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Subject: Para o Visitante


Author:
Militante atento
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Date Posted: 7/07/05 21:44:29

>A pobreza de um partido espelha-se também na
>incapacidade dos seus militantes intervirem
>autonomamente, com opiniões próprias produto de
>reflexão das suas experiências pessoais. Nos partidos
>comunistas, em geral, nos quais predomina uma cultura
>organizacional burocrática baseada numa rígida
>hierarquia, os militantes têm muito pouca ou nenhuma
>autonomia para exprimirem opiniões próprias fora da
>estrutura em que se enquadram na organização
>partidária, limitando-se a recitar as decisões tomadas
>a nível central, elas próprias resultantes de um mais
>do que hipotético trabalho colectivo de reflexão.
>Desta cultura advêm não só muitos dos erros de
>apreciação da conjuntura política, mas a perpetuação
>das ideias do pequeno grupo dirigente, e, para o
>exterior, ela traduz-se num discurso monocórdico,
>aquilo que na gíria se designa por “cassete”: a
>repetição, à exaustão, das decisões dos órgãos
>executivos centrais, elas próprias também muito pouco
>variadas.

Nada mais falso, podia ser dito. Isto e uma calunia para os milhares
De militantes do PCP. Uma retorica que nao esclarece mas antes
Repercute a velha cassette contra a organizacao do PCP, quanto aos
Outros partidos comunistas nao sei. Se isto e uma catarse, muito bem
Compreendo o desespero…..

>
>No PCP, com uma cultura organizacional similar à das
>seitas, em que o partido é tudo e os militantes,
>enquanto pessoas, quase nada – resultante da
>singularidade de ter existido por tantos anos remetido
>a uma dura clandestinidade e de ter sido dirigido,
>também por muitos anos, por uma personalidade de um
>grande ascetismo e com forte propensão para o
>misticismo, qual freire de uma organização laica, que
>o moldou glorificando e exaltando ao extremo as
>virtudes do colectivo partidário hierarquizado, quando
>a maior parte das ideias e das directrizes provinha
>dele, julgando quiçá evitar assim o culto da
>personalidade, tido por grave desvio – essa
>característica monocórdica é ainda mais acentuada. Não
>raro, é confrangedor ver militantes comunistas
>repetindo um discurso do qual discordam ou, pelo
>menos, acham limitado, ou ver outros recitando
>ladainhas de modo cego, contrastando com o que as suas
>qualidades e experiência pessoal lhes poderiam
>permitir elaborar. Resta resignarmo-nos, porque esta é
>sua inteira opção pessoal.

Bom esta opiniao e de tal forma generalista que encaixa que nem uma
Luva no PS PSD etc..
Mas e falsa quanto ao PCP, pois o culto da personalidade e coisa que nao
Existe, para felicidade do PCP. Infelizmente os media tentam a todo o custo
Quando das eleicoes eleger uma cara como representacao de um partido,
Isso no PCP nao tem sentido, pois o partido e um colectivo, que pode
Ser mais colectivo do que e no momento. Mas isso e outra historia.

>Esta cultura de apagamento da individualidade, que
>raia a orfandade quando falta a directriz do organismo
>dirigente central, verifica-se igualmente neste fórum.
>À míngua de opiniões próprias minimamente
>fundamentadas e consistentes, que fujam ao comentário
>laudatório, à tergiversação despropositada ou ao
>insulto infame, os militantes do PCP que aqui
>participam limitam-se a intervir com transcrições de
>textos alheios. Como não lhes chegam as transcrições
>de textos do Avante ou do sítio do PCP com que
>enxameiam o fórum, transcrevem também o que lhes
>parece servir a política do seu partido publicado
>noutros lados, da autoria de militantes ou, até, de
>estranhos ou de adversários.

Nao sei porque se insiste na cassette do apagamento da
Individualidade, os militantes do PCP sao pessoas
Com as suas proprias caracteristicas e opinioes, que por
Vezes nao seguem a main-stream do organismo onde militam.
Se as pessoas fazem documentos ou outros trabalhos, e de alguma
Maneira o credito nao e dado a essa pessoa(s) e porque o colectivo
E mais importante do que o individual, para as pessoas que fazem
Esse documento. Mas isso nao e um apagamento da individualidade,
Como expressao da liberdade de escolha.

