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Subject: O tempo contra a direita


Author:
Ruben de Carvalho, DN, 07/01/06
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Date Posted: 7/01/06 9:22:52
In reply to: Helena Pereira 's message, "Jerónimo diz que povo de Cavaco são os banqueiros" on 6/01/06 8:24:11

O tempo contra a direita

Ruben de Carvalho, DN, 07/01/06

Na política, em geral e a curto prazo, o factor tempo joga a favor da direita. Em períodos não muito longos, sem convulsões rápidas e profundas, a ideia feita, o padrão ideológico ou normativo dominante, acaba a prevalecer.

O "isto é sempre a mesma coisa", o "não vale a pena", "são todos iguais", "as coisas são como são" tantas outras expressões de conformismo revelam que, na dúvida, face à opção, enfrentando a dúvida, o que vem do dominante passado, do padrão ancestral, tende a prevalecer, a oferecer um refúgio cómodo e irresponsabilizante.

As presentes eleições presidenciais estarão, neste aspecto, a introduzir uma curiosa diferença. Cavaco Silva, o candidato da direita, arrancava à partida, por definição, com este capital político-ideológico favorável; por outro lado, por tal motivo e por idiossincrasias e características do próprio candidato (a sua pobre imagem, falta de empatia, discurso baço, etc.), tornou- -se evidente que a estratégia eleitoral adoptada era a do silêncio.

Ausência de propostas, neutralidade, perfil transparente através do qual pudessem intuir-se os fantasmas de um autoritarismo conservador, um tecnocratismo de "eficácia".

Para tudo isto, manifestamente, a campanha começou cedo de mais.

O problema é que, inevitavelmente, pese as limitações impostas aos debates eleitorais (note-se a questão das presenças televisivas), pese a projectada austeridade de campanha, o problema é que Cavaco tem sido obrigado a falar. A estar. A mostrar-se. A comentar. A responder. E as coisas acabam a parecer o que são…

Como Vital Moreira assinalava certeiramente (vai não vai, acontece-lhe…), Cavaco quer, de facto, ser um Presidente "treinador", não um presidente "árbitro"… E já explicou às suas subscritoras e endinheiradas audiências que, com ele em Belém, o palácio terá mais brilho…

Já deu para perceber que o problema não é "as coisas serem o que são" é "as coisas passarem a ser o que eram"…

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Replies:
Subject Author Date
OFFSIDEAlfredo Carreira 7/01/06 9:30:44
Aprender a liberdadeRuben de Carvalho, DN, 08/01/06 8/01/06 9:05:09


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