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| Subject: Citação dos relatórios do BES saúde | |
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Author: paulo fidalgo |
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Date Posted: 5/02/06 11:53:08 In reply to: Guilherme Statter 's message, "Re: Citação de Marx (Grundrisse) - IV" on 3/02/06 20:26:46 A engª Isabel Vaz, a super guru do capitalismo na saúde em Portugal, do grupo Espírito Santo, afirmou que a razão para o capital bancário na Europa se interessar tanto pela saúde - pela prestação e pelo financiamento - decorre de este ramo de actividade gerar remunerações anuais de mais de 20%, uma das mais elevadas taxaas de remuneração. Esse fenómeno, é recente e durante décadas não deu origem a nenhum movimento de capitais, com a excepção dos EUA, que, como sabemos, tendem a andar mais à frente, no que ao processo histórico diz respeito. A Engª Isabel vai ter dentro de meses o seu novíssimo hospital, na segunda circular; nas torres de Lisboa funciona desde há uns poucos de anos, a grande aposta do BPN, o British Hospital XXI, na zona vai ainda surgir o hospital particular da Caixa Geral; e ali ao pé ainda funciona o velho hospital da Cruz vermelha. Para não falar dos Mellos, com as descobertas Guilherme, tens de admitir que o trabalho da prestação de cuidados de saúde produz directamente mais valia quando ocorre no ambiente destes novíssimos hospitais privados. Segundo me dizem, qualquer destes hospitais está bastante bem dentro dos respectivos grupos. Mas o meu questionamento vai mais longe, quando te pregunto acerca da situação dos médicos do hospital Amadora Sintra, um hospital do SNS, concessionado em gestão privada aos Mellos e à ANF - associação nacional de farmácias. Dizem as más línguas que o rendimento anual do investimento, da exploração por contrato, é da ordem dos dois milhões de contos, por ano. São notícias de corredor, sem fonte credível. Mas se fosse verdade, em que situação se achariam os respectivos produtores, médicos e outros? Achas que continuam a ser trabalhadores improdutivos? Achas que aquela mais valia vem de aonde? Mas prossigo o meu questionamento às tuas citações dos engangelhos de Triers. Com a Drª Maria de Belém iniciou-se um processo de remuneração das prestações por contracto da produção - e não por custo da produção. Nasceu assim o regime remuneratório experimental da clínica geral, o programa especial de recuperação das listas de espera, os centros de responsabilidade integrada, de que o exemplo praticamente isolado é o centro de cirurgia cardíaca do Manuel Antunes em Coimbra. Ooque há de especial nestes programas é que os grupos de trabalho recebem um financiamento a troco de uma dada produção. Podem portanto dispor dos excedentes que geram, administrá-los, embolsá-los, podem de facto ter uma relação de produção baseada numa aporoximação ao valor que geram. Eles de facto «vendem» ao SNS a sua produção mediante um acordo. No caso do centro de coimbra andará à volta dos 1200 contos por cirurgia cardíaca. Assim sendo, estes programas geram ou não geram excedentes do trabalho; geram ou não geram acrescentos em relação ao que seria a remuneração de tipo salarial? Se assim é, só há então uma consequência a extrair, mesmo do ponto de vista da economia política burguesa, estes trabalhadores são trabalhadores produtivos, produzem directamente capital, apontado portanto à sua auto-expansão. Um detalhe que não é de somenos nesta história. Para o burguês, produtivo é o trabalho que produz capital, uma grandeza derivada do valor de troca. Para o operário, produtivo é o trabalho que produz valores de uso, que engrandecem o homem, o lado contrário portanto da contradição. Entre o que era improdutivo e se tronou historicamente produtivo, entre o que era produtivo para o capitalista e o que era para o trabalhador, vão diversas nuances que são fruto da luta social. Se uma dada indústria se torna produtiva, por mutações técnicas ou outras, qual é então a orientação que o movimento dos trabalhadores deve adoptar face à pressão capitalista? Deve ignorar a nova relação de valorização que está em marcha? E quais são os trabalhadores que aceitam acompanhar esse ponto de vista? O ponto de vista de que a indústria agora produtiva deve, por ideologia, manter-se não produtiva? Qual é a hipótese de uma tal orientação ganhar força entre os trabalhadores? [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Fidalgo:estou pasmado! Foram precisos os relatórios do BES saúde para lá chegares? (NT) | Ex-militante(vendo que em dia de descanso o Fidalgo melhora) | 5/02/06 19:48:53 |
| Re: Citação dos relatórios do BES saúde | Guilherme Statter | 5/02/06 20:10:14 |