Hoje, por acaso,
>transcreveram um texto da autoria do seu
>correligionário Manuel Carvalho da Silva, o dirigente
>de cúpula da CGTP, publicado no Diário de Notícias,
>com algum interesse a vários títulos. Para não fugir à
>regra, os comentários limitam-se ao título de aplauso.
>
>Porquê o texto de Carvalho da Silva é interessante?
>Primeiro que tudo, porque é revelador da impotência do
>movimento sindical para fazer face à ofensiva do
>patronato e do Estado do capital contra os interesses
>dos trabalhadores, ao longo destes últimos anos. Fora
>de um pequeno período a seguir ao 25 de Abril de 1974
>e do período inicial do consolado cavaquista,
>coincidente com a enxurrada dos fundos comunitários,
>em que os trabalhadores viram o emprego crescer e os
>salários, directos e indirectos, melhorarem, voltou-se
>àquilo que ele designa por uma “das expressões
>significativas dos défices mais profundos da sociedade
>portuguesa”: a “crónica fraca valorização do trabalho
>e (a) pouca dignidade com que se tratam os
>trabalhadores e, por consequência, as suas
>organizações e os seus representantes”.


Eu chamo a atencao que o paragrafo comeca com a CRONICA,
O que faz subentender que na visao do Camarada a situacao nao e de agora.


Esta
>constatação é uma excelente ilustração da incapacidade
>do movimento sindical, tal como tem existido ao longo
>destes últimos trinta anos, não só de defender os
>interesses concretos dos trabalhadores como de
>fazer-se respeitar enquanto conjunto de instituições
>genuinamente representativas de uma parte substancial
>da sociedade portuguesa, e de fazer respeitar os
>trabalhadores como parceiros sociais indispensáveis na
>produção da riqueza do país.

Parece-me que esta simplificacao e absurda, e caracteriza alguem
Que nao e comunista nem esta para ai virado, e que acredita na caridadezinha.

>
>Qualquer “bicho careta” sabe quanto é difícil
>organizar os trabalhadores, tão dispersos e ocupados;
>educá-los no b-a-bá da economia, para que percebam o
>essencial dos seus interesses de classe para além das
>visões restritas, limitadas e egoístas dos interesses
>pessoais ou sectoriais e das permanentes distorções
>que a ideologia burguesa dominante lhes inculca;
>manter uma organização institucional de proximidade
>que permita ir enquadrando os mais jovens e os que
>chegam pela primeira vez ao mercado do trabalho, tão
>apelativas se mostram outras ocupações distractivas ou
>tão insidiosas são as pressões do patronato, ou
>reconquistar os que se afastaram; e sabe, acima de
>tudo, que fazer tudo isto é difícil, se não
>impossível, se os trabalhadores não vêem nos
>sindicatos uma organização sua, que defenda os seus
>interesses imediatos e lhes proporcionem mais alguma
>coisa para além deles.


Parece-me que sao as pessoas comunistas ou nao, tem de ir
Contra a corrente dos media e esclarecer a razao pela qual os
Sindicatos sao importantes, se os trabalhadores assim o entenderem
Muito bem, senao muito bem na mesma. Felizmente, existem muitos
Que acreditam nos sindicatos da CGTP, para infelicidade de pessoas
Como o “visitante”

