VoyForums
[ Show ]
Support VoyForums
[ Shrink ]
VoyForums Announcement: Programming and providing support for this service has been a labor of love since 1997. We are one of the few services online who values our users' privacy, and have never sold your information. We have even fought hard to defend your privacy in legal cases; however, we've done it with almost no financial support -- paying out of pocket to continue providing the service. Due to the issues imposed on us by advertisers, we also stopped hosting most ads on the forums many years ago. We hope you appreciate our efforts.

Show your support by donating any amount. (Note: We are still technically a for-profit company, so your contribution is not tax-deductible.) PayPal Acct: Feedback:

Donate to VoyForums (PayPal):

19/04/26 6:15:13Login ] [ Contact Forum Admin ] [ Main index ] [ Post a new message ] [ Search | Check update time | Archives: 12[3]45678 ]
Subject: Reforçar a luta


Author:
Avante
[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]
Date Posted: 21/09/06 11:01:43

Reforçar a luta

Setembro entrado, o tempo dá-nos razão. Dá razão aos comunistas e à sua luta contra a ofensiva da política de direita liderada pelo Governo do PS/Sócrates, cada vez mais claramente ligado aos objectivos que o PSD também defende. Com a cobertura do Presidente da República – o seu estímulo e assentimento – o chamado «bloco central de interesses», que mais não é que a identificação entre o PS e o PSD acerca das políticas a desenvolver ao arrepio dos interesses dos trabalhadores, dos jovens, das mulheres, dos pensionistas, das populações, vai fazendo caminho. Se esta identificação tem o seu início mediático a partir do momento em que foi anunciado o «pacto» entre Sócrates e Marques Mendes sobre a «reforma» da Justiça, ela já existia antes e já a denunciáramos, chamando a atenção para as dificuldades que tem a «oposição» da direita em criticar o fundo das iniciativas governamentais no campo social, económico e político – e também cultural, já agora. Se a identificação sobre a política de direita começou nos objectivos, ela já vai nas medidas concretas e não tardará a chegar à partilha do bolo pelas clientelas de cada um dos partidos, CDS incluso, se for caso de precisão de mais uma ajudinha devotada aos interesses do capital.

Setembro entrado e poucos dias após a Festa do Avante!, – que não é uma rentrée no trabalho político dos comunistas, que muito labor usam durante os meses de Verão para erguer a maior iniciativa político-cultural portuguesa, mas constitui inegavelmente um novo e reforçado entusiasmo colocado nas tarefas do PCP –, o tempo dá-nos razão. Era tempo de lançar uma campanha como a que os comunistas promovem por todo o País, nomeadamente em defesa da Segurança Social. Uma campanha a que o Avante! se junta com o suplemento que hoje publicamos, para além de procurar dar conta de algumas das mais destacadas iniciativas em que participa o secretário-geral do Partido, no sentido de esclarecer, organizar, lutar em defesa dos direitos, contra a ofensiva governamental que os procura retirar não apenas na prática mas no quadro legal em que a luta os inscreveu desde a Revolução de Abril.

É que a ofensiva governamental, desta feita apoiada pelo PSD e pelo Presidente da República que urdem um consenso na matéria visando a privatização – juntando-se-lhes agora (ou já antes?) o grupo reaccionário «Compromisso Portugal» que age como porta-voz dos interesses capitalistas – tal ofensiva prossegue e aprofunda-se. Não apenas nas medidas «de fundo» que se preparam no segredo dos gabinetes e dos palácios do poder, mas também em medidas avulsas e gravosas cuja direcção é a mesma. Em tais medidas, destacam-se as anunciadas pelo ministro da Saúde, que anunciou a intenção de introduzir novas taxas moderadoras que esmagam e limitam o direito à saúde para um cada vez maior número de portugueses. Em tais medidas integram-se aquelas de ataque à Administração Pública – aos seus trabalhadores e aos serviços que o Governo pretende que o Estado deixe de prestar às populações. Em tais medidas integram-se os ataques ao sistema de ensino público, com o encerramento efectivo de mais de 1400 escolas. O espaço não sobraria aqui se quiséssemos enumerar todo o rol de malfeitorias que o PS no Governo tem vindo e virá a promover, se um travão lhe não for posto à vertigem de servir o capital.

Para o PCP – e para cada vez mais portugueses que o esclarecimento consegue atingir, derrubando as barreiras de silêncio que nos cercam – é necessário não só travar essa ofensiva da política de direita, mas romper com ela e, na ruptura, avançar numa política que a desdiga e contradiga. Uma política que tenha em conta as necessidades do País e do povo, da soberania nacional, com uma economia liberta dos entraves do Pacto de Estabilidade e Crescimento, essa condicionante que tem servido de pretexto para atacar direitos e para entregar ao capital, nacional e multinacional, o produto do esforço dos trabalhadores e das suas famílias.
Nesta batalha, que sai à rua, que atravessa as empresas e as escolas, que une e alarga a base de uma verdadeira oposição, todo o Partido se mobiliza, não descurando os lugares mais remotos e as capacidades menos fortes, porque também aí elas são capazes de crescer. Nesta batalha ganha também relevo particular a iniciativa institucional, como as que o PCP tem avançado, nomeadamente a entrega, feita ontem pelo seu grupo parlamentar, na Assembleia da República, de um projecto de diploma que, contrariando a política governamental de redução de direitos, possibilite o aumento de receitas da Segurança Social.

O reforço da luta pressupõe o reforço do Partido. E vice-versa, porque é na luta que nascem os lutadores e os quadros mais dedicados e experimentados. O esforço que tem sido levado a cabo pelo Partido, que consagrou este ano de 2006 ao reforço do PCP, dá os seus frutos e não abranda. Findo o período de férias, são tomadas medidas para prosseguir na realização de mais assembleias de organização; para retomar as ligações e o esforço organizativo nas empresas e locais de trabalho; para retomar o funcionamento regular das reuniões de trabalho político; para dinamizar o recrutamento e proceder a reestruturações necessárias; para responsabilizar mais quadros jovens. Para, enfim, proceder no sentido de colocar o Partido à altura das suas responsabilidades, que advêm das circunstâncias da luta e do seu projecto revolucionário.

[ Next Thread | Previous Thread | Next Message | Previous Message ]


Post a message:
This forum requires an account to post.
[ Create Account ]
[ Login ]
[ Contact Forum Admin ]


Forum timezone: GMT+0
VF Version: 3.00b, ConfDB:
Before posting please read our privacy policy.
VoyForums(tm) is a Free Service from Voyager Info-Systems.
Copyright © 1998-2019 Voyager Info-Systems. All Rights Reserved.