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| Subject: Presidenciais: Jerónimo não imagina Cavaco a jurar Constituição económica | |
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Author: Lusa |
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Date Posted: 4/12/05 18:09:03 In reply to: Ruben de Carvalho, DN, 03/12/05 's message, "Catarina e os cronistas (I)" on 3/12/05 10:31:17 Presidenciais: Jerónimo não imagina Cavaco a jurar Constituição económica Aveiro, 04 Dez (Lusa) - Jerónimo Sousa disse hoje em Aveiro que Cavaco Silva, se for eleito, não pode jurar fazer cumprir a Constituição porque esta impõe uma democracia social e económica, com a participação dos trabalhadores, que os seus governos desrespeitaram. "A Constituição não é neutra: é do lado dos trabalhadores. Inscreve no capítulo dos Direitos, Liberdades e Garantias o direito ao trabalho e à segurança no emprego e o Presidente da República tem de assumir, ao jurar defender, cumprir e fazer cumprir a Constituição, que esses direitos devem ser respeitados. Se o candidato da direita fizesse essa jura, ou renegava o passado ou não estaria a ser sincero", declarou. O candidato à Presidência da República apoiado pelo PCP lembrou que foi Cavaco Silva "o pai" do primeiro pacote laboral e afirmou-se desiludido por o PS não corrigir a "malfeitoria" do Código do Trabalho aprovado pela direita, não poupando críticas também ao actual Chefe de Estado por o promulgar "de forma inaceitável". Num almoço com apoiantes em Aveiro, Jerónimo Sousa procurou afirmar a diferença entre a sua e as demais candidaturas, por defender "uma ruptura democrática de esquerda" com a situação a que "o bloco central dos interesses conduziu o país, com as grandes empresas e bancos a terem cada vez mais lucros enquanto os trabalhadores só ouvem falar de crise", conforme introdução ao tema feita pelo seu mandatário distrital, Fausto Neves. Jerónimo Sousa salientou que a ruptura que preconiza tem enquadramento constitucional porque a Constituição saída do 25 de Abril impõe não apenas a democracia política, mas também uma democracia económica e social que "está longe de ser cumprida". "Tem havido muitos equívocos sobre o papel do Presidente da República durante a pré-campanha e todos os outros candidatos procuram dar a ideia de colaborar com o governo nas grandes questões económicas, quando cabe, sobretudo, fazer cumprir a Constituição, que não define apenas a democracia política: também define a democracia económica e social, é anti-monopolista, anti-latifundiária, privilegia os pequenos e médios empresários e procura realizar a economia virada para o Homem e para os trabalhadores. Impõe a subordinação do poder económico ao poder político", disse. Para Jerónimo Sousa, esse comando constitucional está longe de ser realizado, face "à arrogância dos grandes grupos que reclamam as privatizações de sectores-chave e colocam gente sua como ministros". MSO. Lusa/Fim [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |
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| Presidenciais: Jerónimo responsabiliza Sócrates por desentendimento à esquerda | Lusa | 4/12/05 18:14:22 |