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| Subject: Jerónimo diz que povo de Cavaco são os banqueiros | |
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Author: Helena Pereira |
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Date Posted: 6/01/06 8:24:11 O PCP chama sessões públicas aos comícios nos sítios onde tem fraca implantação, como São João da Madeira. Apareceram cerca de 200 pessoas, mesmo assim A visita à Carris revelou alguns dos problemas que as empresas públicas enfrentam e ajudou a denunciar casos graves de intimidação de trabalhadores Jerónimo de Sousa centrou ontem as suas críticas em Cavaco Silva, atacando os seus silêncios, a origem "capitalista" dos seus financiamentos de campanha e as privatizações que defendeu quando era primeiro-ministro. Mas também fez tiro ao alvo à comunicação social. "Nós temos muito orgulho em sermos apoiados pelo partido dos trabalhadores. A sua candidatura [de Cavaco] não precisou de intermediários [o PSD e CDS], porque foi directamente à fonte. O povo que tem na cabeça, e que financia a sua campanha, são os grandes grupos económicos e os banqueiros, não são os reformados ou os desempregados", afirmou ontem, num comício improvisado no fim de uma arruada na Rua Morais Soares, em Lisboa. Cavaco vai gastar cerca de quatro milhões de euros na campanha, que diz terem sido fruto de donativo do "povo". As críticas foram também estendidas à comunicação social. "Acho estranho que, muitas vezes, a comunicação social não questione esse candidato sobre o que pensa das afirmações de pessoas do seu núcleo duro, como Ulrich ou Van Zeller, que defendem despedimentos selvagens. O candidato não diz uma palavra sobre isso", insistiu. Já anteontem, em São João da Madeira, tinha chamado "bidon" a Cavaco precisamente por se remeter ao silêncio sobre aquelas questões. Jerónimo insistiu ontem em que acredita poder passar à segunda volta, apesar "das sondagens que querem fazer a cabeça das pessoas e as linhas editoriais que querem fazer de Cavaco Silva o vencedor antecipado". O passeio pela Morais Soares foi animado, com uma banda e dezenas de apoiantes a segui-lo, tendo a PSP estado presente para cortar uma das faixas de trânsito. De manhã, o candidato visitou a Carris, uma empresa pública que considera estar a ser desmontada para ser mais tarde privatizada. Ao contactar com os trabalhadores e os seus representantes, inteirou-se "de um dos casos mais violentos que um trabalhador pode sofrer, que é o de lhe ser recusado o exercício de trabalho" para "empurrar as pessoas a aceitar rescisões de contrato". Exigiu ainda ao Governo que salde a sua dívida à Carris, no quadro das "indemnizações compensatórias" ao sector. Aos jornalistas, Jerónimo de Sousa insurgiu-se ainda contra a "obsessão pelo défice das contas públicas", que, a seu ver, levou à "inevitável estagnação ou até recessão" da economia portuguesa, denunciada ontem pela revisão em baixa do crescimento da economia para 2006 feita pelo governador do Banco de Portugal. Sobre a polémica em torno dos encargos da segurança social decorrentes da transferência de fundos de pensões de empresas públicas em 2003 e 2004 para a Caixa Geral de Aposentações afirmou que "o Governo de então e a ministra das Finanças [Manuela Ferreira Leite] fizeram uma opção de deitar a mão a uma solução de recurso e depois "quem viesse atrás que fechasse a porta"". "Esta questão dos fundos de pensões tem o objectivo, numa perspectiva de privatização, de ver a empresa liberta destes encargos", acusou o candidato comunista, considerando que, com esta solução, "é sempre a Segurança Social a arcar com a responsabilidade em relação ao futuro". [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |