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| Subject: Jerónimo ouve queixas de pescadores em Matosinhos | |
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Author: Lusa |
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Date Posted: 12/01/06 12:38:24 In reply to: Margarida 's message, "O QUE É QUE PODE MUDAR OS DADOS QUE ESTÃO NO AR?" on 7/01/06 14:47:38 Jerónimo ouve queixas de pescadores em Matosinhos O candidato presidencial Jerónimo de Sousa visitou quarta-feira à noite o porto de pesca de Matosinhos para ouvir as queixas dos pescadores e deixar um alerta sobre a necessidade de investir na produção nacional. À hora em que as traineiras começaram a sair para o mar, cerca das 23:00, Jerónimo de Sousa falou com os que ficaram em terra, ouvindo sobretudo queixas de falta de apoios do Governo para compensar o preço do combustível, «como fazem os espanhóis». O candidato criticou os seus adversários por «não falarem» das pescas portuguesas nem da necessidade de apostar na produção nacional. «Preocupa-me muito ver que nenhum dos candidatos fala na necessidade da defesa do aparelho produtivo, da produção nacional», afirmou. «É preciso modernização, requalificação, inovação, mas a partir do que temos e não da destruição, como neste caso em concreto», disse. A buzina da traineira soou e Jerónimo de Sousa aproveitou a deixa: «Entendam esta iniciativa no quadro das presidenciais como uma sirene lamentosa que exige a defesa do nosso aparelho produtivo e da nossa produção nacional como condição para o crescimento e desenvolvimento», afirmou. «Os espanhóis tem investido na modernização da frota pesqueira, em Portugal paga-se para abate e depois vêm dizer que existe um défice agro-alimentar, principalmente nas pescas», criticou. «Assim as nossas pescas não terão futuro e não é por falta de peixe», disse, lembrando que «desde a adesão à União Europeia metade da frota pesqueira foi abatida» e os «pescadores que restam conhecem hoje dificuldades tremendas». Um dos pescadores de «arrasto», José Pereira, contou que na semana passada o ganho com o pescado não compensou os gastos, sobretudo por causa do elevado preço do gasóleo. «Hoje vá lá escapou, mas na sexta-feira fizemos 120 contos e tivemos um gasto de gasóleo 300 contos. Na segunda-feira fizemos 200 para um gasto de gasóleo de 300 Não é preciso ir a Coimbra para ver que não tem havido lucros», disse. Questionado pelo candidato presidencial, o pescador apontou os principais obstáculos com que se depara no dia-a-dia. «O preço do gasóleo é o principal problema. Mas há outras coisas, as ferragens, os flutuadores, o óleo, tem tudo encarecido. E é o baixo preço dos peixes azuis, o preço do carapau anda ao nível que tinha há vinte anos porque com a evolução da sociedade o pessoal hoje come é lasanhas e outras coisas», explicou. Diário Digital / Lusa 12-01-2006 1:09:00 [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |