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Subject: Re: Para Alegre pelos vistos vale tudo


Author:
A Direcção do Partido Comunista Português
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Date Posted: 10/01/06 12:19:59
In reply to: Filipe Diniz 's message, "Para Alegre pelos vistos vale tudo" on 9/01/06 14:12:14

A Direcção do Partido Comunista Português
Fez transmitir pela Rádio Portugal Livre
No dia 11 de Setembro a seguinte nota.

1. Em princípios de Setembro, dois membros da Junta da FPLN, com sede em Argel (Fernando Piteira Santos e Manuel Alegre), aproveitando a ausência dos dois outros membros da Junta (Manuel Sertório e Pedro Soares) e o condicionalismo político local fizeram uma reunião e declararam tomar conta dos meios materiais de propaganda e dos recursos financeiros da FPLN. Trata-se de um golpe de aventureiros, de uma tentativa de apropriação indevida da sigla FPLN e de meios de trabalho que foram obtidos apenas porque a JRP (FPLN) era uma emanação do movimento antifascista e anticolonialista português.

Qualquer que seja o seu resultado imediato no plano local, esta manobra, caracterizada pela extrema deslealdade e desonestidade de processos, está, no plano político, condenada ao fracasso.

2. Estes dois indivíduos, procurando legitimar o seu golpe, dizem ter feito “uma consulta aos militantes do interior” (?!) que teriam aprovado a sua iniciativa, Numa carta sem assinatura nem data dirigida à Direcção do Partido Comunista Português escrevem que estiveram na Argélia “enviados do interior representativos de sectores vários – católicos, CDE e militantes comunistas”.

Estas afirmações constituem uma escroqueria política. No que se refere a comunistas, o Partido Comunista Português desmente categoricamente tais afirmações. Quanto às outras forças e sectores citados não é necessário o desmentido do PCP. O ataque destrutivo à actividade e à própria existência da CDE tem sido a posição constante e conhecida destes dois elementos.

Nenhum sector político responsável em Portugal está comprometido nesta manobra de divisão e diversão, objectivamente provocatória.

3. Num documento enviado a várias pessoas, esses dois elementos tornam explícito que pretendem apossar-se de meios de trabalho e de recursos que lhes não pertencem, tendo como objectivo o que chamam “a criação de uma nova aliança revolucionária” e de “uma estratégia revolucionária”.

Se acaso (por razões completamente estranhas à opinião e à decisão das forças antifascistas e anticolonialistas em Portugal) elementos irresponsáveis conseguissem apropriar-se dos meios de trabalho e recursos da FPLN, não restem dúvidas de que os utilizariam contra o movimento antifascista e anticolonialista em Portugal, procurando esconder a sua acção de diversão e divisão, a sua desligação da luta do povo português e a sua incapacidade operativa, por detraz dum exaltado palavreado pseudo-revolucionário.

De momento, tomam como centro da sua manobra ataques ao Partido Comunista Português. A plataforma com que procuram atrair elementos dispersos e desclassificados é o anticomunismo. Mas eles tomam ao mesmo tempo uma atitude completamente negativa em relação a todas as forças e sectores antifascistas e anticolonialistas que representam alguma coisa de sério em Portugal.

No plano internacional, em vez da popularização da luta do nosso povo e do esforço para desenvolver a solidariedade a essa luta, não fariam (como já hoje fazem) senão denegrir aqueles que lutam em Portugal nas condições da repressão fascista, insistindo em apresentar-se eles, na emigração, como os únicos verdadeiros “revolucionários”.

É por demais evidente que, divorciados das forças democráticas portuguesas e desde o seu golpe, eles não representando qualquer organização, pretendem, não servir a luta do nosso povo, mas servir-se desta para as suas ambições pessoais.

As suas actividades receberão o merecido repúdio das forças antifascistas e anticolonialistas portuguesas.

4. O Partido Comunista Português informa que, desde o dia 8 de Setembro, tudo quanto tem sido e venha a ser feito a partir de Argel em nome da FPLN não tem a aprovação nem a participação do Partido Comunista Português e representa um uso abusivo da sigla FPLN.

5. O Partido Comunista Português manterá as forças antifascistas e o povo de Portugal informados da evolução da situação da JRP (FPLN) em Argel.

Setembro de 1970

(fac-simile no Blogue Mais Livre)

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