>
>Qualquer “bicho careta” sabe que o sindicalismo deve
>ser uma escola de educação dos interesses de classe e
>dos direitos de cidadania, capaz de fazer compreender
>divergências pessoais e sectoriais e de melhorar a
>participação social; que a actividade sindical tem de
>ser diária, contínua e profissional, exemplo do melhor
>que os trabalhadores são capazes de fazer; que é alvo
>de muitas incompreensões dos próprios trabalhadores e
>de ataques sem quartel do patronato, dos seus
>servidores e dos partidos que o servem e do Estado do
>capital, e, por isso, permanentemente cheia de
>escolhos; mas sabe também que o sindicalismo é a única
>via capaz de defender os trabalhadores e
>proporcionar-lhes o mínimo da dignidade que lhes é
>devida pela sociedade, se para tanto souber uni-los e
>mantê-los organizados, mobilizados, empenhados e
>disponíveis para o combate quando necessário.
>
>Qualquer “bicho careta” também sabe que se o movimento
>sindical não tem de si próprio esta concepção é uma
>fraude, que não só frustra as expectativas dos
>trabalhadores que nele confiaram, como se torna
>incapaz de organizar e de mobilizar os trabalhadores,
>acabando reduzido à impotência e à insignificância
>social ou integrado como apêndice do sistema e
>servidor dos interesses do capital. Toda a história do
>sindicalismo, no Mundo e, de certa forma, também em
>Portugal até há perto duns trinta anos, fora o período
>negro do fascismo, durante o qual os sindicatos, na
>sua generalidade, foram usurpados aos trabalhadores,
>demonstra que os sindicatos só são genuínos se forem
>organizações mantidas e dirigidas pelos trabalhadores
>e se souberem defender os seus interesses,
>independentemente dos êxitos, maiores ou menores, com
>que o consigam fazer, porque a vida não se compõe
>apenas de vitórias.


Esta visao do visitante, e completamente fraudulenta da realidade,
Como pode ler na noticia do Camarada Carvalho da Silva, onde este aponta
Factos e nao devaneios

>
>O citado texto é ainda interessante porque é
>ilustrativo da errada concepção do sindicalismo que
>tem vigorado no movimento sindical português. Segundo
>ele diz, alguns (os que caluniam os sindicatos e os
>trabalhadores), por “hipocrisia, escamoteiam a verdade
>sobre a acção sindical e até lhes repugna a referência
>a qualquer das inúmeras e fundamentadas propostas e
>trabalhos que os sindicatos fazem, designadamente
>sobre o desenvolvimento, o emprego, a segurança
>social, a saúde, o ensino, a formação profissional, a
>higiene, saúde e segurança no trabalho, a justiça, a
>igualdade, a imigração”. Para demonstrar a
>incapacidade do movimento sindical e a sua errada
>concepção do sindicalismo não é necessário escamotear
>estas verdades sobre o que fez; basta constatar o
>estado de impotência a que chegou, apesar das
>propostas que formulou, e apontar algumas verdades
>sobre o que não fez e deveria ter feito.


O visitante e bastante enviesado nas suas concepcoes pois retira do texto
Aquilo que lhe interessa rejeitando o enquadramento, por isso eu relembro o que vem
Na noticia antes da conclusao que retirou dessa mesma noticia:

“Entretanto, em Portugal, assistimos ao fecho da única siderurgia que
> tínhamos, ao encerramento da Lisnave, ao desaparecimento da metalomecânica
> pesada. E outros sectores fragilizaram-se profundamente, como as pescas, a
> agricultura, a cerâmica, ou o sector alimentar. Em simultâneo,
> desbarataram-se ou foram desviados para fortunas pessoais, milhões e milhões
> oriundos dos fundos comunitários e do Orçamento do Estado.
>
> Tudo isso foi feito em nome da modernidade, caluniando trabalhadores e
> sindicalistas que lutaram contra essas desastrosas opções e que denunciaram
> as razões e as negociatas que suportavam muitos desses processos.
>
> Sejamos claros, podem apresentar-se muitos projectos inovadores e sugestões
> de novas profissões mas, mantendo-se esta cultura, serão raros, embora
> honrosos, os casos que vingam.
>
> Os que agora lançam calúnias sobre os sindicalistas e os trabalhadores
> "privilegiados" (slogan hoje mais aplicado aos trabalhadores da
> Administração Pública, mas que também pretendem aplicar aos do sector
> privado), são os mesmos que foram e são incapazes, por ignorância ou opção
> de classe, de fazerem uma análise séria dos problemas e baterem-se de forma
> empenhada pelo cumprimento da legalidade, da justiça social, da efectiva
> solidariedade e do desenvolvimento do país.
>
> Se o fizessem também saberiam defender uma verdadeira Reforma da
> Administração Pública, cuja essência é de ordem estrutural e organizacional,
> o que implica definição clara de objectivos e criação de uma justa e
> funcional cadeia de responsabilização nos mais diversos sectores,
> valorizando, dignificando e responsabilizando todos os trabalhadores. É essa
> Reforma, feita para assegurar uma relação saudável com os cidadãos, para
> garantir funções e direitos sociais a todos, para apoiar e responsabilizar
> as empresas e a generalidade das organizações da sociedade e para promover
> políticas de desenvolvimento, que o país precisa.”

