>opções e que denunciaram
>> as razões e as negociatas que suportavam muitos
>desses processos.
>>
>> Sejamos claros, podem apresentar-se muitos projectos
>inovadores e sugestões
>> de novas profissões mas, mantendo-se esta cultura,
>serão raros, embora
>> honrosos, os casos que vingam.
>>
>> Os que agora lançam calúnias sobre os sindicalistas
>e os trabalhadores
>> "privilegiados" (slogan hoje mais aplicado aos
>trabalhadores da
>> Administração Pública, mas que também pretendem
>aplicar aos do sector
>> privado), são os mesmos que foram e são incapazes,
>por ignorância ou opção
>> de classe, de fazerem uma análise séria dos
>problemas e baterem-se de forma
>> empenhada pelo cumprimento da legalidade, da justiça
>social, da efectiva
>> solidariedade e do desenvolvimento do país.
>>
>> Se o fizessem também saberiam defender uma
>verdadeira Reforma da
>> Administração Pública, cuja essência é de ordem
>estrutural e organizacional,
>> o que implica definição clara de objectivos e
>criação de uma justa e
>> funcional cadeia de responsabilização nos mais
>diversos sectores,
>> valorizando, dignificando e responsabilizando todos
>os trabalhadores. É essa
>> Reforma, feita para assegurar uma relação saudável
>com os cidadãos, para
>> garantir funções e direitos sociais a todos, para
>apoiar e responsabilizar
>> as empresas e a generalidade das organizações da
>sociedade e para promover
>> políticas de desenvolvimento, que o país precisa.”
>
>Nalguns
>>sectores, durante muito tempo, as greves, de um ou
>>dois dias, quanto muito, eram decretadas à quinta ou à
>>sexta-feira, não fosse o diabo tecê-las. Sempre
>>apreensivo, por uma razão ou por outra, com o estado
>>da “economia nacional”, o sindicalismo vigente usou de
>>forma descoordenada o direito à greve, excessiva ou
>>extemporaneamente, umas vezes, com muita parcimónia,
>>outras vezes, e em boa parte delas de forma pouco
>>autónoma, porque subordinada aos interesses tácticos
>>do partido político que o controla, o PCP. Talvez por
>>essas razões de fundo – o receio de afrontar os
>>interesses da “economia nacional”, a ausência de
>>perspectiva de greves de longa duração e a
>>subordinação à táctica do PCP – o sindicalismo vigente
>>nunca instituiu o fundo de greve.
>
>Ca esta a cassette, a subordinacao ao PCP etc…. E
>interessante
>Observar que nao se fala em greves concretas e no seu
>enquadramento
>Para a resolucao dos problemas laborais.
>
>>
>>Quanto à imigração, essa, então, nem é bom falar, tão
>>grave é a conivência do sindicalismo vigente com a
>>despudorada importação de mão-de-obra imigrante,
>>clandestina ou legal, que não só limitou o crescimento
>>do salário médio durante o boom do fomento cavaquista
>>e do período inicial do guterrismo que o prolongou,
>>como acabaria por vir a ter um impacto sem precedentes
>>na quebra do salário real médio, nas taxas do emprego
>>e na capacidade reivindicativa dos trabalhadores
>>portugueses.
>
>
>Este discurso e completamente inconsequente e faz
>lembrar
>Alguem ligado ao PRN, e tao mesquinha e xenofoba que
>nao merece
>Mais comentarios
>
>
>>Para não me alongar em demasia, que o texto vai longo
>>e ainda falta abordar outra vertente, foco apenas ao
>>de leve a questão da imprensa sindical (ou, melhor,
>>dos meios de comunicação de massas), que o movimento
>>sindical vigente descurou completamente, apesar da sua
>>reconhecida importância para a educação, a informação,
>>a organização e a mobilização dos trabalhadores. Para
>>os mais jovens, valerá a pena dizer que no período que
>>antecedeu a ditadura militar e o fascismo salazarista
>>a central sindical mais representativa possuía um
>>jornal diário (A Batalha), com tiragem de alguns
>>milhares de exemplares, quando o número de
>>trabalhadores activos era bem inferior ao de agora e
>>quando a taxa de analfabetismo entre os próprios
>>trabalhadores industriais era de longe superior à de
>>hoje. Por este exemplo se pode aquilatar do abismo que
>>neste campo separa o sindicalismo vigente do
>>sindicalismo de outrora.
>>
>>Porquê o sindicalismo vigente chegou à situação
>>actual? E, tendo chegado, porquê os trabalhadores não
>>deram ainda um chuto na camarilha que o dirige? Por
>>múltiplas razões, certamente; umas, que não são fáceis
>>de entender, outras, que também não são fáceis de
>>explicar. Este “bicho careta” permite-se avançar
>>algumas das que entendeu, que lhe parecem as mais
>>importantes.
