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| Subject: Re: Là voltas tu com os marginalistas... é uma obcessão | |
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Author: Guilherme Statter |
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Date Posted: 16/09/06 20:24:33 In reply to: Fernando Penim Redondo 's message, "Là voltas tu com os marginalistas... é uma obcessão" on 15/09/06 18:05:49 Então, em termos MUITO gerais, é assim: 1. No que diz respeito às ciencias sociais e economómicas, o mundo dos comuns mortais, dos aprendizes de cientistas e de outros estudiosos, normalmente diz conhecer (e discute) dois grandes paradigmas alternativos (alternativos, entre outras coisas, no que diz respeito à teoria do valor). 2. Um dos paradigmas reclama-se do marxismo e afirma que a forma mais adequada de medir o valor das "coisas" (bens e serviços) é o "tempo de trabalho socialmente necessário". Diz-se deste paradigma que adopta uma posição "objectiva" no que diz respeito à determinação do valor. 3. O outro grande paradigma alternativo é usualmente desginado por marginalismo e afirma que a forma mais adequada de medir o valor das "coisas" é o grau de preferência dos consumidores ou, se quiseres, a utilidade marginal (expressa sob a forma de compra efectivada no mercado concorrencial). Diz-se deste paradigma que adopta uma posição "subjectiva" no que diz respeito à determinação do valor. Como tu estás sempre a referir que o "tempo de trabalho" (socialmente necessário) não é a forma mais adequada para medir o valor e, com bastante frequência, referes as preferências dos consumidores e a "qualidade" asubjectivamente avaliada pelos ditos cujos consumidores, e sobretudo porque não ofereces nenhuma alternativa (operacional ou operativa) para medir o valor das "coisas", reconheço que de facto me vejo constrangido a tender a colocar as tuas ideias no campo do marginalismo. Quero mais uma vez repetir e enfatizar que não vem daí grande mal ao mundo (ele já está como está, mais um marginalista menos um...) e não será por isso que não tentarei finalizar a exposição que aqui encetei para responder ao teu desafio de "demonstrar" que o Marx "demonstrou que o valor resulta do tempo de trabalho". Mesmo sem que tu - até agora - me tenhas esclarecido sobre qual a natureza ou tipo de "demonstração" é que satisfaria o teu desafio. E, já agora, continuo a aguardar que um dia - a esperança é assim... - me esclareças sobre como é que propões medir o "conhecimento incorporado". A "substância" do valor por ti sugerida - se bem me lembro - como alternativa ao "tempo de trabalho". Como vês, mais do que "obecessão" será antes "memória de elefante" (mas selectiva...) Um abraço. [ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ] |