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Subject: Sócrates promete manter rumo e lembra que PR "não governa"


Author:
Lusa
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Date Posted: 31/12/05 14:49:11
In reply to: Marco 's message, "Poderes Presidenciais - Competências definidas na Constituição" on 31/12/05 9:39:46

Presidenciais: Sócrates promete manter rumo e lembra que PR "não governa"


Lisboa, 31 Dez (Lusa) - José Sócrates garantiu que manterá a política do Governo independentemente do vencedor das presidenciais, porque o Presidente "não governa", e destacou a "sabedoria política" de Mário Soares para justificar a sua escolha como candidato do PS.

"Fiz a escolha que achei mais adequada para o País. Mário Soares foi um Presidente que soube ouvir o povo e tem grande prestígio internacional. São essas as qualidades principais de um Presidente", afirmou o primeiro-ministro e secretário-geral do PS em entrevista ao Correio da Manhã (CM), divulgada hoje numa edição especial dedicada a 2005.

"Um Presidente da República não governa. Isso compete ao Governo", sublinhou.

Na entrevista de seis páginas, realizada antes de partir de férias para a Suíça, de onde regressou entretanto, José Sócrates assegura que o resultado das eleições de 22 de Janeiro não alterará o rumo do Governo, nem levará a uma remodelação do executivo.

"O Governo tem um caminho, tem a sua legitimidade e começou a executar a estratégia logo que foi eleito. (Ó) Alguns disseram que isso nos ia prejudicar nas autárquicas. Isso não nos paralisou. Nem as autárquicas, nem as presidenciais nos farão desviar do nosso caminho", garantiu.

José Sócrates admitiu ao CM que a candidatura do dirigente socialista Manuel Alegre "não é uma nota positiva" para o partido de que é secretário-geral.

"A sua candidatura não ajuda o PS naturalmente", reconheceu, escusando-se a fazer comentários sobre se Manuel Alegre tem condições para se manter no partido depois das eleições presidenciais.

"O PS só tem um candidato. O outro [Manuel Alegre] não é candidato do PS. Ele candidatou-se depois do PS ter decidido apoiar Mário Soares. Acho que isso não terá reflexos na vida do PS. Mas não há dúvida de que isso não é uma nota positiva", afirmou.

Questionado sobre se uma votação de Manuel Alegre acima dos 10 por cento vai trazer problemas ao PS, o secretário-geral socialista respondeu que "o partido fez a sua escolha" e que "as pessoas são livres para se candidatarem".

"Ninguém fica zangado por causa disso", referiu, salientando não ver "nenhum problema com consequências para o PS" a possibilidade de um candidato da ala esquerda do partido ganhar um peso eleitoral específico nas presidenciais.

"O PS, apesar de ter visto candidatar-se, contra a vontade do partido, alguém que até já foi candidato a líder, tem-se comportado com uma total unidade. Os dirigentes do PS têm apoiado Mário Soares e tem sido um gosto vê-lo em campanha", afirmou.

Sobre a sua participação na campanha de Mário Soares, José Sócrates diz que vai fazer "aquilo que compete a um líder político, que é lutar pelo seu candidato", "sem nenhum calculismo político".

"Quanto eu mais sentir que Mário Soares necessita de ajuda, mais eu o ajudarei, porque essa é a minha vontade", sublinhou, acrescentando, no entanto, considerar que o candidato do PS "não precisa dessa ajuda", porque "é uma força da natureza".

Ao CM, José Sócrates manifesta-se convicto de que Mário Soares "irá à segunda volta para ter então o duelo que se espera" com Cavaco Silva.

Questionado sobre a previsível coabitação em caso de vitória de Cavaco Silva, José Sócrates recusou-se a comentar cenários, enfatizando que Mário Soares é o seu candidato.

"Neste momento, apenas encaro a vitória de Mário Soares", sublinhou.

"A Democracia portuguesa é muito mais madura do que alguns estouvados com uma visão apenas oportunística da política pretendem", respondeu Sócrates à pergunta sobre se haverá instabilidade institucional se Soares perder para Cavaco.

Sobre os elogios de Cavaco Silva à política do Governo, o primeiro-ministro atribuiu-os à campanha em curso.

"O comportamento dos outros candidatos tem a ver com aquilo que é uma campanha eleitoral. Limito-me a defender o meu candidato", afirmou.

Apesar de afirmar que "ficaria muito contente se Mário Soares ganhasse" as presidenciais, José Sócrates confessa que o seu maior desejo para 2006 é que a economia recupere.

"Sinto que o País está com vontade de resolver os problemas", afirmou Sócrates ao CM, prometendo que o Governo "não desistirá" de defender o interesse geral, apesar dos "interesses das corporações".

Na entrevista, Sócrates destacou o acordo sobre as perspectivas financeiras da União Europeia para 2007-2013 como o momento mais significativo para Portugal do ano que termina hoje.

Como prioridades para o futuro, enunciou o défice do Estado, o relançamento do investimento e da confiança e a resposta aos "défices estruturais" - fundamentalmente, a qualificação - que "condicionam o desenvolvimento" e fomentam o atraso de Portugal.

"Estes são os três grandes problemas, mas o grande desafio é resolvê-los a todos ao mesmo tempo. Não se pode dar prioridade a apenas um", afirmou, sublinhando que "esse erro foi cometido quando se isolou o défice".

"Esse foi o erro de Manuel Ferreira Leite", acrescentou, aludindo à ministra das Finanças do executivo PSD/CDS-PP liderado por Durão Barroso.

PNG.

Lusa/Fim

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