Nalguns
>sectores, durante muito tempo, as greves, de um ou
>dois dias, quanto muito, eram decretadas à quinta ou à
>sexta-feira, não fosse o diabo tecê-las. Sempre
>apreensivo, por uma razão ou por outra, com o estado
>da “economia nacional”, o sindicalismo vigente usou de
>forma descoordenada o direito à greve, excessiva ou
>extemporaneamente, umas vezes, com muita parcimónia,
>outras vezes, e em boa parte delas de forma pouco
>autónoma, porque subordinada aos interesses tácticos
>do partido político que o controla, o PCP. Talvez por
>essas razões de fundo – o receio de afrontar os
>interesses da “economia nacional”, a ausência de
>perspectiva de greves de longa duração e a
>subordinação à táctica do PCP – o sindicalismo vigente
>nunca instituiu o fundo de greve.

Ca esta a cassette, a subordinacao ao PCP etc…. E interessante
Observar que nao se fala em greves concretas e no seu enquadramento
Para a resolucao dos problemas laborais.

>
>Quanto à imigração, essa, então, nem é bom falar, tão
>grave é a conivência do sindicalismo vigente com a
>despudorada importação de mão-de-obra imigrante,
>clandestina ou legal, que não só limitou o crescimento
>do salário médio durante o boom do fomento cavaquista
>e do período inicial do guterrismo que o prolongou,
>como acabaria por vir a ter um impacto sem precedentes
>na quebra do salário real médio, nas taxas do emprego
>e na capacidade reivindicativa dos trabalhadores
>portugueses.


Este discurso e completamente inconsequente e faz lembrar
Alguem ligado ao PRN, e tao mesquinha e xenofoba que nao merece
Mais comentarios


>Para não me alongar em demasia, que o texto vai longo
>e ainda falta abordar outra vertente, foco apenas ao
>de leve a questão da imprensa sindical (ou, melhor,
>dos meios de comunicação de massas), que o movimento
>sindical vigente descurou completamente, apesar da sua
>reconhecida importância para a educação, a informação,
>a organização e a mobilização dos trabalhadores. Para
>os mais jovens, valerá a pena dizer que no período que
>antecedeu a ditadura militar e o fascismo salazarista
>a central sindical mais representativa possuía um
>jornal diário (A Batalha), com tiragem de alguns
>milhares de exemplares, quando o número de
>trabalhadores activos era bem inferior ao de agora e
>quando a taxa de analfabetismo entre os próprios
>trabalhadores industriais era de longe superior à de
>hoje. Por este exemplo se pode aquilatar do abismo que
>neste campo separa o sindicalismo vigente do
>sindicalismo de outrora.
>
>Porquê o sindicalismo vigente chegou à situação
>actual? E, tendo chegado, porquê os trabalhadores não
>deram ainda um chuto na camarilha que o dirige? Por
>múltiplas razões, certamente; umas, que não são fáceis
>de entender, outras, que também não são fáceis de
>explicar. Este “bicho careta” permite-se avançar
>algumas das que entendeu, que lhe parecem as mais
>importantes.
>
>Primeira delas: o sindicalismo vigente é uma perversão
>do genuíno sindicalismo, porque é um sindicalismo dito
>revolucionário. Não é um sindicalismo revolucionário à
>moda do mais radical anarco-sindicalismo, pretendente
>a actor principal da revolução social, que também teve
>os seus seguidores outrora, mas à moda do sindicalismo
>leninista, na qual os sindicatos são meras correias de
>transmissão do partido comunista, instrumentos de
>educação e de enquadramento das massas, tendo em vista
>a preparação da acção revolucionária e o assalto ao
>poder, em função da qual toda a sua restante acção se
>deve subordinar. No entretanto, o sindicalismo dito
>revolucionário subordina a sua actuação em defesa dos
>interesses dos trabalhadores aos interesses tácticos
>do partido comunista.

