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| Subject: Herança cavaquista | |
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Author: Manuela Ferreira Leite |
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Date Posted: 5/11/05 20:23:32 OS PERÍODOS de campanha eleitoral deviam servir para esclarecer os cidadãos sobre as matérias essenciais à sua decisão, mas a prática mostra que o que se passa é contrário a esta elementar norma democrática. Alguns candidatos, na ânsia de denegrir a imagem dos adversários, utilizam todos os argumentos que julgam poder impressionar os eleitores, mesmo que aqueles não tenham qualquer adesão à realidade. Nesta linha de actuação, verifico que na campanha presidencial, os adversários do prof. Cavaco Silva decidiram eleger como arma de arremesso o resultado da sua acção governativa, como se isso não constituísse uma preciosa mais-valia do seu currículo. Pelo contrário, considero que o período 1985-1995 foi um período de ouro da nossa história económica dos últimos 30 anos. Onde estaria o país se a evolução verificada naquele período se tivesse repetido na década seguinte! No entanto, como não pretendo ser acusada de fazer análises enviesadas, limito-me a citar algumas estatísticas, sem comentários, porque a frieza dos números tem a vantagem de eliminar o calor da luta política. - O crescimento médio anual do PIB no período de 1985-1995 foi de 4%. Só em 1992/93, durante a maior crise económica da Europa depois da II Guerra Mundial, se verificou uma queda de 0,7%, resultado ainda assim melhor que a média da União Europeia. Nesta crise, o desemprego subiu para 7%, em Espanha para 24%, na Irlanda para 14% e em França para 12%; - A inflação média era em 1985 de 20% e em 1995 de 4,1%; - O nível de desenvolvimento do país em relação à Europa dos 15 era de 55% em 1985 e de 66% em 1995. O défice total do sector público, sem juros, era de 2,2% do PIB e em 1995 existia um superávit de 0,6% do PIB; - Entre 1986-1996, a quota de mercado das exportações portuguesas aumentou 45%; - A taxa de juro do crédito à habitação passou de 28% em 1985 para 12% em 1995; - Os salários cresceram, em termos reais, a uma taxa média anual de 2,5%, a pensão mínima 8,5% e a social 5,6%; - A mortalidade infantil era de 17,8% em 1985 e de 7,9% em 1995; - A escolaridade obrigatória passou de 6 para 9 anos e o número de alunos do ensino superior de 100 mil para 300 mil; - No relatório da OCDE sobre Portugal de 1991, pode ler-se: «Portugal combinou nos anos recentes um impressionante desempenho em matéria de crescimento da produção e criação de emprego, com um notável processo em matéria de ajustamento estrutural e reforma institucional». Os números citados, publicados por organizações internacionais, pelo Banco de Portugal ou pelo INE, são objectivos, não podem ser negados e só são susceptíveis de uma leitura. Estes exemplos suscitam-me um único comentário. A credibilidade dos políticos passa pela discussão de ideias, pela objectividade e pelo rigor dos argumentos. Factos são factos. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |