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| Subject: porque começámos esta discussão? | |
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Author: paulo fidalgo |
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Date Posted: 7/02/06 12:36:54 In reply to: Guilherme Statter 's message, "Re: produção e consumo" on 5/02/06 14:18:25 Ok eu posso concordar com a tua argumentação; mas a minha ideia ao citar o problema do trabalho produtivo vs não produtivo, era para tentar explicar a resistência à esquerda em relação à passagem da economia estatal a um moddo de valorização. Os argumentos que ouço sistematicamente, nos sindicatos, nos círculos de esquerda, mas igualmente nos gabinetes dos ministérios, são de facto de dois tipos: a economia estatal NÃO, NIET, não pode passar a ambiente de valorização porque isso é imoral. Se olharmos ao argumento do Fernando Redondo, vemos a mesma ideia. É imoral porque as indústrias do Estado não são para "fazer negócio" - como se o negócio não estivesse presente em qualquer actividade industrial. Não fazer negócio prende-se com a ideia que as indústrias do Estado satisfazem prioridades sociais, as quias devem ser servidas com desprendimento e devoção sem procurar retribuições de valor ou acumulação de valor. Este argumento, no meu artigo, chamei de comunismo antecipado; o negócio é recusado porque as pessoas intuitivamente acham que as indústrias do Estado estão obrigatóriamente fora da economia do dinheiro e do fetiche da mercadoria. COmo se estivéssemos por antecipação numa economia comunitária, comunista sem dinheiro a funcionar. Mas o outro argumento é o de que as indústrias do Estado, não produzem bens onde se ganhe dinheiro. Não produzem automóveis, batôns, sapatos de salto alto. Por isso, nelas não faz sentido montar um «negócio». Este argumento não é sequer desalojado, mesmo quando os autores são confrontados com a existência de escolas privadas, universidades privadas, Planos privados de poupança reforma ou clínicas privadas, onde aceitam que nelas funciona a lógica do «negócio». Para os defensores de uma economia do Estado «não produtiva» não compete outra coisa ao Estado senão aquela economia que «não é produtiva», evocando até as ideias de Marx acerca do trabalho produtivo e não produtivo. O meu objectivo é desalojar estes dois perconceitos que travam qualquer tentativa de remodelação económica a sério da economia estatal. Se eles não são objecto de ataque teórico e na luta de ideias, nunca uma reforma séria das indústrias do Estado poderá ver a luyz do dia e nunca a economia do Estado poderá ceder lugar a uma transformação socialista. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Fidalgo:passaste-te?Queres transformar o Estado numa empresa?Não vais munta depressa? (NT) | Ex-militante(vendo qeo F nã percebe que o E sóquer é sacar) | 7/02/06 13:07:09 |
| Re: Porque começámos esta discussão? | Guilherme Statter | 8/02/06 13:06:28 |
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