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| Subject: Evocações | |
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Author: André Levy |
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Date Posted: 9/01/06 14:00:57 In reply to: Visitante Cínico (e numa de brincadeira...) 's message, "Pois... Até porque a memória daqueles lutadores anti-fascistas é propriedade "privada" do PCP..." on 9/01/06 9:39:42 Evocações Esta (pre-)campanha tem tido várias demonstrações de oportunismo marcado. Já vários candidatos evocaram pessoas e referências estranhas à sua habitual esfera política. Ora obviamente nem ninguem nem nenhum partido tem usufruto exclusivo de referências culturais. O Cavaco tem todo o direito a ir ao Barreiro e aí cantar A Internacional de punho no ar, se assim entender. Mas todos comprenderão que o faria não por sentir com paixão os seus versos, nem pela sua ligação ao movimento operário, nem por entender incutir o espírito de "não mais deveres sem direitos, não mais direitos sem deveres", mas unicamente para poder apelar a um sector de eleitorado que de outra forma lhe seria menos acessível. Daí que seja apropriada a crítica de oportunismo quando Cavaco fez uso da Grândola, Vila Morena. Não porque ele não possa cantá-la, obviamente, mas porque ele não a pode cantar naturalmente. É como um fato que não lhe serve. Outro episódio de oportunismo, como já notado aquí neste blog, foi quando Francisco Louça na sua declaração final no debate com Jerónimo de Sousa, evoca a memória de João Amaral e Lino de Carvalho, com quem diz ter aprendido muito na Assembleia da República. Sem querer aquí repetir o que foi dito anteriormente, aproveito para lembrar umas palavras do Lino de Carvalho, para as quais um amigo me chamou recentemente à atenção. Dizia o deputado na sua intervenção de 29 de Março de 2000, no âmbito da discussão da Lei de Bases da Segurança Social: "Quanto ao projecto do Bloco de Esquerda, tem duas componentes bastante diferenciadas: dois terços é cópia, decalcada, do Projecto de Lei do PCP, como aliás o próprio Bloco assume na sua exposição de motivos". É caso para dizer que FL terá de facto aprendido mesmo bastante com Lino de Carvalho, tanto que a sua proposta presidencial para a Segurança Social ainda vai beber muito à proposta do PCP. Por fim temos este caso mais recente de Manuel Alegre a evocar o nome de Álvaro Cunhal, e depois a ripostar à crítica de oportunismo, com este joia "Conheci Álvaro Cunhal antes do 25 de Abril. Até vivi na casa dele. O Jerónimo só o conheceu depois". Só faltava dizer que o conheceu melhor, que é ideologicamente mais perto de Cunhal que o Jerónimo, e que tomaram banho juntos sob o luar mirando-se olhos nos olhos. Mais uma vez, não está em causa do direito de evocar o nome de Cunhal, mas o facto de ao o fazer Alegre está a pintar afiliações que não são genuínas. Claro que tb Alegre foi combatente anti-fascista. Se ele quer puxar dos galões desse passado, que tal organizar um evento com os ex-combatentes anti-fascistas e recolher os seus apoios. Talvez porque os antifascistas organizados e empenhados, que ainda podem fazer uso da sua voz, e não se deixam manipular, deram o seu apoio ao Jerónimo. (André Levy, Blog maislivre) [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
| Subject | Author | Date |
| Dizia então o Lino, na Assembleia da República... | Margarida | 9/01/06 23:40:57 |
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