Claro o ataque ao PCP ca esta. No entanto e interessante
Salientar que o movimento sindical e unitario e nao PCP.
Ou seja tem pessoas de outros partidos nas estruturas, senao
Estavamos a ver a votacao do PCP mais que triplicaria.

>
>Segunda delas: o sindicalismo vigente concebe o Estado
>como instrumento da própria revolução social. Mais do
>que um instrumento de dominação de uma classe social
>por outra, o sindicalismo vigente tem como modelo a
>concepção leninista (não vou dizer estalinista, para
>não choverem os impropérios) do socialismo e do
>comunismo, isto é, o capitalismo de Estado
>monopolista. Se no socialismo e no comunismo o Estado
>assegura não só a propriedade dos meios de produção
>como todas as funções de previdência, nada mais
>natural que se o Estado, nas sociedades capitalistas,
>as for assegurando também é já meio caminho andado
>para a revolução social. Por esta razão, entre nós,
>após o 25 de Abril, o sindicalismo vigente encarou o
>Estado não como instrumento de dominação dos
>trabalhadores pela burguesia, mas como um Estado que
>já não era uma coisa nem outra, entre o meio cá, o
>capitalismo, e o meio lá, o socialismo, não fossemos
>nós “a caminho do socialismo”, como dizia.
>Lembremo-nos, de entre os discursos do sindicalismo
>vigente, o de então, a defesa das nacionalizações, e o
>de agora, a recuperação capitalista e monopolista,
>ilustrativos do que era nosso e foi recuperado pelos
>outros.

Qual o problema desta concepcao? O problema veio com a contra revolucao,
E neste momento e claro que as estrategias estao a ser redefinidas.

>
>Terceira delas: o sindicalismo vigente é produto duma
>tomada de assalto dos “sindicatos nacionais” pelos
>militantes do PCP. Alguns desses sindicatos, tinham
>sido conquistados por direcções representativas dos
>trabalhadores ainda durante o marcelismo, e
>desenvolviam uma importante acção sindical em prol da
>defesa dos seus interesses, não só dos sindicalizados
>como de todos os trabalhadores dos respectivos
>sectores, para o êxito da qual tiveram, em muitos
>casos, de promover amplos movimentos grevistas e
>outras acções então ilegais, que muito ou pouco
>influenciaram o clima social e político que se vivia,
>coincidente com o aparecimento do Movimento dos
>Capitães e o seu posterior desenvolvimento para
>Movimento das Forças Armadas, que em boa hora
>desencadeou o golpe de Estado militar do 25 de Abril.
>Muitos desses dirigentes sindicais não eram militantes
>do PCP, nem tão pouco dele simpatizantes, ainda que
>uma minoria o fosse, mas era gente empenhada e
>abnegada.
>
>O pessoal que se apoderou dos sindicatos, à custa das
>palavras de ordem de que deveriam ser restituídos aos
>trabalhadores, era em boa parte gente que não
>participara até então na actividade sindical, ou
>participara pouco, alguns saídos das prisões do regime
>por militância no PCP, e cuja acção principal foi
>atrelar os sindicatos aos interesses tácticos do PCP.
>E já então, como depois, a sua preocupação era a
>contenção das reivindicações e a preocupação com a
>economia nacional. Ai de quem fosse um pouco mais
>radical e avançasse com qualquer reivindicação não
>contemplada na supervisão do controleiro: no mínimo,
>era vaiado por fazer o jogo da reacção, em geral, não
>escapava de um arraial de porrada por “ser” provocador
>infiltrado. Corro o risco de ser mal entendido se
>disser que muito daquele pessoal era gente atrasada,
>mais do que um mero delegado sindical com alguma
>experiência, tal como o eram alguns dirigentes
>sindicais dos últimos tempos do marcelismo militantes
>do PCP, que então participavam na formação e nas
>actividades da Intersindical (de onde viria a sair a
>actual CGTP), mas é a recordação que deles guarda este
>“bicho careta”.

