Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your
contribution is not tax-deductible.)
PayPal Acct:
Feedback:
Donate to VoyForums (PayPal):
| 21/05/26 13:13:33 | [ Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 1, 2, 3, 4, 5, [6], 7, 8 ] |
| Subject: Numeracia, precisa-se | |
|
Author: PM |
[
Next Thread |
Previous Thread |
Next Message |
Previous Message
]
Date Posted: 27/11/05 23:17:40 In reply to: Nuno Sá lourenço 's message, "Por que dão as sondagens resultados tão diferentes?" on 27/11/05 22:58:37 As primeiras páginas do Público e do Diário de Notícias de hoje, assim como os noticiários da TSF sobre as sondagens presidenciais, constituem magníficos exemplos da forma como os resultados de sondagens NÃO devem ser divulgados, e terão lançado, de forma totalmente evitável, uma enorme confusão entre a opinião pública. O Público coloca na primeira página o título Cavaco aumenta vantagem para vitória à primeira. Já o DN coloca na primeira página o título Cavaco Silva mais longe da vitória à primeira volta. Confusos? Não precisam de estar. Vamos por partes. O Público devia, desde logo, ter evitado falar de "aumento de vantagem". Por alguma razão, na documentação que recebeu do Centro de Sondagens da Católica, os resultados da sondagem hoje divulgada não foram comparados com os resultados da sondagem de Setembro. Porquê? Porque nessa sondagem, Alegre nem sequer era ainda candidato, e Cavaco ainda não tinha oficializado a sua candidatura. Os resultados da sondagem de hoje e da sondagem de Setembro não são directamente comparáveis. Falar de "aumento de vantagem" em relação a uma sondagem em que o menu de candidatos nem sequer era o mesmo é, no mínimo, insensato. Contudo, o que se passou no DN e na TSF hoje foi bastante mais grave. Fala-se na notícia do facto de Cavaco Silva ter perdido terreno (de 48,8% para 44%), o que já me parece correcto, dado que se toma como referência uma sondagem da Marktest do mês passado onde todas as candidaturas já eram contempladas. Contudo, toda a cobertura da sondagem por parte do DN e da TSF se orienta para a ideia de que, com este resultado, Cavaco Silva ficou mais longe de ultrapassar a barreira de 50% que lhe daria a vitória à primeira volta. Mais: à hora que escrevi isto, decorria um "Fórum TSF" cujo tema, cito de cor, é o seguinte disparate: "Será que o vencedor das presidenciais é uma incógnita, como sugere a sondagem DN/TSF/Marktest de hoje, ou que a vitória de Cavaco Silva é uma certeza, como sugere outra sondagem divulgada hoje" Já nem falo do absurdo que constitui dizer-se que uma qualquer sondagem, sejam quais forem os seus resultados, dá certezas seja do que for sobre eleições que vão ter lugar daqui a dois meses. Mas o pior é isto: estão a comparar-se coisas totalmente incomparáveis. Os resultados divulgados na primeira página do Público apresentam os resultados da sondagem como se fossem resultados de eleições, excluindo indecisos, abstencionistas e votos brancos e nulos, única maneira de se dizer se as intenções válidas de voto em Cavaco Silva estarão, neste momento, acima dos 50%. Mas os resultados da sondagem divulgada no DN e na TSF estão a ser tratados como se pudessem ser comparados como resultados de eleições e com os resultados da Católica, quando não podem, porque são calculados em relação a uma base que inclui abstencionistas, votos em branco e respostas "não sabe/não responde". [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |