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Subject: Re: Federalismo... tentativa de esclarecimento


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Date Posted: 16/10/06 18:38:25
In reply to: Guilherme Statter 's message, "Federalismo... tentativa de esclarecimento" on 4/10/06 23:23:53

R. Bem se assim é, uma vez mais lhe peço que me desculpe.
Mas não foi o senhor que disse ser “ militante/ radical” do tal federalismo?
E como para mim alguém que é “militante/radical” de qualquer ideia ou causa tem por essa causa ou ideia uma certa e determinada obsessão, obsessão essa que muita das vezes leva ao abandono da própria “ideia/causa” de que se era militante/radical, ou não será assim!

Passando a um possível esclarecimento, a minha posição a esse respeito poderá resumir-se em alguns pontos fundamentais:

1. Considero que é importante (se não mesmo essencial) para o futuro próximo e remoto da Humanidade que haja algum equilíbrio na distribuição do poder à escala mundial

R: Equilíbrio do poder à escala Mundial, bem isso é o que todos desejamos!

E consequente controlo dos recursos naturais (e já agora humanos) à face do planeta.

R: Mas controle dos recursos por quem? – Pelos Povos que os detêm ou pelas potências que resultam desse tal equilíbrio mundial?

É nisso que eu penso quando defendo a ideia de um sistema mundial poli-cêntrico, em vez do actual "sistema-mundo" hierarquizado e com predomínio ou hegemonia dos EUA.
2. Para que haja esse equilíbrio (e consequente re-distribuição do poder político à escala mundial)
parece-me que uma das vias seria a construção de uma União Europeia autónoma e simplesmente separada dos EUA.

Não necessariamente "contra" (como algumas vozes da Direita dizem que é o que se pretende...), mas com voz política independente (diplomacia e forças armadas próprias) e, claro (!) sem a estória da NATO... Que é, como se sabe, o instrumento de domínio – sobre a Europa – por parte dos EUA.

R: Mas, o que o senhor esta e defender embora não o queira admitir ou não tenha consciência: é pura e simplesmente a destruição da actual, U.E.
E nisto a direita tem razão, o meu amigo esta contra os EUA e contra a actual U.E.
O senhor pensa que a direita, (quero esclarecer que o meu conceito de direita engloba não só os tradicionais partidos ou grupos da chamada direita tradicional como todos os grupos ou partidos que têm uma politica de direita como por exemplo o partido que esta actualmente no poder no nosso país!) Alguma vez estaria de acordo com o federalismo na Europa se esse federalismo englobasse a que o senhor defende?

3. A China (certamente) mas também a Rússia (e a Índia e o Brasil...) virão muito naturalmente a constituir-se em outros pólos de poder.

R: Eu penso que já o são!
Simplesmente esperam que o Búfalo caía de esgotamento, ou mesmo de morte súbita.
E olhe que não deve demorar muito!

Entre tanto, nenhum dos países da actual União Europeia tem hoje a massa crítica necessária e suficiente (em termos de produção agro-industrial e demografia) para isoladamente se constituir num equivalente centro de poder.
Há quem reconheça esse facto mas que se limite dizer "E depois?...".

R: Eu digo o mesmo: E depois? Qual é o problema? A Europa nunca foi a China ou a Índia ou ainda a Rússia ou os EUA, no entanto em determinados períodos da história foi aqui na Europa ou melhor em alguns países europeus e com os seus Povos que se decidiram para o bem e para o mal o futuro da Humanidade. E quando os Países da Europa foram mais fecundos foi nos períodos de tempo onde não existiam ideias de federações e outros projectos que levaram sempre ás guerras e a destruição da Europa ou seja quando a Europa não era exemplo para ninguém!


Para esses observadores a Europa estaria "destinada" a ser uma espécie de "reserva cultural, ética, científica" (e etc...) do sistema mundial, sem ter necessariamente que "intervir na condução da sua governação". Uma espécie de "eurocentrismo" radicalmente ao contrário.

R: Para o meu amigo a Europa só poderá ter uma voz no Mundo se tiver uma Politica externa única, um poder politico e militar único para assim impor a sua vontade ou melhor a vontade de quem estiver o poder dessa tal Europa!
-Olhe que este filme já passou há muito nos ecrãs dos povos Europeus e o resultado não foi muito animador!


4. Se perspectivarmos toda esta problemática (da distribuição do poder político e da organização do "Estado" (à escala mundial) desde uma perspectiva da luta de classes,

classes trabalhadoras (num sentido lato) se podem vir a apoderar dos diversos aparelhos de Estado.

R:O senhor ainda não chegou ao primeiro lance da escada e já esta a falar como esteve-se no 2º andar do edifício?!