>>
>>Primeira delas: o sindicalismo vigente é uma perversão
>>do genuíno sindicalismo, porque é um sindicalismo dito
>>revolucionário. Não é um sindicalismo revolucionário à
>>moda do mais radical anarco-sindicalismo, pretendente
>>a actor principal da revolução social, que também teve
>>os seus seguidores outrora, mas à moda do sindicalismo
>>leninista, na qual os sindicatos são meras correias de
>>transmissão do partido comunista, instrumentos de
>>educação e de enquadramento das massas, tendo em vista
>>a preparação da acção revolucionária e o assalto ao
>>poder, em função da qual toda a sua restante acção se
>>deve subordinar. No entretanto, o sindicalismo dito
>>revolucionário subordina a sua actuação em defesa dos
>>interesses dos trabalhadores aos interesses tácticos
>>do partido comunista.
>
>Claro o ataque ao PCP ca esta. No entanto e
>interessante
>Salientar que o movimento sindical e unitario e nao
>PCP.
>Ou seja tem pessoas de outros partidos nas estruturas,
>senao
>Estavamos a ver a votacao do PCP mais que triplicaria.
>
>>
>>Segunda delas: o sindicalismo vigente concebe o Estado
>>como instrumento da própria revolução social. Mais do
>>que um instrumento de dominação de uma classe social
>>por outra, o sindicalismo vigente tem como modelo a
>>concepção leninista (não vou dizer estalinista, para
>>não choverem os impropérios) do socialismo e do
>>comunismo, isto é, o capitalismo de Estado
>>monopolista. Se no socialismo e no comunismo o Estado
>>assegura não só a propriedade dos meios de produção
>>como todas as funções de previdência, nada mais
>>natural que se o Estado, nas sociedades capitalistas,
>>as for assegurando também é já meio caminho andado
>>para a revolução social. Por esta razão, entre nós,
>>após o 25 de Abril, o sindicalismo vigente encarou o
>>Estado não como instrumento de dominação dos
>>trabalhadores pela burguesia, mas como um Estado que
>>já não era uma coisa nem outra, entre o meio cá, o
>>capitalismo, e o meio lá, o socialismo, não fossemos
>>nós “a caminho do socialismo”, como dizia.
>>Lembremo-nos, de entre os discursos do sindicalismo
>>vigente, o de então, a defesa das nacionalizações, e o
>>de agora, a recuperação capitalista e monopolista,
>>ilustrativos do que era nosso e foi recuperado pelos
>>outros.
>
>Qual o problema desta concepcao? O problema veio com a
>contra revolucao,
>E neste momento e claro que as estrategias estao a ser
>redefinidas.
>
>>
>>Terceira delas: o sindicalismo vigente é produto duma
>>tomada de assalto dos “sindicatos nacionais” pelos
>>militantes do PCP. Alguns desses sindicatos, tinham
>>sido conquistados por direcções representativas dos
>>trabalhadores ainda durante o marcelismo, e
>>desenvolviam uma importante acção sindical em prol da
>>defesa dos seus interesses, não só dos sindicalizados
>>como de todos os trabalhadores dos respectivos
>>sectores, para o êxito da qual tiveram, em muitos
>>casos, de promover amplos movimentos grevistas e
>>outras acções então ilegais, que muito ou pouco
>>influenciaram o clima social e político que se vivia,
>>coincidente com o aparecimento do Movimento dos
>>Capitães e o seu posterior desenvolvimento para
>>Movimento das Forças Armadas, que em boa hora
>>desencadeou o golpe de Estado militar do 25 de Abril.
>>Muitos desses dirigentes sindicais não eram militantes
>>do PCP, nem tão pouco dele simpatizantes, ainda que
>>uma minoria o fosse, mas era gente empenhada e
>>abnegada.
>>
>>O pessoal que se apoderou dos sindicatos, à custa das
>>palavras de ordem de que deveriam ser restituídos aos
>>trabalhadores, era em boa parte gente que não
>>participara até então na actividade sindical, ou
>>participara pouco, alguns saídos das prisões do regime
>>por militância no PCP, e cuja acção principal foi
>>atrelar os sindicatos aos interesses tácticos do PCP.
>>E já então, como depois, a sua preocupação era a
>>contenção das reivindicações e a preocupação com a
>>economia nacional. Ai de quem fosse um pouco mais
>>radical e avançasse com qualquer reivindicação não
>>contemplada na supervisão do controleiro: no mínimo,
>>era vaiado por fazer o jogo da reacção, em geral, não
>>escapava de um arraial de porrada por “ser” provocador
>>infiltrado. Corro o risco de ser mal entendido se
>>disser que muito daquele pessoal era gente atrasada,
>>mais do que um mero delegado sindical com alguma
>>experiência, tal como o eram alguns dirigentes
>>sindicais dos últimos tempos do marcelismo militantes
>>do PCP, que então participavam na formação e nas
>>actividades da Intersindical (de onde viria a sair a
>>actual CGTP), mas é a recordação que deles guarda este
>>“bicho careta”.