O visitante tambem deve ter atencao para falar a verdade, e se conhece
Casos que nos explicite, pois senao esta a falar como sendo o
Dono da verdade e ate agora nao deu um unico facto.

>
>Tomados os sindicatos de assalto, no movimento de
>reorganização que se seguiu, transformando-os em
>sindicatos verticais, os comunistas trataram de
>blindar a sua posse, através de mecanismos
>estatutários diversos, e, à conta de manter um
>movimento sindical unitário (significando deles, sob o
>seu controlo), trataram de reivindicar a unicidade
>sindical na letra da lei. O aparecimento dos
>“sindicatos do frete”, o Movimento Carta Aberta, que
>depois se transformaria na UGT, apoiados pelo PS e
>pelo então PPD, é em grande parte uma reacção ao
>controlo da Intersindical pelo PCP e ao fanatismo e
>sectarismo com que os seus militantes defendiam a
>posse de um osso que ilegitimamente consideravam seu.


Parece-me que escamoteia as ajudas internacionais que a
UGT teve para ser formada. O visitante e perigoso, pois de
Alguma forma tenta fazer uma lavagem ao cerebro dos
Mais jovens que vem a este forum.


>Quarta delas: o sindicalismo vigente, à semelhança do
>partido que o controlo e em consonância com o modelo
>social que defende, é um sindicalismo burocrático,
>hierarquizado e imobilista, que usa e abusa do estudo
>fundamentado como proposta e julga-o suficiente para a
>negociação vitoriosa com o patronato ou com o seu
>Estado; que assenta nos activistas e funcionários e
>não nos trabalhadores das pequenas e das grandes
>empresas; que não estimula a sua iniciativa, e a
>criatividade que dela pode resultar, para fortalecer a
>acção reivindicativa. Sem a força das massas
>trabalhadoras em apoio das suas reivindicações
>concretas, tomando-as como coisa sua e decidindo-se a
>lutar por elas, os sindicatos não têm qualquer força.
>Os sindicatos ou são os trabalhadores organizados ou
>não são nada. O sindicalismo vigente tem medo da
>autonomia das massas, porque teme que elas ousem tomar
>posse de algo que lhes pertence mas de que não
>suspeitam. O sindicalismo vigente é uma tristeza!

Devo lembrar que o sindicalimo vigente que o visitante critica
E o da CGTP nao o da UGT, devo recordar tambem que o visitante
Se esquece de mencionar o que tambem vem noutra noticia que aqui transcrevo: “Ora tal afirmação revela um profundo e talvez natural desconhecimento da
realidade sindical. Desde logo, porque dos 6.562 dirigentes das associações
sindicais do universo da CGTP, são menos de 10% os que exercem o seu cargo a
tempo inteiro. Esquece V. Exª que a própria lei sindical determina limites
máximos para o número de dirigentes a quem é conferido crédito de horas para
o exercício dos cargos sindicais e esquece também os muitos milhares de
delegados sindicais que militam nas empresas e serviços, prestando, em
permanência, o seu trabalho profissional.

E provavelmente desconhece a frequência com que os dirigentes sindicais
participam em plenários e reuniões realizadas nos locais de trabalho e a
amplitude da sua intervenção directa e solidária com as acções
reivindicativas dos trabalhadores quando estes são confrontados, por
exemplo, com problemas de ameaça de despedimento, encerramento de empresas,
não pagamento de salários, violações da lei ou não cumprimento dos seus
direitos contratuais.

Poder-se-á, assim, concluir que a grande maioria dos sindicalistas estão
estreitamente ligados aos seus locais de trabalho e neles exercem a
respectiva profissão, sendo, portanto, errado dizer-se que estes se
desligaram do mundo do trabalho.”

Carta ao Dr. Miguel Sousa Tavares


A minha opiniao e que o visitante e um elemento perigoso, pela forma
Como escreve esquecendo selectivamente o que lhe interessa. E se respondi foi
So com o intuito de evitar tamanha mentira passa-se sem nota.

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Replies:
Subject Author Date
não será muita areia para a tua camineta?tá de chuva 7/07/05 22:46:40
Declaração de interessesVisitante12/07/05 9:31:10


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