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| Subject: Re: Porque começámos esta discussão? | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 8/02/06 13:06:28 In reply to: paulo fidalgo 's message, "porque começámos esta discussão?" on 7/02/06 12:36:54 Certo, percebo onde queres chegar... Mas tens certamente consciência que estás a raciocinar em termos de "engenharia social", não em termos de "análise social". São campos diferentes ainda que complememtares e "comuniquem" entre si. Mas comecemos pela "análise". Já vimos que todas as actividades que não acrescentam novo valor à escala do sistema como um todo são actividades classificáveis como "trabalho improdutivo". Aí se incluem as actividades da prestação de serviços de saúde na medida em que estes serviços "se limitam" a manter activa e actuante a "força-de-trabalho". É verdade que se poderia argumentar, em todo o caso, que uma força-de-trabalho "mais saúdável" é uma força-de-trabalho mais produtiva. Logo a prestação de serviços de saúde contribui para o aumento da produtividade societal, logo contribui para também para a criação de uma (ainda que pequena) fracção da criação daquele "novo valor acrescentado". Ou então a lógica é uma batata, como parece que pretendem alguns adeptos da vulgata marxista. Mas adiante. Quando Marx fala da "manutenção das máquinas" até ao seu desgaste final e compara isso com o desgaste da lâmina de uma faca que se vai gastando com o uso (até não haver remédio algum se não deitar aquilo fora e arranjar uma faca nova), imagino eu que estará a raciocinar em termos de abstração geral, de duração média de cada máquina. E nesse caso dos exemplos que ele dá, são simplesmente para clarificar. A exposição que Marx faz desse processo de "desvalorização das máquinas" corresponde a um processo corriqueiro da contabilidade industrial (e comercial e bancária e o que mais quiserem...) da amortização. Todos os Ministérios das Finanças de todos os países têm regras para isso. E é com base nessas regras de amortização de máquinas e equipamentos que também as empresas calculam os seus custos de operação e seus lucros. Mas isso é ao nível visivel dos preços. Na prática todas as empresas (umas mais outras menos) acabam por utilizar as máquinas (e as pessoas...) para além dos tais padrões (ou normas legais) da amortização. Sempre que podem claro! Ou então vendem a outros fabricantes menos "eficientes" ou ainda para sucata e sempre "ganham algum". O ponto onde eu quero aqui chegar é que no meio disso tudo (e é assim em centenas de milhares de empresas em todo o mundo) há também uma permanente produção adicional de mais-valias que assumem múltiplas formas materiais: mais e novos prédios, estradas, edificios públicos, veículos, máquinas diversas, bens de consumo de toda a especie. Por outro lado - e mesmo sem a produção adicional que acima refiro - as empresas pagam impostos (nem sempre...) mas esses impostos são claramente a transformação de uma fatia das mais-valias em dinheiro. Como é desse dinheiro que vem o pagamento dos serviços públicos todos e mais alguns, tens assim que qualquer SNS (ou ensino público, ou...) está efectivamente a ser sustentado por mais-valias anteriormente produzidas. Mas entretanto, também é verdade que muitas das mais-valias nem se transformam de imediato em "bens de consumo" (ficam sob a forma de "poupanças" a alimentar o sector financeiro - banca e seguros, por exemplo) nem regressam à esfera de produção (sob a forma de investimento ou "aquisição de bens de produção"). Correspondem essas mais-valias a um poder de compra temporalmente acrescentado por parte de alguns dos trabalhadores ("produtivos" e "improdutivos"). Disse eu anteriormente que essas mais-valias eram e são muito "escorregadias". Às vezes até se evaporam... É o que acontece, por exemplo, com a Inflação... Outras vezes, ainda por exemplo, essas "mais-valias" como que estacionam "para sempre" (enfim, em rigor é apenas "por muito longos períodos de tempo") na esfera da circulação (sob a forma de seguros de vida ou de seguros de saúde, por exemplo), onde os seus detentores se limitam a trocar dinheiro por dinheiro ou promissórias. A "essência refinada" da esfera da circulação. Mas isso é capaz de ser "areia demais" para algumas camionetas. Nesta ordem de ideias, toda a massa de "mais-valias" que circulam nos sistemas de segurança social, fundos de pensões e etc. constituem uma atraente "massa monetária" à espera de ser açambarcada por capitalistas financeiros que querem essas "mais-valias" de volta. Ou seja, o combate político do pessoal que está nos Serviços Públicos (assim como dos cidadãos em geral) deveria ser no sentido de não só preservar no "sector público" aquilo que para lá foi por via dos tais impostos e descontos das empresas e trabalhadores, mas até aumentar esse "sector público". Garantindo, como é evidente, uma eficaz prestação daqueles Serviços. Mas por agora fico-me por aqui. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Ainda nãpercebeste qe arroz,massa epão tamém servem pramanter viva a força de trabalho? | Ex-militante(atévulgata marxista éareiademaisprátua camineta | 8/02/06 14:46:05 |