>
>O visitante tambem deve ter atencao para falar a
>verdade, e se conhece
>Casos que nos explicite, pois senao esta a falar como
>sendo o
>Dono da verdade e ate agora nao deu um unico facto.
>
>>
>>Tomados os sindicatos de assalto, no movimento de
>>reorganização que se seguiu, transformando-os em
>>sindicatos verticais, os comunistas trataram de
>>blindar a sua posse, através de mecanismos
>>estatutários diversos, e, à conta de manter um
>>movimento sindical unitário (significando deles, sob o
>>seu controlo), trataram de reivindicar a unicidade
>>sindical na letra da lei. O aparecimento dos
>>“sindicatos do frete”, o Movimento Carta Aberta, que
>>depois se transformaria na UGT, apoiados pelo PS e
>>pelo então PPD, é em grande parte uma reacção ao
>>controlo da Intersindical pelo PCP e ao fanatismo e
>>sectarismo com que os seus militantes defendiam a
>>posse de um osso que ilegitimamente consideravam seu.
>
>
>Parece-me que escamoteia as ajudas internacionais que a
>UGT teve para ser formada. O visitante e perigoso,
>pois de
>Alguma forma tenta fazer uma lavagem ao cerebro dos
>Mais jovens que vem a este forum.
>
>
>>Quarta delas: o sindicalismo vigente, à semelhança do
>>partido que o controlo e em consonância com o modelo
>>social que defende, é um sindicalismo burocrático,
>>hierarquizado e imobilista, que usa e abusa do estudo
>>fundamentado como proposta e julga-o suficiente para a
>>negociação vitoriosa com o patronato ou com o seu
>>Estado; que assenta nos activistas e funcionários e
>>não nos trabalhadores das pequenas e das grandes
>>empresas; que não estimula a sua iniciativa, e a
>>criatividade que dela pode resultar, para fortalecer a
>>acção reivindicativa. Sem a força das massas
>>trabalhadoras em apoio das suas reivindicações
>>concretas, tomando-as como coisa sua e decidindo-se a
>>lutar por elas, os sindicatos não têm qualquer força.
>>Os sindicatos ou são os trabalhadores organizados ou
>>não são nada. O sindicalismo vigente tem medo da
>>autonomia das massas, porque teme que elas ousem tomar
>>posse de algo que lhes pertence mas de que não
>>suspeitam. O sindicalismo vigente é uma tristeza!
>
>Devo lembrar que o sindicalimo vigente que o visitante
>critica
>E o da CGTP nao o da UGT, devo recordar tambem que o
>visitante
>Se esquece de mencionar o que tambem vem noutra
>noticia que aqui transcrevo: “Ora tal afirmação revela
>um profundo e talvez natural desconhecimento da
>realidade sindical. Desde logo, porque dos 6.562
>dirigentes das associações
>sindicais do universo da CGTP, são menos de 10% os que
>exercem o seu cargo a
>tempo inteiro. Esquece V. Exª que a própria lei
>sindical determina limites
>máximos para o número de dirigentes a quem é conferido
>crédito de horas para
>o exercício dos cargos sindicais e esquece também os
>muitos milhares de
>delegados sindicais que militam nas empresas e
>serviços, prestando, em
>permanência, o seu trabalho profissional.
>
>E provavelmente desconhece a frequência com que os
>dirigentes sindicais
>participam em plenários e reuniões realizadas nos
>locais de trabalho e a
>amplitude da sua intervenção directa e solidária com
>as acções
>reivindicativas dos trabalhadores quando estes são
>confrontados, por
>exemplo, com problemas de ameaça de despedimento,
>encerramento de empresas,
>não pagamento de salários, violações da lei ou não
>cumprimento dos seus
>direitos contratuais.
>
>Poder-se-á, assim, concluir que a grande maioria dos
>sindicalistas estão
>estreitamente ligados aos seus locais de trabalho e
>neles exercem a
>respectiva profissão, sendo, portanto, errado dizer-se
>que estes se
>desligaram do mundo do trabalho.”
>
>Carta ao Dr. Miguel Sousa Tavares
>
>
>A minha opiniao e que o visitante e um elemento
>perigoso, pela forma
>Como escreve esquecendo selectivamente o que lhe
>interessa. E se respondi foi
>So com o intuito de evitar tamanha mentira passa-se
>sem nota.
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