Então a questão que a seguir se põe é saber como é que as
A esse respeito haverá os que acreditam que as classes trabalhadoras já estão no poder na China. E de certa maneira já partilham o poder na Índia.
Mas por mim, quando considero a situação social, cultural, institucional e económica, assim com as relações de força, nos diversos "centros de poder" (tais como o Japão, os países do directório ("de facto"... ainda que não "de jure") da UE) - todos eles subordinados à hegemonia dos EUA - ou ainda (e mesmo que a muito contragosto) a Rússia, sou levado a chegar à conclusão que de todos estes "centros de poder" aquele que é menos difícil de conquistar (por parte das classes trabalhadoras) será a União Europeia.

R: O Outro também dizia que seria na Inglaterra, e afinal foi na Rússia e China e por ai fora.- Bem nestas coisas eu costumo a dizer que o futuro aos Povos pertence!

Só que terá que ser mais forte e diferente do que é hoje. Por outras palavras, uma "federação".
5. Assim sendo, poderá considerar que o "meu" federalismo é de tipo meramente instrumental e "apenas" uma etapa na luta de classes à escala mundial.

R: Bem aqui o senhor propõe apanhar as canas antes de deitar o fogo… ou não será?

No mais curto prazo, uma maior integração da União Europeia tendo os perigos da sua "total submissão” aos EUA, tem também as possíveis vantagens da possível criação de um Estado federal, com maior poder de intervenção sobre a economia europeia e maior capacidade de controle das actividades das empresas multinacionais (as deslocalizações...) e do capital especulativo (os paraísos fiscais...).
Entretanto, uma das vertentes dessa "maior integração" da União Europeia passaria pela sincronização dos ciclos político-eleitorais dos diversos estados-membros, de modo a termos eleições de âmbito europeu com verdadeiro significado político e económico.
Tal como estamos hoje são quase sempre "eles" a ganhar...

R: Se assim fosse ou se lhes cheira-se a qualquer possibilidade de os trabalhadores tomarem o poder na tal federação, eles nunca a proporiam!
Nunca o meu amigo ouviria falar da tal federação!
Eles sabem, que, com uma federação construída a sua maneira amarrariam de tal forma os Povos que quando algum deles se tentasse libertar do seu jugo seria de imediato esmagado e prosseguido pelos outros povos: os europeus do norte contra os Euro africanos do sul.
A oligarquia sempre foi useira e vezeira em usar os povos uns contra os outros, gerando guerras fratricidas muitas das vezes entre o mesmo Povo ou Povos que vivem juntos há centenas de anos, quer um exemplo entre outros? – Eu dou-lhe a guerra civil em Espanha ou mais recentemente a guerra na Jugoslávia, que é o exemplo mais recente do cinismo e da crueldade dos oligarcas do grande capital!
- É que está mais do que provado que foram estes filhos da puta, e desculpe a forma com que me refiro a eles, mas não têm outro nome! -Que provocaram aquela guerra, que intrigaram, que subornaram. O grande capital monopolista as grandes multinacionais através dos estados que efectivamente dominam -USA, Alemanha, Suiça entre outros a lista não teria fim, para finalizar só lhe vou acrescentar mais um o Vaticano Existem provas de que a guerra na ex.-Jugoslávia, foi fabricada por estes pulhas.
Quanto a essa ideia de uniformizar os ciclos eleitorais no espaço europeu e com isso conseguir uma alteração das políticas; - por no seu entender umas vezes está a direita outra a esquerda…! - Acho, e desculpe-me o atrevimento de uma ingenuidade brutal,
O senhor ainda não se deu conta que os partidos do sistema, não são de esquerda nem de direita! – São apenas grupos políticos do sistema; -ou seja obedecem aos seus patrões e como os patrões são ideologicamente de direita eles praticam todos uma politica de direita independentemente de eles próprios se auto denominarem de direita ou de “esquerda” e logo a seguir dizerem que essa coisa de esquerda e direita não existe
E porque, o dizem? -Bem, dizem porque é por de mais evidente que as pessoas vão dando conta que efectivamente não existem diferenças entre eles, e então a melhor forma de defender o sistema é criar a ideia que não existe alternativa ao modelo e que isto de esquerda e direita são apenas nomes, nomes que se usam como quem vai mascarado para uma grande festa de Carnaval, onde o bobo são os Povos
Ou não é verdade que os povos que habitam no norte da Europa nos olham de cima da burra?!
A Europa não é uma civilização homogénea ou é?



R: Infelizmente não conseguiu!

Gostava de pensar que consegui esclarecer alguma coisa, mas esteja à vontade para me interpelar.

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Replies:
Subject Author Date
Re: Federalismo... tentativa de esclarecimentoPaulo Silva22/10/06 21:00:24
    Re: Federalismo... tentativa de esclarecimentoGuilherme Statter23/10/06 16:17:14


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